Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"Massa é otimizar quem somos! Parafraseando Mario Quintana - ser autêntico é um nobre desafio - Seja a melhor versão de você mesmo."
Sou a alma que emana a chama
Sou o corpo que ecoa o grito
De um ser que não suporta
O sentimento absorvido
Rasgo a alma, corto o laço
Pouco a pouco, me refaço
Extravaso de repente
O que de mim já não faz parte
A chama que arde d'entre desejos, fantasias, fome, sede, anseios e uma tara intrínseca da minha essência translúcida e insana, invade ao entrelaçado âmbito sedento e profano do beijo em tudo que tenho e eu sei.
Não falta corpos, não falta mentes brilhantes e gente interessante, é sério, não falta, mas é ela, ela me faz uma falta ... Acredito que seja pior muito pior ficar aqui a espera dela, e eu sei que estou me machucando dia após dia esperando por migalhas como um cão sarnento, Eu tenho dois caminhos, duas escolhas, mas eu não me movo, eu fico aqui parada esperando por ela, uma hora quem sabe ela se decida e opte por mim, uma hora quem sabe, dê um estalo na mente dela e ela diga que é pra mim que ela tem que doar suas horas, não suas horas vagas, não pra um flerte, mas pros seus dias, Talvez isso nunca aconteça, o que me parece mais provável, perdi as esperanças de você, ainda assim, eu fico.
Demora, realmente demora mesmo para você se encontrar e saber o que realmente é, mas hoje em plena sanidade eu posso afirmar, não sou "eu" a muito tempo, deixei muita coisa de lado, muita mesmo, mas, estou mudando isso com o tempo, e posso afirmar que estou melhorando e voltando a ser eu todos os dias e hoje é um desses dias, sabe aquela madrugada que você reflete e chora e se pergunta cade você, cade todo aquele amor? pois é, estou me sentindo assim, mas tudo isso está mudando, estou me encontrando. Sempre devemos agradecer por tudo que passamos pois tudo é para nosso aprendizado, e tenho certeza que depois desse período obscuro, eu vou ser uma pessoa melhor e só tenho a agradecer.
Eu vejo como o verde.
De vida,
de ver
de viver
Eu vejo sem crer,
sem porque
sem mesmo entender,
apenas pra ver
E assim eu vou vendo
esse mundo viver.
E sem entender,
eu vivo pra ser.
Somos compostos de gestos e gostos .
Somos a raiva e a razão.
Somos pefeitos e imperfeitos, Somos a combinação que deu certo, mas as vezes precisamos de ajustes .
Somos amor e somos paixão, Eu e você!
K.B
Se tornar íntegro é uma tarefa difícil simplesmente porque enquanto agrupamos o quebra-cabeças do nosso eu de acordo com as formas de encaixe, as formas se deformam/transformam e temos que recomeçar.
Não trata-se de o quão difícil eu seja, o fato é que prefiro me envolver com as pessoas que cultivam o espaço que pretendem pertencer (independente do tempo).
1º ganha meu respeito; 2º minha admiração; 3º minha amizade… e por fim; minha intimidade.
É nessa última posição, e somente nela, que é possível estabelecer alguma coisa comigo. Então se a gente troca ideias que de alguma forma podem ser tabu e que sejam de cunho pessoal, você tem tudo comigo e “geralmente” você só precisa pedir!
No tilintar das taças
Me perdi a pensar
Será que ele me ama ?
Será que vai me amar ?
Tomo um gole
Deste doce vinho
As emoções
Sentimentos tinindo
Você chega perto e me
Dá um beijo tímido
Afasta sutilmente apenas
Para que caiba as palavras
Entre nossas bocas
Sai um Eu te amo afoito
Ah, eu nem acredito
Que ele me ama
Assim como eu o amo!
Banalizaram tanto o 'eu te amo' que ele perdeu totalmente a sua essência romântica e a aura de encanto que o envolvia. Desprovido da beleza original, o sentimento nobre tornou-se meramente uma isca para atrair o bicho humano na sua fase de carência.
Como se já não bastasse a saudade do que ainda não se viveu, agora temos saudade de olhar no espelho e reconhecer aquilo que um dia chamamos de “EU”.
Talvez eu precisasse escrever, talvez não. A difícil façanha de descrever o nada, o tudo, o eu. Navegando neste emaranhado de palavras advindas de um lugar que não se pode ver, mas se pode sentir. Tornar o abstrato em algo concreto é uma tarefa que requer muita habilidade, diria que um pouco de maestria. A difícil arte do viver, do que é viver, de dar vida àquilo que apenas habita em seus pensamentos, em seus sentimentos. Outrora, tenho pensado sobre o que seria esse abstrato que tanto almejo tornar concreto. Não sei! Talvez não tenho uma resposta concreta para dizer. Não consigo nomear. E o fato de não conseguir nomear tal grandeza de sensações, de sentimentos, de vazios, de vácuos, de confusões... me faz uma pessoa capaz de ver a vida com os olhos que abarcam a utopia do que é viver. Mas, ainda não compreendo muito bem sobre a arte da vida, sou muito jovem ainda para ter essa tal de maturidade a ponto de compreendê-la! Talvez a maturidade nunca chegue. E se chegar, um sábio me tornarei, talvez já sou, mas não ouso arriscar em falar sobre essa sabedoria que jaz, creio que é uma responsabilidade a mais para se carregar e, eu não quero. Andei pensando, corri pensando, nadei pensando, viajei pensando, naveguei pensando... mergulhei! Mergulhei de cabeça! Fui à procura do tão utópico e sonhado abstrato; nessa parte, leia-se com expressão de estupefação, um neologismo, até! Será se viver não seria um neologismo a cada instante? A façanha caminhada à deriva no mundo do abstrato, à procura das tão temidas sensações que compõem os vácuos da vida, as lacunas impreenchíveis e, que, possivelmente, nunca serão! É preciso que o vácuo exista e se faça presente, para, só assim, você se reinventar e preenchê-lo sempre que desejar e da forma que achar plausível para sua breve existência de vivências e experiências. Nesta parte, é difícil falar do abstrato, pois o mesmo soa como algo indizível, e ressoa em você como algo intocável, pois as vivências são únicas e abstratas, ao seu modo. Aqui, cabe a mim dizer que o abstrato tem forma, tem vida, tem nome e sobrenome e, apesar de ter nome, não consigo nomeá-lo, por mais que eu queira. Será se esse nome não seria a junção de tudo aquilo que compõe o vazio? Aqui, você pode ler em tom de espanto com um misto de dúvida. Te dou a autorização para navegar no abstrato que paira em você. Continuo te autorizando a refletir sobre o quão imenso e vazio são os abstratos que te compõem. Ledo engano! Cá entre nós, da minha parte, você não precisa de autorização nenhuma. A única pessoa que, realmente, precisa te autorizar, é você mesma. Comecei escrevendo dizendo que precisava escrever. Escrevi, escrevi, escrevi... no final, ainda não consegui nomear o abstrato que habita em mim e que reflete em você. Talvez eu nunca conseguirei fazer tal descrição. Acho que a maior façanha é essa: tentar viver aquilo que não se pode prever.
