Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"As novas e surpreendentes criações artisticas
A imaginação toma conta do meu ser, fazendo com que se desenvolva o meu lado artístico, concretizando novas criações que me fascinam, me encantam, que vão surgindo de modo intenso e vibrante, dando colorido e forma a todas as expressões da arte.".
Arrepios
Arrepios de felicidade
dominaram meu corpo
minha mente
transformou-se numa brisa refrescante
e meu corpo tornou-se amor
Um triste adeus
passou na minha vida
atravessou o meu ser
como um raio alucinante
cortou meu coração ao meio
e fez de mim uma triste mulher
Becos do Cerrado
Becos do meu cerrado
Amo a tua melancolia, seca e tortuosa
Teus ipês breves. Teu devaneio encantado
De recantos de chão árido, e flora andrajosa
Teu cascalho roliço, céu cinza e enfumaçado
Deixando a alma da gente, comovida e chorosa
Do pôr do sol nos tordos galhos, luzidio, encarnado
Amo o silencioso horizonte, cheios de tal quimera
Que em polmes dourados e os olhos cheios d’água
Suspiram em poemas de rogo, tal a rudeza, quisera
O vento, em açoites nos buritis, aturando a frágua
Nas frinchas de suas folhas, e que ali então esmera
Que se defende, peleja, viceja e na imensidão vivace
Desenhando o sertão do planalto de intrigante biosfera
Como se a todos nós um canto de resistência declamasse.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de março de 2020 – Cerrado goiano
paráfrase Cora Coralina
Me afundo no meu orgulho , meus sentimentos se tornaram obscuro , é foda te dizer que já não te quero mais .
- Jeff blessed
O meu ódio emite um peso no meu tronco, que chega a estalar um pouco a minha coluna.
A pior parte disso é que sinto-me sujo e coberto de maldade.
há uma vaga mágoa
no meu coração...
como que um som de água
numa solidão...
um som tênue de água...
Memoro o que, morto,
ainda vive em mim...
memoro-o, ansorto
num sonho sem fim,
estéril e absorto.
Será que me basta
esta vida em vão?
que nada se afasta
de sua solidão...
nem de mim me afasta
não sei. Sofro o acaso
da mágoa em meu ser...
cismo, há em mim o acaso
do que quis viver -
sempre só o acaso
"(...) você não é minha, meu bem.
Você é livre! mas, se decidir ficar. Vamos sair para beber, falar um bocado de bobagens, sorrir um pouco e foda-se o resto"
Os amigos saíram do meu lado, alegando que meu ego me deixou cego de vez
O foda é você achar que humildade é ter que se sentir culpado por fazer o que você não fez
Que se foda você
EM TARDE CHUVOSA (soneto)
Março. Em frente ao cerrado. Chove demais
Sobre meu sentimento calado, aborrecimento
Gotejado do fado.... Rodopiando nos temporais
Enxurrando desconforto, angústia e sofrimento
Verão. E meu coração sentado na beira do cais
Da solidão. Do mar agitado e cheio de lamento
Por que, ó dor, no meu peito assim empurrais
Essa tempestade e tão lotada de detrimento?
A água canta, lá fora, e cá dentro o olho chora
Implora. Para essa tempestade então ir embora
Que chegaste com o arrebol e na tarde ainda cai
E eu olha pela janela deserta, e vejo o céu triste
E, ao vir do vento, a melancolia na alma insiste
Sem que das nuvens carregadas a ventura apeai
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
