Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Frágil...
Eu nasci dos seus estímulos
E morri com a sua ausência
E ficou provado o quanto frágil eu sou
Sou arvore que com água e adubo fica frondosa
Mas ao menor descuido,
coloca amostra as raizes profundas;
se entrega e se curva,
e morre aos poucos.
"Tomara que este post não seja uma lição para você!"
No decorrer de alguns anos eu comecei a apreciar a sua ausência...
Estava longe de mim todo este tormento, toda esta dor que me causou
Mas você voltou, sombra obscura!
Voltaram todas as lembranças das suas mãos sujas em mim!
Te ver me deu uma vontade de sentir o meu sofrimento na sua pele
A minha dor no seu coração e todas as lágrimas que você me fez chorar, gostaria de vê-las brotarem todas de uma vez só na sua face, que você acordasse todos os dias assim, num choro sem fim!
Senti uma imensa vontade de que você nunca mais sentisse sono, que ficasse prisioneiro para sempre no desconforto de uma inacabável inquietude, sem uma pausa sequer para descansar!
Isto por todas as noites que você tão insensível não me deixou dormir, me assediou e por todo este pranto que você me viu derramar
Nasceu uma vontade de vê-lo mudo para sempre se engasgando com sua própria voz!
Por todas as vezes que você me calou com sua opressão e me encarceirou numa quietude forçada,quando o que eu mais queria era gritar!
Queria vê-lo coberto de hematomas doloridos, estes por todo o seu corpo e eternos!
Isto por todas as sequelas que vejo em meu corpo, que você deixou para eu sempre me lembrar!
Queria vê-l0 querendo o carinho das pessoas do mundo inteiro e elas lhe devolvendo o ódio, lhe massacrando, lhe bulinando, até você enlouquecido clamar por socorro!
Isto tudo por todas as vezes que eu te implorei, que eu te pedi o seu amor e você me deu em troca todo este ódio, me espancou, me fez chorar, me incomodou, me humilhou... me deixou marcas para que eu sempre com amargura, possa me lembrar, que quem fez tudo isto foi você...
meu PAI!
Pensamento de um passarinho
Deram-me a liberdade, abriram à gaiola!
Eu nem pude acreditar!
Olhei desconfiado e pensei...
-Eu não sei voar!
Acostumado com os limites de espaço,
lembrei-me de todas as vezes que eu tentei fugir
e fui vencido pelo cansaço!
Eu sempre via os meus amigos
fazendo voos rasantes pelo céu, porém eu só via
Pássaro de gaiola não voa,
de tão triste nem canta, só assovia!
Com receio e isolado do mundo eu pensei...
- A porta está aberta, será uma armadilha?
-Se eu sair o que irão fazer comigo, eu não sei!
Eu sou pássaro de gaiola
condicionado a viver uma vida sem horizontes,
eu sou desconfiado!
Gaiola aberta para mim não quer dizer nada
As horas são iguais, tanto faz ser dia ou madrugada!
Dá vontade de sair e enfrentar o meu medo
Arriscar a minha vida,
melhor do que a triste sina de viver preso
Porém encolho-me num cantinho,
como quem fica esperando a morte
Desacreditando de tudo,
até da minha própria sorte!
Hoje eu quero abraçar o mundo...
Ontem eu era um homem bonito, rico e inteligente,
achava-me melhor do que tanta gente!
As Mulheres que eu tinha eu não amava de coração
Eu possuía muitas e exibia para todos a minha coleção
Cresci no meio da riqueza, tive tudo na minha infância
Não me assentava com os pobres deles eu queria distancia
Carros eu trocava como quem troca de roupa todo dia
Não dava carona para ninguém, nem que fosse por cortesia
Ao passar por lagoas e ver crianças
a se divertir um nojo eu sentia
Para mim só a minha piscina aquecida, fugia de água suja e fria!
Pensava... como pode este povo comer em lanchonete?
Lanches quase sem recheio, disfarçado com vinagrete!
Adorava que me vissem saindo de um restaurante grã-fino
Pagava um absurdo, aprendi a me exibir
isto eu sempre fiz desde menino!
Estudei nas melhores escolas
e depois num empresário eu me transformei
Atrás de uma mesa tratava os subordinados
do jeito que eu sempre sonhei
O tratamento era diferenciado
os de pouco estudo eu sempre menosprezei
Mas a vida veio me cobrar por ter tanta petulância
Depois de um dia de trabalho do nada desmaiei,
então chamaram a ambulância
Nos exames algo trágico... um câncer cerebral,
e ali morreu toda a minha arrogância
Perguntei então curioso
-Quando eu caí, quem me socorreu?
-Foi um peão e o nome não sabemos,
mas com certeza um subordinado seu!
Localizei o empregado, o abracei agradecido
e o transformei no melhor amigo meu
Eu que sempre quis dividir hoje estou tão adoecido
Entre convulsões e horas lúcidas, me sinto enfraquecido
O meu orgulho exagerado...eu já não carrego mais comigo
Quem me dera voltar atrás e desfazer a minha história
Dividir este mesmo espaço neste mundo
para nós já é a maior glória
Somos carne e osso, sentimos dor e fome,
a soberba é uma causa ilusória!
Ah se hoje eu pudesse, se fosse me dado uma nova chance
Tomaria um banho de lagoa e depois comeria um lanche
Arranjaria um amor de verdade,
viveria então o mais lindo e longo romance
Coisas tão simples e de valor
que sempre temos ao nosso alcance!
Hoje eu quero abraçar o mundo, qualquer um,
nem que seja por um só instante
A flor nasceu!
O universo está encantado
Nesta manhã tudo está transformado
Eu nem consigo acreditar
Há um brilho novo em meu olhar
Hoje eu olho o espelho de cara lavada
Abriu-se um novo caminho, uma nova estrada
Eu que sempre ocultei o melhor de mim
Hoje eu posso ser flor no jardim
Ser alguém pelo menos para mim
Eu posso viver, eu posso crer
Fazer e acontecer
Apreciar a vida de frente
Eis que a flor nasceu da semente!
A casa dos sonhos?
Eu encontrei a casa dos meus sonhos
e para lá eu fui de mudança
E naquele quintal imenso
eu plantei as flores da esperança
O meu sonho mais sonhado,
finalmente eu havia encontrado
O meu lar com muito amor eu comecei a enfeitar
Os três primeiros anos foram de muita alegria
A minha casa estava finalmente do jeito que eu queria
O jardim enfeitado com flores de todas as cores;
era lindo de se olhar!
Não faltava mais nada para a felicidade me abraçar
Mas o tempo passou e algo mudou
Eu sentia, eu percebia; mas não queria enxergar
Ouvia, mas não queria escutar
Sons e ruídos que vinham do lado de lá
E aquele pequeno transtorno, eu decidi ignorar
Quem sabe esquecendo, aquilo tudo iria passar?
E tudo o que eu mais temia me acompanhava,
e apavorada eu fugia
Só que de ruídos então passaram
a ser estrondos e isto era todo dia
As paredes falavam, porém eu fingia não escutar
Um barulho que me tirava o sono
e não me deixava pensar.
Eram as vozes do ódio com ferros e pregos a se misturar!
E para me acalmar nas claras manhãs,
só os comprimidos eram bem vindos!
E o meu pavor foi crescendo, sem dimensão
O ponteiro do relógio não andava,
aumentando a minha depressão
Quanto eu mais rezava,
aquele fantasma vinha me assombrar
E eu já não mais existia,
eu era o próprio medo a me arrastar
Nas paredes do corredor
haviam mãos que estavam prontas para me puxar
À noite pesadelos estranhos;
uma criatura agarrada no teto a me fitar
Então um dia eu decidi,
ir para rua para esquecer um pouco o tormento
Porém quando eu voltei,
a casa parecia que ia cair a qualquer momento
Tremia, ruía, balançava
e tudo naquele ambiente parecia querer me expulsar
E o susto foi tão grande que eu me ajoelhei e cheguei a vomitar!
Ali eu já não me sentia sozinha,
sombras obscuras me acompanhavam em todo o lugar
E dentro de casa com muito medo, eu andava devagar
No quintal eu ouvia as vozes dos homens
que estavam na fábrica a trabalhar
Barulho de ferros, brocas e metal;
muitas risadas e todas elas eram para me assombrar!
E enlouquecida eu havia me tornado,
em uma mulher sem nenhum horizonte
Suja, triste, sem esperança e sem fome
Pelos móveis da casa
se espalhavam os meus comprimidos
E assim se passaram sete anos,
entre prensa, martelos e ruídos
E as vozes e as risadas se transformaram em gritos!
A casa dos meus sonhos tinha se transformado no inferno
Morreram as flores, e o meu jardim com cores obscuras
só conhecia o inverno!
Como eu sobrevivi?
Hoje eu estou viva e posso lhe contar!
Eu fugi!
E a fábrica se encontra no mesmo lugar!
"Eu quis"
Eu quis me aquietar na primavera
Florescer no inverno
Esfriar os desejos no verão
No outono segurar as folhas que eu escrevi,
na minha mão
Tão diferente eu fui e sou
Que me apaixonei na primavera
Morri no inverno
No verão fiquei incandescente, me abrasei!
E as folhas escritas por mim;
eu queimei, queimei!
"Eu gostaria de ser um pássaro"
Eu gostaria de ser um pássaro,
e voar para bem longe,
me distanciar dos meus problemas,
conhecer novos horizontes,
ver a vida com outros olhos
e por um dia deixar de ser eu mesma...
Viver a vida de alguém que está a sorrir,
a chorar, a amar, a perder...
E então perceber que as vidas neste mundo
são tão parecidas...
E quem sabe se depois desta viagem,
eu voltaria com saudades do que eu sou!
Quarto. Um quarto. 1/4.
Cama de gata. C(ama).
Restos de mim em vestígios.
Eu já não sou tão inteira assim.
Feito peixe me descamo.
Feito flor me despetalo.
E feito pacto
Vou me prometendo
Vou me con(sagrando).
Em lençois de cama usados
Em bitucas de cigarro.
Entre buzinas de carros
Entre a poluição sonora
Entre as luzes de uma cidade morna
E eu fico aqui, assim, no escuro.
De um quarto. Um quarto. 1/4.
Todos os meus dias estariam ganhos se você provasse o que eu quero que você sinta, o que eu sinto há algum tempo por você.
Eu nunca imaginei que iria ser tão feliz sem você, mas também nunca consegui fazer com que isso aconteça.
Eu tenho estado pensando do que eu realmente preciso, e já nem pensei em você. Talvez só tenha pensado pelo por que eu eventualmente pensei que não precisasse de você. Será que por sempre ter precisado de você, precisar já não fazia falta, ou você esteve esse tempo todo à minha volta? Sempre voltando, nunca ficando, tão pouco me amando. E é difícil me conformar que te esqueci, sou idiota por achar que ainda não o consegui, fui tão tola em perceber que eu merecia você, quando você não merecia nem ficar aqui e eu deveria te esquecer.
Atrapalhadamente você bagunçou com a minha vida, e ajeitou os meus sentimentos, fazendo eu só amar, amar você.
Você me fez ver a verdade enxergando a mentira, porque sabia que eu não acreditaria com os olhos fechados.
A: Você dessa vez já esta apelando dizendo que sentiu “Saudades.” B: Sim. Eu senti. Porque você não acredita em mim. E no que eu digo? A: Porque eu já acreditei. E até hoje doí demais. B: Doí acredita em mim? É isso. Eu não cumpro com o que eu falo? É isso? A: Não. Doí te amar te querer e não poder. E sim, você cumpriu com suas palavras. Por que você disse que iria ser para sempre. Mas algum tempo antes você mesmo disse: “o para sempre, sempre acaba.” e foi para sempre então.
Eu quis muito que tudo desse certo, mas agora eu entendo que você é moleque demais, é igual criança que não sabe o que quer. E como você sabe, eu não tenho paciência com crianças. Cansei de brincar de babá.
