Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite

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Gelado


A neve,
Um urso,
Muitos pinheiros,
Alguns salmões no balde a beira do rio,
Eu x medo,
E muita história de pescador pra contar.

"PARA HOMENAGEAR OS PAIS APRESENTO-LHES A MAGNÍFICA FRASE DE MAHATMA GHANDI:
"UM DIA EU VOU REUNIR OS MEUS FILHOS E LHES DIZER QUE FOMOS DERROTADOS; MAS NÃO PODEREI OLHAR NOS OLHOS DELES E LHES DIZER QUE VIVEM NA MISÉRIA PORQUE O SEU PAI NÃO TEVE CORAGEM DE LUTAR",Ademar de Borba

Faz tempo que eu quero te falar que a lua é a prova de que a escuridão nunca consegue apagar toda a esperança (Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu)

⁠"Eu respeito tudo, mas incentivo pouca coisa".

⁠Eu ouço tanta insanidade, que tenho certeza, que a humanidade irá se desintegrar na libertinagem.

A Ti, Senhor, consagro o meu caminhar,
Pois sem o Teu amor, onde eu poderia chegar?

Tua força, Pai, é o pão que alimenta e a luz que conduz.
Eis aqui o Teu servo, a serviço da luz,

Que não há de parar, nem descansar,
Até que o último coração Tua Palavra possa abraçar.

Entre o luto e o legado


Meu pai foi embora antes de eu terminar de aprender,
Deixou no meu peito um vazio que o tempo não preenche.
Mas deixou também a fé, que nenhuma dor vence,
É uma saudade boa que eu não quero perder.


Hoje sou pai e entendo o que ele quis me dizer.
Naquele abraço quieto que a pressa não alcança.
Hoje sou pai e carrego com cuidado e com esperança.
Três vidas que Deus quis nas minhas mãos depositar.


Entre o luto e o legado, aprendi a caminhar.
Entre a saudade dele e o sorriso dos meus filhos,
Descobri que o amor não some, só muda de lugar.
E quem parte em Cristo não some, só vai na frente esperar.


Pai, um dia nos vemos do outro lado do mar.
Filhos, enquanto estou aqui, vou ser os seus castelos,
Vou ser o chão firme onde vocês vão pousar.
E, quando eu partir, que a fé em vocês possa continuar.

⁠hoje,oq mim espira,e minha família. E alguém q eu amo muito e deus,🙏

Dona da Própria Luz

Caderno aberto, xícara de chá
O sol entrando devagar
Eu construí minha paz no detalhe
Não deixo mais que ninguém atrapalhe

Aprendi a dizer não sem ter que me explicar
Deixei ir o que pesava, escolhi me respeitar

Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho

Olho no espelho e sei quem eu sou
Valho cada curva por onde o tempo passou
Ressurgi mais forte de cada tempestade
Minha poesia agora é liberdade

Aprendi a dizer não sem ter que me explicar
Deixei ir o que pesava, escolhi me respeitar

Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho

Sem pressa de chegar, eu já sou o caminho
Luz que me guia quando caminho sozinho
A minha cura é a minha verdade

Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho

O sol entrando devagar...
Dona da própria luz.

Se um dia eu me esquecer de quem sou, espero que você se lembre o quanto eu te amei.

"Você escolhe a importância que me dá, mas eu sei o valor que mereço. O que vivo entre esses dois extremos não é da sua conta."

ASFALTO NA SOLA

Eu vim de lugar onde ninguém pergunta o que aconteceu.

Só olha pra tua cara, vê se você aguenta e manda seguir.

Aprendi cedo que a rua não tem paciência pra quem precisa entender tudo antes de continuar. Você tropeça, levanta, limpa a poeira na própria roupa e vai. Sem discurso. Sem trilha sonora. Sem ninguém batendo palma.

Tem gente que conhece a minha versão arrumada.

Poucos conheceram a que voltava pra casa com a cabeça cheia, o bolso quase vazio e aquele silêncio estranho de quem passou o dia inteiro fingindo que tava tudo certo.

Essa versão não posta nada.

Não explica nada.

Só chega.

Joga a chave em qualquer canto, acende a luz e encara o próprio reflexo como se estivesse cobrando alguma coisa de alguém que já não sabe mais quem é.

Eu já quis muito parecer diferente do que sou.

Hoje eu prefiro parecer exatamente o que a vida fez comigo.

Tem marca que não precisa esconder.

Tem história que perde a graça quando você tenta contar bonito.

Então deixa torto.

Deixa áspero.

Deixa com gosto de madrugada e conversa na calçada.

Porque foi assim que muita coisa aconteceu.

Sem planejamento.

Sem final elegante.

Só decisão errada, amizade improvável, amor mal resolvido, orgulho demais e aquela mania idiota de continuar andando mesmo quando ninguém sabe exatamente pra onde.

Talvez seja isso que chamam de vivência.

Não é ter resposta.

É ter passado por coisa suficiente pra parar de acreditar que toda pergunta precisa de uma.

Hoje eu não quero parecer invencível.

Invencível é personagem.

Eu quero ser real o bastante pra admitir que algumas coisas ainda pesam, mas leve o suficiente pra não carregar todas elas comigo.

O mundo continua sujo.

A rua continua acordada.

E eu ainda tenho asfalto na sola.

Só que agora eu sei voltar pra casa.

under sujão p.

só postar quando fizer sentido pra mim

porque eu, porque não?

Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.

Então alguém apagou as placas da estrada.

Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.

Ele passou anos perguntando.

“Por que comigo?”

Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.

Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.

Então começou a reparar em outra coisa.

As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.

Nunca eram.

Porque a vida não perseguia ninguém.

Ela simplesmente não sabia mirar.

E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.

A pergunta começou a mudar.

Não era mais “por que eu?”

Era…

“Por que eu seria diferente?”

Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.

Não de um jeito triste.

De um jeito libertador.

Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.

As pessoas chamavam aquilo de azar.

Outras chamavam de destino.

Ele começou a chamar apenas de existência.

E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.

Não porque as perdas doíam menos.

Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.

Ela visitava.

Depois ia embora.

Assim como a felicidade.

Assim como o amor.

Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.

No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.

E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.

O vento nunca pergunta quem merece ser levado.

Ele apenas sopra.

E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.

Não como quem venceu.

Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.

depois da porta (DC referência)


Eu nunca soube muito bem o que fazer quando alguém percebe que pode me destruir.


Talvez por isso eu tenha ficado.


Existe uma espécie de covardia bonita em continuar perto de quem conhece exatamente o lugar onde apertar. A pessoa nem precisa levantar a voz. Basta um silêncio diferente, uma resposta mais curta, aquele olhar que antes demorava um pouco mais. E pronto. O sujeito que jurava não depender de ninguém começa a procurar significado em migalhas.


Eu conheço esse lugar.


É estranho admitir que alguém pode morar dentro da gente sem pagar aluguel, sem pedir licença e, pior, sem sequer saber que possui uma chave.


Eu tentei transformar isso em orgulho.


Disse para mim mesmo que não precisava. Que conseguiria seguir. Que havia outras pessoas, outras noites, outras histórias esperando para acontecer. Fiz do desapego uma espécie de religião particular e passei a repetir suas regras sempre que sentia vontade de voltar.


Mas o corpo não entende discursos.


O corpo lembra.


Lembra da voz.
Do jeito de chegar.
Da presença ocupando um espaço que parecia ter sido construído exclusivamente para ela.


E então existe aquele segundo ridículo em que tudo volta.


Não como memória.


Como presença.


É aí que eu percebo o problema: talvez eu não queira ser libertado.


Talvez uma parte de mim ainda queira ser segurada.


Não porque eu não consiga ficar de pé, mas porque existe uma diferença absurda entre estar de pé e ter alguém por quem valha a pena cair.


Eu poderia mentir e dizer que quero alguém que nunca me faça perder o controle.


Não quero.


Eu quero alguém diante de quem meu controle pareça uma coisa pequena.


Alguém que atravesse minhas defesas sem precisar arrombá-las. Que veja toda essa pose de homem resolvido e perceba que, por trás dela, existe alguém que só queria encontrar um lugar onde não precisasse estar sempre pronto para ir embora.


Talvez seja isso que assusta.


Não amar.


Ser conhecido.


Porque quando alguém realmente conhece você, acaba a possibilidade de fingir que não sente.


E eu sinto.


Sinto até quando finjo que não.


Então, se algum dia eu voltar para aquela porta, não será porque esqueci tudo o que aconteceu.


Será justamente porque lembrei.


Porque existem pessoas que a gente supera.


E existem aquelas que permanecem como uma música tocando baixinho em algum cômodo da casa, você pode sair, fechar a porta, mudar de endereço, começar outra vida.


Mas, de vez em quando, no meio da madrugada, ainda consegue ouvir.


E talvez eu ainda esteja ouvindo.


Talvez seja por isso que, mesmo sabendo o quanto isso me desarma, uma parte de mim ainda sussurra:


fica.


Não precisa me salvar.


Só não solta agora.

Gatsby se virou para mim num movimento rígido:
— Eu não posso dizer nada nessa casa, meu caro.
— Ela tem uma voz indiscreta — observei. — Cheia de… — Hesitei.
— A voz dela é cheia de dinheiro — disse ele, de repente.
Era isso. Eu nunca tinha entendido antes. Era cheia de dinheiro, tal
era o charme inesgotável daquelas oscilações, era isso que tilintava
naquela voz, era essa a canção tocada pelos címbalos daquele timbre…
No alto de um palácio branco, a filha do rei, a garota de ouro…

só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido

Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.

E eu nunca encontro.

Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.

Ninguém se apaixona num instante.

A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.

Primeiro sente falta de uma conversa.

Depois de uma risada específica.

Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.

Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.

O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.

Você nunca precisou.

Nunca precisou dizer as palavras certas.

Nem inventar versões melhores de si.

Eu gostava justamente das pequenas distrações.

Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.

Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.

Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.

Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.

Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.

Você nunca ocupou espaço demais.

Você preenchia os espaços que já existiam.

Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.

Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.

Você não mudava quem eu era.

Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.

Às vezes isso ainda me assusta.

Porque existem encontros que parecem improváveis demais.

Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.

Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.

Se você tivesse escolhido outra rua.

Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.

Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.

E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.

É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.

Você apareceu sem fazer promessas.

Sem dizer que ficaria para sempre.

E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.

Porque nunca foi sobre vencer o tempo.

Foi sobre existir dentro dele.

Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.

Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.

Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.

Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.

No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.

Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.

Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.

E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.

Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:

Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?

"Porque eu quero misericórdia, e não o sacrifício (religiosidade); e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos." - Oséias 6:6


Assim como no passado, atualmente o verdadeiro significado da adoração e devoção a Cristo não é se guiar por dogmas ou convicções humanas, mas ser transformado pelo operar constante da graça (favor imerecido), que transforma o homem e o liberta de suas próprias mazelas existenciais.

“Se eu pudesse me casar comigo mesmo, haveria dias em que eu pediria o divórcio.”

A Guerra Que Eu Não Sabia Que Existia


Eu fui leigo sobre o machismo e o feminismo
por muito tempo.
Não por negar,
mas simplesmente por não saber.


Para mim, o feminismo era algo superficial,
uma palavra distante,
quase resumida à igualdade salarial,
ao direito de receber o mesmo
pelo mesmo trabalho.


Eu não enxergava o que existia por baixo das palavras.


Na minha cabeça,
homens eram homens,
mulheres eram mulheres,
e ambos simplesmente viviam.


Eu cresci acreditando que os dois caminhos eram normais.
Não havia guerra dentro de mim,
não havia bandeira,
não havia lado.


Eu não acordava pensando em machismo.
Não acordava pensando em feminismo.
Eu apenas acordava.


Minha socialização não parecia carregar ideologias.
Eu conversava, trabalhava, brincava, amava,
sem imaginar que determinados comportamentos
poderiam carregar séculos de história.


Nada parecia mudar meu comportamento.


Eu não pensava:
“isso é masculino”
ou
“isso é feminino”.


Eu simplesmente fazia.


E talvez essa tenha sido a minha maior ignorância:
acreditar que aquilo que parecia natural
era necessariamente neutro.


Eu não sabia que existiam guerras sociais
acontecendo enquanto eu vivia.


Guerras feitas de palavras,
de comportamentos,
de expectativas,
de culpas herdadas
e de feridas que eu sequer conhecia.


Eu caminhava no meio do campo de batalha
sem saber que havia uma batalha.


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As pernas perguntaram para a mentira:
— Por que dizem que eu sou curta?

A mentira respondeu, vaidosa:
— Porque eu não deixo você ir longe.

Mas a tecnologia entrou na conversa:
— Errado. A mentira não tem pernas curtas.

A mentira sorriu, aliviada:
— Finalmente alguém me defende!

A tecnologia se aproximou e sussurrou:
— Mentira, você não tem pernas.
Eu cortei todas elas.
E comigo…
você não vai a lugar nenhum.