Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Jardim
Esse jardim de lindas flores
De pétalas tão perfumadas
Algumas de estadia tão efêmera
É um vazio que a saudade não preenche
Toca com a lembrança o passado
Das pedras, dos dias difíceis aos especiais
Tentar aceitar só faz o céu chover mais
Dói o espinho que no fim da vida habita
Cai a noite, canta-se os dias, nunca é hoje
Dá medo, sinto raiva, quero chorar
Nunca entenderei o porquê de tanta dor
Esse Jardim de memórias e lágrimas
De aroma brando e flores amarelas
Abafa o vazio que a saudade não preenche
Alexander Bezerra
Até mesmo o pequeno mosquito que caminha sobre a luz da lâmpada dispõe de seus súbitos porém valorosos sons,
a própria lua que ergue-se apenas ao cair da noite sobre o lençol de estrelas ainda assim prova-se um ser magnificamente especial.
Até mesmo a lua que ergue-se apenas ao cair da noite sobre o lençol de estrelas prova-se um ser magnificamente especial.
Desertos que me habitam
Os desertos que me habitam
diferem-se no grau, no grão molecular.
Desertos que habitam em alguns são verdejantes,
suas folhagens vicejantes tapam o céu, esconde o sol.
Nem todo deserto é areia
contendo pedras, pó e poeira
ou caniço a balançar.
Nem todo deserto é só areia
pois há também as cordilheiras
com suas rochas e geleiras
onde a voz se faz ouvir.
Desertos que me habitam, para alguns são navegáveis
profundeza mensurável ou um oceano sem fim.
Nos habitam, comumente, desertos urbanos
cheios de gente,
rotineiro e solitário
mas inóspito igualmente.
E há desertos que são noites,
matéria escura, sem repouso
verdadeiros calabouços
pra quem teme adormecer.
Os desertos que me habitam
nos habitam a todos nós
enquanto sopra
paira a brisa
que anima a travessia.
Meu ermo sagrado II
No silêncio de uma capela
quando ainda estende a noite a treva profunda
o espírito me diz:
“ele está em todo ser”.
E saio a procurá-lo nas matas,
escondo-me inteiro.
Caminho em veredas e trilheiros
e tu nada me diz,
todo ser aquieta,
ouço gotejar nas pedras águas mansas.
As horas passam, eu me apercebo em silêncio.
O silêncio me extasia naquela paz.
Breviário
Meu Deus,
que o desassossego da minha carne não me deixe passar despercebido a sensibilidade de uma aurora.
Que os meus olhos cansados das noites insones encontre um olhar que me acalente, daqueles que sem dizer nada, devolve-me a paz de uma manhã tranquila.
Que meus lábios, ressequidos, possam alimentar-se de sonhos e utopias, e alimentar de beijos outras bocas com fome.
E meu coração, Deus, deixa ocultado. Mas vem de mansinho ocupá-lo como num leito macio,
tem o cheirinho entranhado dos meus medos.
Na noite tardia, reclina tua face em meu peito, sussurra sopros de vida e me faz adormecer.
Não deveríamos ter medo da noite, da insônia e, muito menos, da solidão. O medo, nesta existência, deveria acontecer apenas quando não temos tempo para refletir.
Precisamos aprender a atravessar a noite escura da alma deixando as lágrimas caírem livremente, lavando a alma da escuridão que habita em nós.
"...vida e morte, oculto movimento de plantas, o equinócio do amor, que torna a noite igual ao dia, a confiança, a luta, a respiração dos homens"
Porque é assim, sentado sozinho na costura entre dia e noite: os sonhos ainda são mais fortes do que arrependimentos, o desejo supera a inibição, até que o sol nasça para nos envergonhar e levar nossos desejos de volta às tocas.
Lisboa-me, meu amor. Lisboa-me de Tejo. Lisboa-me de Fado e Mouraria. Lisboa-me na luz e na calçada. Lisboa-me de noite e de dia.
Lisboa-me, amor, Lisboa-me!
Sabe o que acontece se a gente se encontra?
O dia vira noite e a noite nunca acaba
A gente não pensa em nada
Espera eu voltar
"Noite, Olhos, Alma, Céu, Perfume, Voz, Música, Ouvidos, Pele, Coração, Chocolate, Abraço, Vinho, Lábios, Pizza, Varanda, Desejo, Eu, Você, Lençóis, Braços, Mãos, Cabelos, Corpos, Retrato, Encontro."
Me derruba fico nessa, as noites sozinho passando tudo em claro como se fosse de dia, vai vendo ando só só na correria mais hoje já deu sol significa um novo dia alegria, tarde demais .já não tem nada nem pra voltar atraz, nessa longa estrada tanto faz louco demais e o que faz tudo aquilo lá atraz ser importante demais pro tanto faz mais nao e sempre que somos capaz de dizer não dar solução a os problemas da alma e coracao , mais sem perdão porque não foi nada de propósito para você dizer que não que não, não foi bom todas a nossas belas noites de baixo de um edredon
Noite que aquieta o teu cansaço, preparando-te para o amanhã e ter coragem e paciência para seguir uma estrada que pode ser longa, até encontrar um lugar para acalmar a mente e se encontrar consigo mesmo.
O claro e o escuro dependem não apenas dos olhos , mas da visão da alma.
As vezes, a noite se torna dia. O dia, noite...escuridão .
Mas da escuridão é possível ver a luz.
poderás ver a direção
Que o teu coração procura.
E depois tudo é dia.
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