Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Sentada na calçada
espero as estrelas que não sei se vêm
o vento paira sobre a solidão do jardim
pétalas de uma rubra rosa
tombam no final da tarde
e a noite em passos leves se impõe
com toques de poesia
Passava-se as tardes
entre trepadeiras
boa noites
cravos brancos
e dormideiras
As tardes eram sempre as mesmas
Os mesmos lírios
A mesma sala vazia
Os mesmos livros
Drumond
Lispector
Florbela
o menino
e a laranjeira em flor
Lá fora
abelhas enlouquecidas
embriagadas de polen
e perfume de azhar
As noites eram quase eternas
O morrer das prosas
crepitar da lenha
coaxar dos sapos
O menino e os lírios
candeeiro aceso
Refletindo os sonhos
No espelho dos olhos
Ao soar da meia noite
Antes da meia noite uma dama a sonhar, uma princesa após se deitar.
Se desperta pela manha com um beijo do seu amor
Ela sorri e abre os olhos e percebe que tudo não passou de um sonho bom
A princesa todas as noites ao se deitar sonha com aquele sorriso aquele olhar, mais isso não passará de um admirar
A princesa esta muito longe de alcançar o amor da sua vida
Ela prefere seguir o padrão, pois príncipe encantado não passa de ilusão.
NESTA NOITE SEM FIM
Nesta noite sem fim...
Quero mergulhar contigo nos pensamentos que trazem mais soluções do que tormentos;
Correr riscos mais próximos dos sentimentos;
Não ter tempo para as mágoas e para a fugacidade da juventude.
Nesta noite sem chuva...
Quero decifrar os códigos dos meus mais antigos mistérios;
Flutuar na magia de um desconhecido amanhecer sereno;
Aconchegar a suavidade de uma brisa a soprar outras esperanças.
Nesta noite sem sombras...
Quero contigo, apenas encontrar um momento de beleza;
Respirar sem medo as necessidades de existir;
Refletir no espelho as mais cristalinas e dúbias verdades.
Nesta noite itinerante...
Quero contigo recompor os rostos que nos esculpiu o tempo;
Ser mais uma essência humana do que uma personalidade vincada;
Traduzir o mundo em atos e motivos da construção do ser;
Sem ter que me perder na dissociação das mais tênues tradições;
Arriscar ser feliz, ainda que numa noite sem fim.
Amor, vivênciei coisas que me colocaram contra à parede, como a da noite de sábado, lágrimas, pensamentos vandalos, no qual estou preso durante um tempo, meus braços acorrentados em lamentos de dores, arranhões em minh'alma fazem o sofrimento meu melhor amigo, e a solidão, de alguma forma vem conformando-me que eu não passo de um refém, empregando um sentido amargo em minha vida, será que estou vivendo pra ver o que eu fiz?
O frio e o silencio caem , me sinto tao sobrio como se pudesse perceber a sensates rigia e solene do tempo.
É noite , e o silencio do vazio da madrugada se torna serenemente invasivo.
Não ha para onde correr.
Tudo que me tese está vivo e se move em uma só direção , como uma gota d'agua em uma parede de concreto...
Talvez...Talvez se eu rezase mais ; as noites não seriam tao frias e o silencio seria mais discreto.
O dia adormeceu silencioso como ave calma no ninho.
O coração da noite pulsa nas trevas, enchendo o céu de estrelas.
Ao longe pássaros sonâmbulos pipilam em coro a oração sagrada da noite.
Minha letárgica percepção desliza suavemente entre sombras escuras sem rosto, enquanto sou absolvida de mansinho pelo sono.
A noite escura da alma é uma verdadeira “prova de fogo” para o “buscador de si”
Livro Fechamento de ciclo e renascimento
Abrem mãos brancas janelas secretas
E há ramos de violetas caindo
De haver uma noite de Primavera lá fora
Sobre o eu estar de olhos fechados...
A noite joga seu manto dourado sobre nós e nos cobre com a sua luz de paz. E quando os sonhos alcançam as estrelas, o dia chega repleto de esperança; amanhecendo os recomeços, ascendendo à chama da vida, tonificando a beleza de viver.
madrugada
a noite afora
a insônia escancarada
o urro do silêncio chora
a alma despedaçada
as teclas mudas, e vai-se a hora...
o sino da igreja calado
os amantes não sussurram
o relógio amofinado
pro peito os anseios empurram
e a secura do cerrado
e o tempo não passa. Murmuram!
exausta a cama
e o vazio de sua ausência
acordado. Olhar na lama
e me engole, sem paciência
está noite um drama!
amanhã reticência...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
19/09/2019, 03’05”
Araguari, Triângulo Mineiro
As vezes o tempo parece parar, para olhar aquela folha, que o o vento leva para o sul,penso que meu pensamento vagueia ,junto com o vento que sopra ao longe ,talvez ,se pudesse voltar no tempo ,no vento de outrora ,uivando sorrindo, gemidos ardentes na noite la fora, outrora sem vento o tempo aurora ,vitrola desanimo ,música paixão,o coração pede para ficar ,olhar sentir amar ,partir sem volta ,na hora da tarde sem sol ,sem luz ,sem som ,sem vento, no tempo da gente brincar com o vento na cara ,correndo ,no tempo da gente sorrir para sempre um dia talvez.
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