Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Sou viciado em uma droga chamada música; ela tem o poder de entrar em nossa alma e sarar até mesmo a pior ferida..
Ao ouvir meus raps de reflexão, percebo minha imaturidade, sou muito racional em certos momentos, mas isso é errado, meço o mundo com minha régua, e esqueço que somos 7 bilhões de pensamentos.
Tenho que amadurecer emocionante, e, por incrível que pareça, tenho que ser mais flexível com as pessoas, principalmente com quem amo e gosto, a racionalidade só serve no mundo ideal que existe em minha cabeça psicótica, na vida real, o mundo ideal é uma ficção.
Sou um poeta Caxiense, nascido e criado em Nova Iguaçu,
Na Baixada fluminense, onde o céu é mais azul
Me considero Carioca da clara, da gema e da casca,
Sem limites, cidade do Rio também é minha casa.
Sou alguém fora dos padrões da normalidade. Minha loucura está na incerteza do que é considerado normal. Costumo pensar alto, mas agora quero me conter para não repetir os erros que cometi e que ainda vejo ao meu redor.
Sou pecador
Lavado e remindo pelo meu Senhor
Sou transgressor
Mas fui perdoado pelo Salvador
- Pecador
Sou mais tiroteios poéticos
Do que tiroteio entre polícia e bandido
Que venham os versos certeiros...
Deus me livre das balas perdidas.
Pois é...(Releitura)
Sou carne,
pele,
desejo,
fome:
plural de nada.
Essência do sabor da vida.
Sou ardor,
sou paixão,
e...
também sou amor.
Simples assim.
Sabe quando a gente tá
com medo,
num sei de quê...
fome,
num sei de quê...
sede,
num sei de quê...
vontade,
num sei de quê...
Raiva,
num sei de quem...
saudade,
num sei de quem...
irritado,
num sei porque...
alegre,
num sei porque...
Quer ir,
e num sabe onde...
quer voltar,
mas num sabe quando...
E de repente,
como um vento,
tudo isso passa,
num sei como?
Isso é fome...de alguma coisa!!
Antigamente serei assim
Sou um poeta
destes antigões
que bebem muito
e escrevem pouco
destes que, sem querer,
romantizam tudo
e fazem do amor um sufoco.
Fiquei de novo diante de mim, boba. Não sei o que fazer. Que sou? Realmente, não posso nem de longe escrever como escrevo. Ou deixo definitivamente de escrever ou escrevo de outro modo. Não posso ficar em arabescos. Se eu não tenho mais nada a dizer, que eu morra.
Não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo.
E daí que minha perna não é perfeita? E daí que não gosto de ópera ou rock? E daí que não sou atleta ou sedentária, se não gosto de vinho ou cerveja? Se sou menino ou menina! Eu sou só eu e isso me basta! Quem quiser que lute! A minha existência, decididamente não depende da sua. Sou o que sou e ponto de exclamação, interrogação e quaisquer outros pontos! Sou um ser absoluto e pleno, e quem quiser que lute!
Me sinto plena...
Dona de mim...
Sou presidenteda minha
própria vida.
Não sou general nem soldado...
Mas sim, sou guerreira.
Nunca deixei de correr atrás
dos meus objetivos.
Amor doído
Sou simples e forte,
Um guerreiro que ama,
O amor é o meu norte,
Uma mulher, a minha chama.
Chama que aquece,
O fogo do meu vigor,
Eu faço sempre uma prece,
Que nunca me falte amor.
E se por acaso faltar amor,
Que Deus me abasteça de paixão,
Pois, a paixão ameniza a dor,
E dor não faz bem ao coração .
Coração que se fragmenta,
Quando parte o amor,
De saudade, quase não se aguenta,
E dessa saudade, vem a dor.
Dor que não se mede,
Que jamais poderá se decifrar,
Dor que não se pede,
Dor que nunca mais quero encontrar.
Lourival Alves
Não me faz surpresa, quando tua voz se transforma em música.
Uma hora, sou recém chegado. Em outra, estou partindo.
Também posso estar no meio do caminho ou em qualquer lugar, entre o começo e o fim.
Sempre estarei.
Não importa meu tamanho, meu colorido, meu material ou imaterial.
Meu conhecer ou não conhecer.
Hoje, como sempre, nada importa, mesmo o que importou.
O que foi, não mais será. O que será, será.
Meus pés ainda caminham no chão do tempo.
Sozinho ou acompanhado, continuarei, até mudar o rumo.
Me sinto plena...
sou presidente
da minha própria vida.
Não sou general nem soldado
...mas sim, sou guerreira...Mulher independente.
Dona de mim e de tudo que tenho.
Não engano ninguém, apenas sou feito de partes à mim intransponíveis que vão se juntando a cada passo que dou para a frente sem que eu nem mesmo note o exato momento em que se juntou, o que faz o quebra- cabeças evoluir e crescer
Não existem regras ou objetivos é apenas sentir….
Tudo tem que fazer sentido, não se come por comer ou vive por viver. Viver é uma experiência incrível, gigante.
Eu sei que eu desejei estar aqui. Eu sei que também desejei sumir daqui e o desejo de estar aqui falou mais alto.
Tudo tem que fazer sentido e agora faz
"Tu escutaste a melodia errada!
Não sou voz! Não sou hino!
Sou um gesto de quem não pode falar!
Tu não entendes eficas a descobrir-me!"
Rogério Pacheco
Poema: Não sou voz. . . Não sou hino
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
