Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Quando o olhar para si não necessitar de um espelho, você irá descobrir aquilo o que realmente importa em você.
O poema que ainda não fiz é perto, é longe, é dentro, é fora. É aquilo de oiro do sol, aquilo de sonâmbulo luar. É pertencimento de regaço a conflitar suas águias de alados. O poema que ainda não fiz esbarra em sombras para rasgar fulgências. É ilha e deserto a dizer desse jeito assim visceral e fatal sobre aprender e sentir VIVER.
Na pretensão de fazer-se verbo, o poema que ainda não fiz, convulsiona verdades doutros para fazê -las, por fim e por começo, minhas. Quiçá, possa eu tê-las, quiçá assim possa eu, sê- las. O poema que ainda não fiz, desarruma certezas, desajeita quietudes, desassossega silêncios, realinha olhares. Maldição consentida que conversa comigo num diálogo estranho, descalço, portanto, íntimo. Desses estranhos que salgueiam, que braseiam, ternuram, adoçam os tudos e os nada em nós. O único acontecer capaz de fazer conhecida, fazer liberta uma mesma alma para muitas vidas. O poema que ainda não fiz, é tecitura das vontades e dos quereres pagãos. É confluir sagrado e profano no inalienável e incorruptível dever SER. Vê como monge em clausura o já tido, sente como entranha cigana o ainda não sido. A licença é para partir. Partir sob ânsia selvagem, alheia ao morno, alheia ao raso, alheia ao atalho, alheia à metades. O poema que ainda não fiz rabisca versões outras de mim, a mãos leves ou carrascas que sejam, sem interrogar porquês, sem censurar soturnos, sem pretender conclusões, sem avultar finitudes. O poema que ainda não fiz, arrasta madrugadas para amanhecer encontros a baloiçar inícios. E quão híbrido de sentires é esse encontro. O poema que ainda não fiz, gargalha gostoso pedaços sonetos da vida. Descansa no papel todos os êxtases de sentir. O poema que ainda não fiz, confia ao mar um girassol de tarde outonal forjado entre sede e fonte como lenda e feitiço de amar a pretender fazer daquele mar, habitar querente de seus tão íntimos e imortais badulaques de amor. No poema que ainda não fiz, existo e subsisto num alto e largo apelo por SER. Tudo o que fascina e por algum descuido acumina, habita teus verbos. Por crença, por rendição por confessa paixão, dou- te em poesia telúrica, vida. Vida já desde o útero, prometida ao divino e inexorável impudor do INTENSO.
Você possui uma soma de detalhes, pedaços e frações que se juntam e formam tudo aquilo que admiro. Poderia ficar por horas enumerando suas virtudes que, quando se misturam aos seus defeitos, te tornam ainda mais; plena, apaixonante, misteriosa, e rara. "Enigmático", talvez seja esta a palavra que dá nome ao seu poder que tanto atrai meus olhos, que tanto me leva o coração.
Ricardo F.
Uma das coisas que aprendi para valorizar a mim mesmo, é deixar de chorar por aquilo que não vale mais a pena.
Conhecendo um pouco dos meus pensamentos:
Uma das versões de um “Fatos” é aquilo que acontece de forma irrefutável, notório e incontestável, não saber interpretar os fatos e a mesma coisa de não saber o qto é 2 + 2, deturpar fatos e esconder-se atrás de uma utopia, não aceitar os fatos é um sinal de desconformidade com o real e querer viver numa ilusão em alguma coisa falida, tentando recuperar o irrecuperável. Isso parece o retrato de mim mesmo, que ainda estou aprendendo como lidar com situações desse naipe, pois aprendi durante minha vida que não existe impossível e nem o inatingível, apenas aprendi que mesmo, contra fatos não existe argumentos, mas existe resiliência e vontade de recuperação, pois os seres humanos são passíveis de erros e merecem, quando querem e fazem por onde, uma nova oportunidade de reescrever e construir fatos novos, deixando os fatos velhos ultrapassados e vencidos, porém nem sempre conseguimos êxito, mas como um bom brasileiro e sempre otimista para coisas boas, continuo na luta de acreditar no lado bom do ser humano.
Resiliência, Amor e Fé é o grande sucesso para a felicidade de fato e o verdadeiro amor que vai desde o amor próprio ao amor pelas pequenas e grandes coisas, ou seja, para o Amor em Lato Sensus.
Os filhos nem sempre prestam atenção naquilo que você fala, mas são mestres em imitar aquilo que você faz.
Nada mais justo oferecer aquilo que você exige
Ser para os outros o que espera que sejam com você
Quer colher verdade? Não plante mentiras
Sinceridade por sinceridade
Gratidão por gratidão
Carinho por carinho
Amor por amor
Se você quer o melhor de alguém, seja o melhor para ele
Não aceite nada menor que você
Se quer algo maior, torne-se grande também
Tudo no seu devido equilíbrio e dosagem certa, dura mais, muito mais.
Nossa religião é aquilo que fazemos quando o sermão acaba
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Já está mais do que batida a máxima de que exemplos e atitudes é que valem, pois discursos e palavras se perdem ao vento. Podemos dizer frases bonitas e argumentar com propriedade, porém, a forma como vivemos é que determinará o que somos, o que temos dentro de nossos corações.
O mundo anda carente de amor, de respeito, de empatia, de se enxergar o outro, de se perceber parte de um todo. A vida corre também fora da gente e se estende muito além de nossa zona de conforto. Temos, sim, que cuidar do que ocorre dentro de nós, de nossos sentimentos, porém, caso só nos preocupemos com o nosso eu, estaremos negligenciando o nosso papel social, nossa capacidade de nos relacionarmos e de fazermos diferença positiva nas vidas alheias.
Interessante notar que as pessoas procuram diferentes formas de se comunicar com Deus para se sentirem bem. O Brasil é um país bastante religioso, inclusive colocando a religião em setores que deveriam ser laicos.
Mesmo assim, apesar de toda essa multidão que frequenta igrejas, cultos, terreiros, ainda assistimos a cenas de total falta de compaixão em relação ao próximo. Nem mesmo crianças e idosos estão sendo poupados de atitudes violentas ultimamente.
E, ao lado dessa violência explícita, ainda há a violência velada, implícita, indireta, mas também extremamente prejudicial. Um simples olhar, o desprezo, o silêncio diante do mal, há várias atitudes que implicam violência e maldade. Muitas pessoas, inclusive, conseguem ser muito melhores na rua do que em casa. Encenam uma figura boníssima na sociedade, porém, transformam os seus lares em verdadeiros infernos, sendo cruéis com seus familiares nas mais variadas formas.
Como se vê, muitas pessoas se contradizem diariamente, fingindo o que não são, tentando expiar suas culpas em locais religiosos, fazendo caridade como obrigação e tentativa de receber perdão, porque, na verdade, têm consciência do mal que espalham.
Porém, de nada adianta orar e continuar praticando os mesmos erros. A religião está dentro de cada um e só existe na prática. Porque religião não se discute, pratica-se.
Quem fizer aquilo que nenhum outro ser vivo jamais fez, os olhos dele verão aquilo que os olhos de ninguém jamais viu.
Aquele medo de demostrar aquilo que já ta amostra, o bem-estar de te abraçar forte com as mãos nas suas costas, eu te dou meu coração frio querendo saber apenas uma resposta.
