Eu Sou
Eu sou um filme sem roteiro…Um livro faltando página, um circo pegando fogo, sou também uma fogueira apagada. Sou uma noite escura. Daquela festa eu era a mais carente, sou um inverno chuvoso e um dia quente.
Eu sou do tipo que posso ter um mar, mas só vou querer uma gota, do tipo que pode ter o céu e só quer uma estrela, do tipo que pode ter o mundo inteiro, mas só quer uma pessoa.
eu sou feliz por mim mesma, a minha existência é a essência do meu bem estar, não posso, não devo, e não vou resumir ou centrar minha felicidade a outra pessoa que não seja eu. Assim como todos, já passei por barras pessadas, mas não posso culpar o mundo, ou me sentir vitima de nada... não sou coidada... então ser feliz é meio que inerente a minha vida....
não consigo conviver bem, com alguém que acha que a felicidade esta no outro, ou em coisas, ou em ter, e não dentro de si mesmo,
Narciso I
Quando parte de mim
Não mais belo for
É por que não mais sou eu
Não mais eu sou
Por que parte de mim é beleza
A outra metade é amor.
Amor por si próprio
Pela perfeição de um ser
Narciso que me identifico
Uma beleza que eu desejo ter
Pois o belo se idealiza
Num desejo do próprio ego
De querer e até mesmo ser.
Quero isso, alguém que me deixe ser pequena, sem nunca esquecer o quanto eu sou grande. Não sou professora de sentimentos, UTI de corações partidos, dona da verdade. Sou só a criança, percebe ? Só a criança.
De todas as coisas que eu sou, a que menos consigo ser é uma definição conclusiva e definitiva. Mas acho que ninguém consegue se explicar ou se definir. Somos apenas uma sucessão de fatos e acontecimentos acumulados ao longo da vida. E isso é o que nos molda.
Contradição
Eu sou a própria contradição em corpo e alma.
O que eu acho certo já achei errado,
mas será que existe o certo e o errado?
Existe algo perfeitamente real?
Nenhuma certeza é verdadeira,
nenhuma verdade é absoluta.
Tudo tem duas faces,
por mais que uma delas não seja aparente.
Mas o que é a aparência,
a não ser algo criado ou colocado em nossa mente?
Não não sabemos o que é o mundo,
mas sim temos uma idéia comcebida do mundo.
Nem amamos algo ou alguém,
e sim a idéia que fazemos dessas coisas.
Só nós somos exatamente como nós,
e a realidade é simplesmente a ficção de cada um.
Eu sou volúvel. Grande surpresa. Mas ser volúvel também cansa. Porque ninguém leva a sério alguém que passa a semana chorando pra ficar bem na semana seguinte. Como se fosse preciso ser feliz pra sempre ou triste pra sempre pra ser alguma coisa de verdade.
Não quero mais a realidade comum. Isso é o que mais cansa, pra ser bem sincera. Tenho até arrepios de pensar num futuro escrito e óbvio nas prateleiras de gente sem sal. Só de saber o que vai ser de mim, já quero ser outra coisa. Uma coisa nova e diferente, pra quebrar o que é certo.
Vcs sabem q eu sou um escritor, e q meu pensamento é rápido demais... Por isso, sempre gostei de poder escrever pra depois reescrever sem ter que riscar.
Hj enquanto produzia, escrevendo, apagando e reescrevendo, percebi como é bom passar borracha. E útil! Daí meu pensamento voou até meu coração q tem batido lá no Sul do país, e refleti...
Meu coração é escrito à lápis. Apago nomes, escrevo outros; apago situações inteiras e as reescrevo mt diferentes; apago casos e os reescrevo quase iguais...hehe... apago e reescrevo, quantas vezes eu quiser!
Sempre achei q meu coração não falava comigo, q não me obedecia, q não me queria. Quanta bobagem, meldels!
Na verdade eu escrevo sem perceber, e apago sem querer.
O coração é meu e de mais ninguém. E eu decidi não usar canetas! Sofrer não é desculpa de não controlar... é desculpa de não saber que pode apagar, porque quando a gente quer... a gente apaga!!!
"As pessoas procuram modismos, fases, jeitos, comportamentos, exatidão. Pois eu digo:Eu sou uma mulher sem compostura. Por que amor nunca teve educação".
