Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Um assovio lá fora e um tic-tac incessante. Eu ouvi o choro do vento e a reclamação do tempo, prestes a me dizer o quão cansado estava das minhas indagações. Uma luz baixa invadia o quarto pela fresta da cortina, mas não me agradava. Eu precisava do negro, para me misturar e me esconder um pouco. Eis que então, no começo do que era pra ser fim, gentilezas foram trocadas no escuro. A noite que era pra ser breu ganhou luz e poesia. Tentei ranger os dentes e segurar, mas o sorriso saltou lábios à fora. Calmaria e um bom capuccino para ouvir a melodia da chuva, suave e amiga. Acalentou a alma e adormeceu o vento. E o tempo, que não parou, pareceu bem humorado. Noite virou dia antes que se pudesse perceber, e a vontade de me esconder do mundo, também.
Na ausência de um amor
Eu prefiro como for
Me guardar para amar
Antes que por leviandade
Sem carinho, sorriso e fidelidade
Eu possa encontrar a felicidade
Esperando um amor de verdade
E pra quem é recalcado
E está acompanhado
Sem amor passa e vive
Mas no fim terá apenas passado.
Por isso prefiro a solidão
Que meus sentimentos guarda no coração
E na mente uma esperança
Que dará fim a solidão
Deus
Sem a minha consciência eu não seria detentora de um único erro; tendo consciência, sou a proprietária exclusiva da pluralidade dos meus atos de errar.
PALAVRAS QUE FEREM PALAVRAS QUE CURAM
Do alto de uma colina
Eu fui tecer um poema.
A vida em dor me ensina
O quanto temos problema.
Saí, busquei um refúgio.
Um outro ar quietude.
Queria ser bem mais ágil,
Seguir em melhor atitude.
Me faltam palavras corretas
Em momentos decisivos.
E ditas se tornam setas,
Ferindo os melhores motivos.
Será que um dia aprendo
Tratar melhor as pessoas.
Caindo, subindo, vivendo.
Agir e falar coisas boas.
Na dor nasce mais um poema:
Pavor, vazio e culpa.
Sem cor, a mais triste cena!
Não tenho e não dou desculpa.
Pois o que fiz foi errado
E muito mau, eu assumo.
Talvez, espero que um dia
Eu mudo, melhoro, me aprumo.
Mas sei que todo humano
Com seus defeitos, virtudes,
Pode vencer seu engano,
Falar mais solicitudes.
E enquanto ali escrevia,
Aqui o meu desalento,
Anúncio de morte eu ouvia.
Pensei, fiquei bem atento.
Sonhei com a própria morte
Daquilo que é mau em mim,
Tentando, em dor, ser mais forte.
Ter limpa a nódoa carmesim.
As manchas ficam bem grudadas
Em nós e em quem maculamos.
Remédio em porções acertadas
A cura, sarar, que as tomamos!
É muito bom se ter amigos
Que ajudam curar suas feridas.
Nos ouça os gritos e os rogos
E as dores, enfim, repelidas.
Mas sei tem alguém lá em cima
Que pode e sempre olha por nós.
A minha fé nele se atina
Com ele não estamos sós.
E antes que à colina fosse
Pensei e ensaiei alguns versos
Pra quando de lá então saísse
Pudesse alinhar-me aos processos.
As coisas que devo falar
Pra não ferir nobres pessoas.
Entenda, pois até um poeta
Não fala só as coisas boas.
Derrama em letras seus erros
Da dor, tristezas e alegrias.
Têm altos e baixos, uns morros
Sim leia, veja a serventia.
Poema que escrevo à grafite
Borracha precisei usar.
Na vida a coisa é mais triste.
Palavras não podem voltar.
11/01/2015 editado às 13h03
Eu sou estranhamente feliz.
E muito feliz por não ser feliz.
A felicidade é um estado egoísta de estar no mundo.
30/05/2013
(...) anos atrás eu me sentava num sofá e avistava um horizonte que era o meu desejado, o sofá não existe mais, alguns muros cresceram por de volta daquele espaço impedindo de avistar qualquer longe.
Cresceu muro nos meus olhos, e eles lamentam, acho que é só o que fazem hoje.
Hoje não em tempo, exatamente agora.
Que caiam os muros, as dúvidas, os gostos, as roupas, que os passos se alinhem, um após o outro, nunca um querendo ir e o outro ficar.
Sei que sabes o quanto sei.
Ah se eu soubesse o que sabes!
Quem sabe seria eu um sábio.
Um dia eu aprendo.
P
Talvez eu vá à busca de um canto diferente, onde as luzes possam estar acesas, onde eu possa fazer barulho, onde eu possa ouvir os meus, onde meu coração fale alto, onde meus pés encontrem a beleza dos caminhos, onde minhas mãos alcance outras mãos que tenham o mesmo propósito que eu.
Talvez um dia eu chegue, onde as águas só lavem a alma, mate a sede, e nunca afoge ninguém.
Um dia quero acordar, num lugar onde se vê o sol nascer e dormir no canto onde ele se põe, quero andar de passo junto na areia da praia, ouvindo o mar e as gaivotas.
Um dia eu sei que viverei uma poesia de Drummond, (deu vontade de vivê-las)
mas pode ser também um verso de Quintana.
Quero ter a chance de ser “Povo”, pois ser gente, me lembra estar na multidão, porém só.
Um dia quero que as pessoas enxerguem que cada um tem seus mistério, suas frustrações e suas quimeras, e que haja um portão com uma placa de "BEM VINDO" a todos os de questão.
Mas se houver esse lugar, sei que os portões não se fecham, são de um povo lindo, que não aceitam exclusões.
o meu eterno amém.
Donde eu vim?
De um óvulo generoso que assim que soube que minha mãe já tinha dois meninos, confabulou com seu amiguinho espermatozóide e deram aquele jeitinho de fazer parceria com mais um óvulo que simultaneamente foi fecundado.
Resolveram agradar minha mãe....
Assim que as contrações começaram, nasceu meu irmão (o terceiro).
Em seguida a parteira disse: êpaaaa... tem mais alguém a caminho...
Uma menina!!! Ah, que maravilha!!!
Foi na rabeira, mas eu nasci...tsic!
mel - ((*_*))
Cá estou eu em mais um dia de risos pela metade. Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída e desesperançada de ti. Saudade de momentos que não vivemos de coisas que eu talvez nunca saiba como serão. Meus amigos gostam muito de mim, mas será que eles sabem o que se passa no meu sorriso, será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, mas daqui a pouco vou morrer de chorar de saudades suas?. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade e penso quando vou poder te ver...
A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida inteira de dor, eu inventei de conversa todas as noites com “você” só para pular uma semana sem a dor da sua ausência, mas preciso esperar muito para te reencontra. A sua ausência dói e eu sigo inventando historias para explicar sua ausência, historias bobas que finjo acreditar. Odeio minha fraqueza em me enganar. É que não aguento mais não dar um rosto para a minha saudade e sempre levar um tapa.
Tudo que vive até agora foi pela metade, ao menos a minha fantasia é por inteiro... Enquanto dura.
No final bruto, seco e silencioso é sempre isso mesmo, eu aqui meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. E aí eu deito e penso em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi.
Eis um universo tão imenso que eu estou perdido nele. Não sei mais onde estou. Eu sou apenas nada. Nosso mundo é aterrorizante em sua insignificância.
Se você tem um sonho,
Lute, tente e faça acontecer que eu não ligo..
Se não tem,
É um a menos pra concorrer comigo.
Dizem que para curar um amor, somente um novo amor...eu acredito, pois depois dela, somente um amor verdadeiro para me aceitar e ter paciência para colar cada pedacinho do meu coração.
"Comecei a perceber que eu tinha muitas lembranças... Havia guardado um bucado dentro de mim, e algumas velharias em minha caixa... Pois bem, sou nostalgica assumida, logo digo.
Porém ao que me faz mal e me prejudica preciso urgentemente me livrar, preciso larga minhas lembranças e me esvaziar, preciso dar uma chance real de novas lembranças tomarem lugar dentro de mim... Ah, como me custa... Como me custa dizer um "adeus" definitivo. Se na vida da gente a gente soubesse o que uma escolha nos pode fazer, acho que trocaríamos um bocado delas...
É tão difícil apagar algumas coisas de mim, é tão difícil permetir que alguém escreva outras palavras em mim, é aquele medo de repetir um erro, ou dois, ou três... Eu nem sei mais quantos erros foram, mas eu ainda guardo um pedaço de cada um deles... Talvez isso seja a razão de eu não acertar, ou apenas aceitar...
É difícil deixar algo ir quando parecia tanto que aquilo era pra ficar..."
Durante um bom tempo me preocupei muito com as coisas das quais eu não queria, talvez seja por isso, que elas tenham nesse tempo, se tornado literalmente minhas.
Sentada ao lado de um velho cachorro, olhando os pequenos brincarem, apreciando o cair da noite, eu me sinto uma velha de oitenta e poucos anos...
"Meu coração vive um eterno romance com a vida quanto mas eu vivo mas apaixonado me sinto e assim um dia poderei ate dividir essa felicidade com alguem, e naum ter alguem pra ser feliz pois primeiro você tem que ser feliz pra fazer alguém."
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