Eu nunca fui...
Você é o meu grande amor. Nunca fui tão fiel e entregue a alguém como fui para você. Mesmo assim você não enxergou isso. Quis virar o jogo me ofendendo. Não precisava. Era só dizer que não queria mais e eu até por te amar demais, o deixaria livre para ser feliz.
Nunca fui casa
fui sempre estrada.
Gente passa, pisa, promete voltar,
mas nunca fica.
Carrego oceanos no peito
e sirvo em copos pequenos.
Assusto. Transbordo.
Sou chamada de demais
por quem oferece de menos.
Amo como quem incendeia
e depois treme no frio das cinzas.
Dou tudo antes de pedirem,
fico vazia antes de perceber.
Nunca fui amada
ou talvez fui,
mas em volumes que não alcançam
a altura do meu grito silencioso.
Tenho fome de um sonho
que respira atrás do vidro.
Eu encosto a testa,
vejo a vida lá dentro,
luz acesa, música tocando,
e eu do lado de fora
aprendendo a sorrir para a vitrine.
Viver dói porque eu sei
o gosto do que ainda não vivi.
Morrer assusta menos
do que continuar esperando
o milagre de ser escolhida
sem precisar me diminuir.
Sou exagero,
sou febre,
sou amor sem manual.
E talvez o erro nunca tenha sido
ser intensa
mas ter tentado caber
em corações
com medo de incêndio.
Nunca fui de ler o mesmo livro duas vezes, fiz na esperança de um final diferente,
mas entendi que algumas histórias
não mudam o fim,
mudam quem a gente se torna ao fechar a última página.
E não estou falando de livros
Longe de ser orgulhosa,
nunca fui entusiasta
desta Guerra dos Sexos,
Também nunca imaginei
viver um conto de fadas;
Sem dúvida nenhuma,
sei que o amor é
uma construção diária,
e não pode ser ambígua
ou até mesmo solitária.
Dentro do que uns julgam
ser utopia romântica,
O tempo que passa
não me aflige ou opaca,
Se não for para ser amada,
prefiro a solitude honrada
do que viver autoenganada.
Nunca fui de frases prontas,
e nem de iniciativas tontas,
não será agora que irei mudar,
sei bem o que sempre buscar;
Gírias e clichês chiques não
irão me pôr na tua mão,
não me coloco jamais em vão,
por isso fico aqui no meu lugar.
O meu vocabulário só pode ser
lido e relido, sem aura nos olhos,
Quem sabe pode vir no futuro
pelos teus olhos a ser decifrado
quando o sonho for realizado.
Colocar coleira não é do meu
feitio apenas busco um bom amor
que seja feito verão sem domínio;
Porque o amor só é mesmo bonito
quando o endereço é a liberdade
de colocá-lo adorador do que é
natural como a flor do Maracujá,
que desabrocha no tempo certo,
despreocupada do que passa lá fora.
1528
"Duas coisas que não sou e nunca fui: 'Entendido' em Deus e em Religiões e Mentiroso. Uma dessas entre aspas, naturalmente!"
1548
"Mais duas coisas (ou situações) que nunca fui (passei) nem pretendo: Poeta e Cantor de Ópera. Se não sou, por que eu diria? Ou não diria? Hum!"
0034 "Há locais e eventos aonde nunca fui e, espontaneamente, não pretendo ir. Os tais 'Bailes da Terceira Idade"', por exemplo!"
Espantalho
Já derramei muitas lágrimas,
Já expeli muito suor,
Nunca fui o suficiente,
Mas sempre dei o meu melhor,
Por pouco não me entreguei,
Já quis desistir eu não nego,
Vi muitas coisas que me deixaram triste,
Por isso finjo ser cega,
O medo e a insegurança,
Tem sulgado minhas energias,
O medo leva minha esperança,
A insegurança leva minha alegria,
Sou formada de retalhos,
Vários pedaços machucados,
Algumas são cicatrizes recentes,
Outros são feridas do passado,
E é por isso que eu,
A menina feito de retalho,
Para espantar aquilo que me faz mal,
Me tornei um espantalho
O Peso da Liberdade
Nunca fui totalmente livre. Sempre havia algo – ou alguém – que me amarrava. A sensação de liberdade e paz sempre existiu dentro de mim, mas com o tempo, tudo parecia ir por água abaixo. Lá estava eu, presa a compromissos que mascaravam a realidade, tentando me convencer de que eu era feliz.
Hoje, percebo que tudo aquilo era apenas uma forma de manter a união. Se fosse agora, jamais entregaria meu cem por cento. Nunca mais me deixaria para traz por completo. Daria apenas cinquenta por cento – o necessário, o justo.
Afinal, tenho a minha vida, meus compromissos, minhas vontades e meus ideais. E nada disso merece ser silenciado.
É porque ainda tenho medo, nunca fui tratada tão bem, mas também sei que se acabar vai doer em dobro.
mexa com meu brilho
Helaine Machado
Nunca fui metida, muito menos invejosa.
Luto porque acredito.
Sou simples. Sou apenas alguém na minha caminhada.
Não meça quem sou pelo que valorizo.
Não é nada material que me faz destacar.
O que carrego comigo não posso negar:
minha integridade, minha identidade,
meu sorriso e minha mente.
Eu sou assim:
simples, delicada, amável —
jamais santa.
Não gosto de brigas.
Prefiro viver na paz.
Mas quando mexem com meu brilho,
as coisas não costumam terminar bem.
Relevo muitas vezes,
dou chances quando posso.
Mas não mexa com meu brilho,
pois poderá encontrar
uma fera adormecida.
Helaine Machado
Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.
Tempo, tenho um acordo contigo
Nunca fui do tipo de pessoa que luta por seus sonhos, mas sempre sonhei. Não sei o que será do meu futuro, mesmo agora no presente, nunca imaginei que seria assim. Por vezes no "passado" deitada em minha cama, como agora, pensava como seria meu futuro, e veja como é. Até onde cheguei, será que meu futuro será pior que meu presente?
Espero que não. É muito triste voce quando criança fica sonhando "acordada" de como que seria meu futuro, das coisas que ira fazer, da sua profissão, e quando voce fica adulta/o vê o que se tornou, onde chegou e o que conquistou. Voce muda seus sonhos, mais ainda sonha. Nada será como antes, nem voce é como antes. Queria voltar a ser criança, pena que não posso, adoraria voltar a brincar de casinha com minhas vizinhas.
Ficar na rua brincando até a noitecer. Pegar minhas bonecas e fazer de conta que sou mãe delas. São tantas lembranças, são tantos momentos, são tantas pessoas que fizeram parte da minha infância, que não fazem mais parte de nada.
É tudo tão injusto, porque voce vive tantas emoções, é feliz em cada situação quando criança e depois de adulto tudo fica esquecido no tempo, como se não tivesse existido.
Como se voce nunca tivesse vivido nada, como se tudo fosse realmente um sonho. Feliz aquele /a que ainda é criança, que carrega a pureza em seu coração, que não sabe o que é trair, enganar, matar nem roubar e mentir. Feliz aquela criança que têm como única preocupação que horas que vai começa o desenho favorito na Tv. Ou, com que rouba sua boneca vai usar, ou se os meninos vão vir joga bola.
Enfim, feliz aquela criança que sabe ser "criança". Que brinca como criança, que têmos sonhos de criança. Que não se modifique pela tecnologia, que não virou uma uma cópia de um adulto mentiroso. Eu queria voltar a ser criança porque sabia faze do meu mundo uma grande brincadeira, atitude que agora perdi o rumo, não comando mais a "peça teatral" da minha vida, sou levada.
Cheguei em um ponto, que perder o sorriso virou rotina. Ocultar uma dor já tiro de letra, mentir que estou bem, já ganhei do pinóquio. Já nem sei quem sou, ou quem quero ser.
Não sei como fecho esse livro de horrores da minha vida, para que novas páginas ganham vida, e veem com cores vivas. Já apaguei muitas linhas, outras preferir riscar, como quem tenta enganar alguma coisa, outras a minha "caneta" estava fraca, que nem a "cor" saia.
Nunca fui de deixar que percebessem, na verdade ninguém nunca soube mesmo nada.
Nunca fui protagonista, sempre figurante, sempre deixei os "outros" serem aplaudidos, sempre fechei a cortina, sempre aplaudi o que na verdade queria é ser aplaudida. Mais também que bobagem a minha, alguém que acorda às 04h56m e vem com uma vontade louca de escrever, desabafar, que seja. Onde só quer deixar umas linhas que já não faze sentido, realmente deixou de sonhar, pois acabará de acorda.
Esse texto foi escrito no meu diário. Sim! eu tenho um diário, não penso que só quem é adolescente usa-o. Desde os meus 17 anos eu tenho diário, são até hoje quatro, e pelo que vi, ira durar só até dezembro, por isso já comprei o quinto. 2013 começo com novas páginas e livro novo. Gosto de diário, pois nele desabafo, conto coisas que ninguém sabe, é como um "amigo" que venha a saber tudo de mim, e não diz nada a ninguém.
Nunca fui do tipo de pessoa que se abri com amigos/a, sempre guardei muito o que sinto, o que penso. Só me abria com meu Pai e isso acabou me deixando o tipo pessoa que se fecha diante um problema. É fato, que são raras as pessoas com quem voce pode confiar, o tempo sempre mostra quem é quem, e foram esses pensamentos que me fizeram não confiar muito nas pessoas, sempre "confiar sem confiar".
É uma forma de se poupar, quem voce acha que é, nem sempre é, e quem voce não acha nada, sempre é quem voce pode contar.. Estou em um momento difícil em minha vida, estou abrindo mão de pessoas das quais coloque antes no topo das minhas prioridades. Na verdade não estou tirando ninguém da minha vida, nunca fiz isso, nunca tiro ninguém, o tempo me mostra quem é quem, e onde merece ficar.
Estou precisando de tempo, tempo para mim, tempo para aquetar esse meu coração cansado, estou precisando renovar meus sonhos, reabastecer minha "alma", carrega-la de fé, amor e esperança.
Estou precisando limpa minha "casa interna" por toda sujeira para fora, abrir às janelas, deixar o sol entra, por umas flores no meu jardim, deixar o vento me tocar, ver um pouco o pôr-do- sol.
Deixar de lado a armadura, usar o branco como escolha, esquecer o passado ruim, e deixar o futuro bom vir. Ter mais fé, e deixar o e deixa meus pés guiarem meu caminho, tendo como desejo não encontrar "pedras" mas se as encontrar guarda-las todas e não ter medo de nada.
Sendo assim, deixo aqui usando palavras um pouco sem sentido, mais que para mim foram todas sentidas, digo que preciso de tempo, apenas tempo. E volto em algum momento .
Nadei, nadei e morri na praia, deixei de assistir a novela Avenida Brasil na reta final. Nunca fui de achar que televisão e novela alienam pessoas, muito menos que pessoas intelectuais não assistem novelas, conheço um monte de gente que nega, que arrota que não ver e depois, baixinho, pergunta e aí você assistiu? Sou madura suficiente para minhas escolhas e escolhi por não assistir Big Brother ou a Fazenda porque somos incompatíveis, meus pontos de vistas quer eles certos ou errados não se entrosam e a culpa disso tudo é mais dos patrocinadores que apostam num mau programa sob a minha ótica que do sonho de muitos em ser milionários, aliás, nunca fui nem nunca serei "vaquinha de presépio", existem pessoas e pessoas e alienação por alienação existem fanatismos religiosos, fanatismos políticos e fanatismos pragmáticos de qualquer espécie, mas o que me irrita é a falta de criatividade que cada autor de novela busca ao imitar a febre de quem matou Odete Roitman e isso me cansou!
Triste amiga
Perdi, poesia.
E então?
Nunca fui poeta.
Fui então escravo da minha imaginação...
Fui então prisioneiro das minhas utopias.
Escondi-me por trás de palavras.
Iludi-me vestindo de sonhos.
Mas Poeta, não.
Você poesia?
Que tanto foi minha,
Eu que tanto te busquei.
Eu que mesmo não sendo poeta
Sempre a procurei.
Tenho sido tão seu,
Agora, não sei.
Por que poesia?
Tenho o coração atracado no porto de um cais desconhecido.
Já sem motivo e sentimento.
Poesia não existe,
Nem poeta.
Já deixa de existir a razão.
Agora que não sou e não és.
Despeço-me de ti,
Minha triste amiga.
Nunca fui o melhor.
Mais era bom que no fazia.
Suportava seu ciúme.
Suas caras,suas manias.
Você logo partiu.
E eu logo pensei,
que a saudade ia te avisar
do amor que te dei.
Eu não sou o melhor,repito.
Mais me diga se existe alguém.
Que te suporte assim?
Suas falhas confesso,
não eram fáceis.
Tanto que doía em mim.
Mais quando há amor.
Qualquer sorriso é místico.
Qualquer beijo é de mel.
Qualquer coisa é motivo.
