Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu não sei, fui acostumada, fui criada, totalmente sem carinho ou atenção, tive um longo tempo da vida onde isso também não foi me dado. Então quando resolvi crescer e me reconstruir incorporei isso em mim. Dar atenção ao máximo, aos amigos, a família a quem vive nos meus dias, estar sempre presente, ler, ouvir, aconselhar e muitos me procuram pra isso, e em todo tempo. Agora! Chega um belo dia que eu preciso falar, que eu quero desabafar minhas neuras e algo que me angustia, e não tem ninguém ali, ninguém esta disposto, estão todos muito envolvidos com algo, ou em algo e fingem não ouvir, ou já julgam o que eu acho ser um problema como uma coisa banal e simplesmente ignoram-me. Vi isso e doeu. Me senti estranha por precisar disso, então vejo que ainda não me basto, e também isso tenho que aceitar. Aceitar que não me basto e que os outros não estão nem aí com o que penso, sinto ou julgo... Se eximindo, não me dando a mínima atenção quando eu sinto precisar tanto. Às vezes no auto da arrogância que "ainda" há em mim, queria falar de muitas coisas, contar histórias, conjecturar, discutir os problemas do mundo, mas me contenho, porque eu sei que a falta de atenção dos "queridos" a minha volta me corrói, mas não aceito e não entendo. Se não ajo assim com as pessoas, por que elas agem assim comigo? A falta de atenção de quem a gente gosta, falta de envolvimento no assunto, dói mais que bater o dedinho na quina do sofá e nos decepciona muito com as pessoas a nossa volta. Eu sempre fico angustiada, com falta de atenção mesmo quando a mesma não se dirige a mim, me sinto mal vendo alguém ser ignorado num momento em que precisa falar, pôr pra fora, e a pessoa é simplesmente ignorada, como se não existisse, como se não estivesse falando, ou não estivesse ali. Isso me corrói e causa ira, e não quero esses sentimentos em mim mais não. Claro que tem o povo chato, que tenta encher o saco todo dia e com os mesmos problemas e lamentações, que querem falar e falar, e falar. Me policio pra não encher o saco de ninguém. Então fico disponível pra ouvir, palpitar, opinar, rir, falar de merdas que nem me interessam, mas dando atenção. Quando eu precisei encontrei o vácuo, o "não to nem aí", o "ok"... (ah! como odeio os "ok"). Assim é a merda do ser humano: quando precisam, você dá. Quando você precisa, que se dane. Então disso tiro mais uma lição: não sou assim tão importante aos que penso ser, e meus problemas não interessam a ninguém. Ninguém quer perder conversas em outra telas, outros telefones, perder meia hora. Porque simplesmente, não importo pra ninguém e ninguém quer escutar, e o que me angustia não angustia o outro. Mas, ora, às vezes também preciso falar.
Não haja como se eu não tivesse lutado por você. Eu lutei, muito e por muito tempo, perdoe-me se agora estou cansada.
Hoje eu não vou reclamar. Hoje eu não vou dar moral para os hipócritas, políticos corruptos e nem pra essa gente metida a besta que se esforça pra tentar fingir que eu não existo. Hoje eu não quero saber dos falsos amigos, dos mentirosos e, muito menos, daqueles que medem as pessoas pela grana que possuem ou pelo carro que dirigem. São três horas da madrugada e eu só penso em ter mais um dia legal na minha vida. Quando amanhecer pode até estar chovendo ou fazendo frio, mas eu quero viver um dia ímpar e plenamente especial.
Quero abrir o jornal logo pela manhã e ler uma manchete dizendo que todas as guerras terminaram. Quero ouvir no “Bom Dia Brasil” que nenhum terremoto, furacão ou tsunami arrasou a terra, e que mais ninguém no mundo passa fome. Hoje eu não vou reclamar dessa vida louca, onde as pessoas idolatram o dinheiro e desprezam o amor. Hoje eu quero ir até a padaria e arrancar um sorriso franco da moça do caixa, sempre tão carrancuda e de mal com a vida. Quero receber o carteiro no portão da minha casa com a máxima cordialidade, mesmo que ele me traga apenas envelopes com contas pra pagar. Quero caminhar pelas ruas e ver as pessoas felizes, andando de mãos dadas, trocando gentilezas e ignorando os preconceitos.
Hoje eu não quero falar das fraquezas humanas e nem das mazelas que contaminam o cerne da nossa sociedade. Não quero falar e nem pensar nas sacanagens habituais promovidas pelos desonestos senhores e senhoras que nos governam. Isso estragaria o meu dia. Isso eu não quero. Hoje eu quero mais do que simplesmente acordar e abrir a janela do meu quarto. Hoje eu quero jogar bola com meu filho, andar de bicicleta pelas ruas da cidade e pescar lambaris num córrego qualquer. Hoje eu quero esquecer todos os problemas e reunir meus amigos pra fazer um churrasco, tomar umas cervejas, abraçar com força todos aqueles que quiserem estar na minha companhia e sorrir... Apenas sorrir.
Hoje eu não quero reclamar de nada. Hoje eu só quero poder olhar pro lado e ter o discernimento de perceber que existem pessoas enfrentando dificuldades muito maiores do que as minhas e, com isso, me sentir feliz pela vida que eu tenho, por estar vivo e por poder expressar a minha gratidão por tudo que eu já conquistei. Hoje eu quero enxergar somente as coisas boas da vida.
Quero reservar este dia para agradecer ao meu Deus por tudo que Ele tem feito por mim; por tantas pessoas fantásticas que já cruzaram o meu caminho; pela família sólida e exemplar que eu tenho; pelo trabalho digno e honroso do qual provém o meu sustento e por tantas coisas boas com as quais eu tenho sido abençoado e que, talvez eu nem as mereça. Hoje eu não vou reclamar. Hoje eu tirei o dia apenas para dar amor, caminhar de cabeça erguida e ser feliz... Simplesmente, ser feliz.
Quem sou eu???
O sonho que você não sonhou.
Aquela com que você não se importou.
A que um dia te amou.
E você, quem é?
O sonho que sonhei.
Com quem me importei.
Aquele que amei.
Por que está tudo escrito no passado?
Simples, porque ainda espero que um dia fique tudo no passado, porque no presente, nada disso aconteceu, e nem vai acontecer, não é assim que tem que ser?
-Sonhos não existem
-Amor é sofrimento
-Felicidade é ilusão
Sarcasmo não o único serviço que eu ofereço.
Eu até mudaria o mundo, se essa tarefa fosse bem remunerada.
Vivo num mundo, cheio de gente fingindo ser o que não é. Mais quando estou com você, sou quem eu quero ser.
Marge e Homer na adolescencia..
Homer: vamos dar uma volta gatinha...
Marge: Ó Homer eu não posso tenho prova de matematica
Homer: A unica matematica que eu conheço é; eu + você = para sempre.
Meu cabelo não é o mais perfeito. Eu não sou a mais linda. Minha maquiagem nunca fica perfeita. Minhas unhas não são grandes. Meu corpo não é o mais lindo. Meu sorriso não é certinho. Eu não sou a mais gostosa. Não sou a mais popular da escola nem da internet. Não vou ao salão a cada 15 dias. Não tenho mil seguidores no twitter. Não uso roupa de griffe. Não vou no shopping e saio cheia de sacolas. Mas eu sou legal, sei fazer miojo e brigadeiro.
Deus não tem apreço pelo nosso sofrimento, assim penso eu!Sou disciplinado, sem ter que acreditar em um alem e sem precisar de um mercado de punições e premios eternos.
Eu não amo você e nem sequer estou apaixonada
A única coisa que quero são seus beijos e mais nada.
Tudo é muito confuso, a amizade fala mais alto, prefiro continuar com ela do que decidir pelo lado mais arriscado.
Palavras não nos falta, nossa vontade de viver é intensa
Mas infelizmente não são os sentimentos que nos orienta.
Sou de gêmeos. Um signo de ar, mutável. Eu me distraio com tudo e você não imagina a facilidade que eu tenho de viajar sem sair do lugar. Mas nem tudo que nasceu comigo, ficou. Algumas situações amarraram meus pés no chão, fazendo com que eu me agarrasse firmemente à realidade. Paixões platônicas, Lindo, são para crianças. Foi isso que eu repeti silenciosamente, até me convencer. E deu certo. Quando começo a me iludir por alguém, racionalizo tudo: Por que eu me interesso tanto por ele? Por que ele se interessaria por mim? Por que a gente daria certo? E funciona! Esqueço com impressionante rapidez do meu interesse. Ah, as coisas ficam tão mais fáceis desse jeito! Você não sabe, Menino, mas eu machuco as pessoas. Eu faço com que elas se apaixonem por mim como um desafio, como uma criança testando seus limites. Então enjoo do meu jogo e não dou explicações. Destruo corações que se abrem pra mim com tanto esforço, na esperança de terem encontrado alguém legal. Ainda dá pra você fingir que não me viu. Se der tempo, se você tiver o raro dom de controlar seu coração, se o sentimento não estiver suficientemente forte à ponto de você se prender, fuja. Se você nem ao menos me diferencia das outras pessoas que te cercam, como eu imagino, permaneça assim. Não se aproxime, não se apaixone. Não me escolha como a eleita dos seus dias. Escolha uma dessas meninas com perfis de orkut todos iguais, que gostam de msn, que querem ser pedidas em namoro. Essas meninas que choram e sofrem, depois esquecem e ficam submissas. Dessas que conseguem se apaixonar, se apegar, amar. Eu não sou assim. Eu sou fria e jogo com as pessoas - não por maldade, mas porque inconscientemente me envolvo com brincadeiras, que na verdade são vidas de gente que ama e sofre de verdade. É, procure a saída mais próxima e parta de vez para uma relação humana, comum, sólida, eterna na sua duração e cheia de palavras e promessas de carinho. Eu tenho aflição de toque e sou incapaz de jurar amor sem pensar e ter certezas.
Eu finalmente desisto de querer mudar você. Desisto porque eu preciso desistir, porque já não me atrai insistir numa causa que já está há muito perdida, afinal de contas, se durante todo esse tempo eu não fui capaz de fazer a mínima alteração no seu corte de cabelo, que chances eu teria de mudar o seu jeito de ser? E sabe o quê? No que me diz respeito, você nem precisa. Porque eu adoro suas qualidades, mas gosto mesmo é dos defeitos. De todos eles, um por um.Eu amo o desenho torto das suas sobrancelhas e o arquejo engraçado que elas formam quando você sorri. Eu amo quando você diz que me ama, desse seu jeito de amar aos pedaços, à La carte, com hora marcada. Eu amo, da forma mais insanamente egoísta, o seu péssimo gosto musical, que faz com que eu me sinta tão mais infinitamente culta que você, ainda que, no fim das contas, eu acabe chorando sozinha ouvindo minhas bandinhas Cult, enquanto você se enrosca por aí num corpo qualquer ao som do seu tão amado sertanejo universitário. Eu amo sua conversa chata sobre como eu fico ridícula falando sobre as minhas séries de TV que você não conhece, porque até o seu silêncio é muito mais interessante que qualquer conversa sobre os meus livros que você também não conhece. Eu amo a confusão que é a sua família, que é você, que é a gente.
E pode aparecer um cara bonito, inteligente, que goste do que eu gosto e que preste atenção no que eu falo que, mesmo assim, eu não vou querer, porque, com tantas qualidades assim, é claro que ele não poderia ser melhor que você. Ninguém mais me faz enxergar o sofrimento com tanta alegria, e a paixão com tanto fervor adolescente. Mesmo que eu siga em frente, e beije outra boca, e até me encante por um outro alguém, com você é diferente. Com você, sempre vai ser diferente. Eu gosto dos seus olhos, do seu beijo, do seu cheiro, das suas roupas, do seu nome, e do número do seu telefone. E a verdade, se quer saber, é que eu não me sinto tola ou envergonhada por isso. Porque se não for com, por, para e sobre você, não vale a pena.
Eu não posso decidir por você. E também não posso te obrigar a nada. Não tem como abrir a sua cabeça e colocar dentro dela as matérias que você nunca estuda. Não posso dizer pro teu coração retribuir meus sentimentos. Não posso simplesmente pegar suas mãos enquanto caminhamos pelas ruas da cidade. Não tem como te fazer sorrir só porque eu sorri. Não posso abrir os teus braços e simplesmente me encaixar dentro deles. Não posso viver por dois. Não posso amar por nós dois.
E eu não sou mais aquela menina que você conheceu, mudei meus atos, mudei meu jeito de ser depois do fora que você me deu; aprendi que o mundo não é um conto de fadas e muito menos te leva a perfeição, o mundo é pequeno para alguns e grande para outros, ele te leva a perdição se você deixar, te faz se sentir bem assim como te faz ficar mal... O jogo da vida começou e agora os caminhos a seguir somente você pode escolher, ontem nós estávamos no mesmo lugar, hoje nossos caminhos foram separados mas é assim mesmo, se for pra ser nossos destinos irão se encaminhar por nós, não precisamos correr na estrada da vida, tudo passa tudo acontece mas um verdadeiro amor a gente nunca esquece.
Não parecia que a dor tivesse diminuído com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suportá-la...
A bem da verdade, não sou essa mulher fatal que você pensa que eu sou. Aquelas histórias de sedução foram todas inventadas e esse ar superior, de quem sabe lidar com a vida, é apenas autodefesa.
Aquelas frases filosóficas, foram só pra te impressionar, pra te passar essa ilusão de intelectual... na verdade eu ainda nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas!
Senta aí, vai! Deixa eu tirar os sapatos, desmanchar o penteado, retirar a maquiagem... quero te mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições.
Sabe, não quero mais usar essa máscara de mulher inatingível, de mulher forte com punhos de aço... No íntimo me sinto uma pequena ave indefesa, leve demais para enfrentar o vento, e, deseja ficar no aconchego do ninho e ser mimada até adormecer.
Olha pra mim, às vezes minha intimidade não tem brilho algum e você terá que me amar muito para suportar essa minha impotência.
Deixa eu tirar o casaco, tirar o cansaço... essa jornada dupla me deixa tão carente... A convicção de independência afetiva? É tudo balela! Eu queria mesmo era dividir a cama, a mesa, o banho... Queria dividir os sentimentos, os sonhos, as ilusões... um pedaço de torta, uma xícara de café, algum segredo...
Ah, eu tenho andado por aí, tenho sido tantas mulheres que não sou! Quantas vezes me inventei e até me convenci da minha identidade. Administrei minha liberdade. Tomei aviões, tomei whisky... troquei a lâmpada, abri sozinha o zíper do vestido... decidi o meu destino com tanta segurança! Mas não previ que na linha da minha vida estivesse demarcada uma paixão inesperada.
Agora, cá estou eu, trinta e poucos anos e toda atrapalhada, tentando um cruzar de pernas diferente, um olhar mais grave, um molhar de lábios sensual... mas não sei direito o que fazer para agradar.
Confesso que isso me cansa um pouco. Queria mesmo era falar de todos os meus medos, "dos seus medos?" você diria, como se eu nunca tivesse temido nada. Queria te falar das minhas marcas de infância, dos animais que tive, do meu primeiro dia de aula... queria falar dessas coisas mais elementares, e te levar na casa da minha mãe, te mostrar meu álbum de retrato (eu, me equilibrando nos primeiros passos), ah, queria te mostrar minha primeira bicicleta, com truques. Ela ainda existe! Queria te mostrar as árvores que eu plantei (como elas cresceram!) e todas essas coisas que são tão importantes pra mim e tão insignificantes aos outros.
Ah, você queria falar alguma coisa? Está bem! Antes, só mais uma coisinha: estou morrendo de medo que você saia desta cena antes de mim, que você saia à francesa desta história, e eu tenha que recolocar minha máscara e me reinventar, outra vez.
