Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Sou menina sou mulher.
Te faço rir e chorar.
Amo o luxo e o lixo.
Tenho gosto por flores
e paixão por armas
Feminina não feminista.
Adoro as jóias porem
motores me fascinam.
Não pode me faltar o sol
mas tenho a noite na alma.
Sinto fome de saciedade.
Se me der seu amor,
vou querer seu prazer
e pra que só prazer
se procuro um romance?
Sou sempre um paradoxo.
Tão obscura, tão distinta.
Sou uma em tantas.
Corro contra o tempo,
vou sem pressa de chegar.
Vivo assim por viver!
Quando estou sentado ao seu lado e falo consigo, tenho medo de pensar no futuro, pois no futuro está novamente a solidão, novamente esta vida inútil cheirando a mofo; e com o quê vou sonhar se, desperto, fui tão feliz a seu lado?
O nosso amor pode ter nascido no sol, na lua, no mar, ou na mais suave brisa, mas tenho certeza que ele vive e cresce em nós.
O meu olhar é nítido como um girassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando pra direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança, se ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Nota: Trecho de "O Guardador de Rebanhos", do livro "Poemas de Alberto Caeiro", de Fernando Pessoa (heterônimo Alberto Caeiro).
...MaisVê se ri um pouco. Tenho aprendido que tudo tem jeito, o tempo é remédio pra tudo, vivendo e aprendendo. Por aí.
Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas… valem muito mais que isso
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta? O que importa é a idade que sinto.
Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto.
Tenho deixado pelo chão muitas sementes de mim e colhido pouco do que brotou de outras pessoas, porque sei que a cada mudança de estação sou mais o que doei do que aquilo que recebi, sem esperar por gratidão.
Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.
Tenho guardada no meu peito uma chave chamada promessa que poderá abrir todas as fechaduras do castelo da dúvida.
Tenho jeito de menina, estilo de princesa, sonhos de mulher, vivo como rainha e luto feito guerreira!
Tenho a certeza de que é generosa demais para fazer pouco caso dos meus sentimentos. Se os seus são ainda os mesmos que manifestou em abril passado, diga-o imediatamente. Minha afeição permanece inalterada; basta porém uma única palavra sua para fazer com que me cale para sempre.
BUSCA
Cansado, nem forças tenho p’ra chorar,
pois sofrendo vaguei a procura de um bem
sem jamais um só amor eu encontrar,
sem sentir jamais o afeto de ninguém.
Nunca cruzaram os meus um só olhar,
que me dessem a esperança de também
neste mundo ter o direito de amar
e ser amado neste mundo por alguém.
Há os que nascem destinados
a viver sempre só, abandonados,
vivendo, mas da vida esquecidos.
E entre esses assim perdidos
sofrendo amores não correspondidos,
vou seguindo a sina dos não afortunados.
Tenho o desejo de realizar uma tarefa importante na vida. Mas meu primeiro dever está em realizar humildes coisas como se fossem grandes e nobres.
Sou cobra criada e tenho muito veneno. Sou neto da madrugada e afilhado do sereno.
