Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
EU E VOCÊ, VOCÊ E EU:
Eu, tão insolente
Quase insólito.
Você. Tão evidente
Ângulo, côrtez.
Teses a meus
Sentimentos!
Pises de mancinho
Pode está meu
Coração.
SEM MEDO DE SER FELIZ:
"Às vezes, eu fecho os olhos para a realidade.
Fecho sim, com medo de ver o medo que sonda os "indivíduos" em uma sociedade subjetivada pelo medo.
Porque o medo, essa premissa, é uma configuração social de relação de poder imposta aos seus atores sociais.
No entanto o medo, é sim, ferramenta de controle social. E o Brasil hoje esperança alentar esse dragão.
DIALÉTICA
Eu, tão insolente,
Quase insólito.
Você, ali, evidente.
Ângulo, cortês.
Teses a mim!
Em síntese,
Pises de mansinho
Pode estar meu
Coração.
SOLIDÃO.
Meu coração se fez plumas.
Percorreu os caminhos da razão, solidão.
Eu nunca ansiei afastar-me dessa pantera austera.
Nunca tive medo de me sentir sozinho, porque sempre estive ao lado dos meus demônios e guardiões.
Antagônicamente, a solitude é dor que sara!
Condição sine qua non do ser humano.
Paradoxalmente carente de afetividade
À medida certa
EU
Quando me preocupei com a reputação
Quiz andar somente em linha reta.
Esqueci de minha consciência e tropecei.
A reputação é problema daquele que reputa.
A consciência?!
Essa, me mostra pelo avesso.
Aquele que anda somente em linha reta
Não sente as curvaturas da vida.
Eu tive que mudar meu poema
Vocês só compram na doçura da letra.
Aquele ardente ou amargo por si só
Não lhes é palatável.
Meu verso se parece amargo, infesto.
Hoje eu possuo idade para enxergar com mais sutileza as coisas.
Eu sou o que sou.
Pronome pessoal intransferível
Verbo intransitivo direto.
Meus sonhos?
Pretérito imperfeito!
Estrada sem caminho
Principio, meio e fim.
MINHA FERA
Às vezes eu sou só fera
Espinhos ou solidão.
Noutras, posso ser flores
Leveza e compaixão
Se sou fera ou espinhos!
É porque nesse universo de feras
O indivíduo carece fera ser também
Nesse emaranhado de dúvidas
Que se chama compreensão
Eu sinto dificuldade para falar de amor
Porque meu espírito crítico é pagão
Minha natureza é a própria natureza
Se as cartas de amor são ridículas
Pessoa..
Falar de amor tem provocado risos
A natureza ama.
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.
À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.
O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.
Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.
Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.
Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.
Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.
Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.
POEMA PARA O AMOR NA DOR.
Eu já viajei por estradas de vento e saudade como se cada curva fosse um corte na carne do tempo até descobrir que o amor espera à margem da estrada exangue e solitário.
Eu vi teus olhos como duas chamas bruxuleantes no crepúsculo do mundo e ouvi no silêncio teu nome mais profundo do que todas as vozes que se perderam na noite.
Cantaste a canção que não termina e a dor tornou-se verbo que pulsa como coração ferido de tanto amar a quem não volta.
O amor é esta estrada interminável onde cada batida de peito é um grito e cada lembrança é um corte que sangra luz e sombra.
Eu te amo como quem espera junto à beira do caminho sabendo que a alegria só existe porque a dor ensinou-me a reconhecer o valor de cada gota de vida.
Ainda que o mundo se acabe entre nós eu guardo teu nome no centro mais ardente do peito onde a dor é chama e o amor é chama mais forte ainda.
E assim eu canto até que o tempo se renda ao meu amor feito dor e a dor se renda ao meu canto feito amor.
Autor:Marcelo Caetano Monteiro .
Só houve um lugar para ir...
Eu deveria saber! corri até o centro da alma, lá desci aquietei-me para escutar as batidas do meu coração, foi lá onde repousei e me acalmei para ouvir o que DEUS tanto queria me falar!
Se eu sei que Deus é minha segurança é nele que deposito a minha confiança, então depositei minha vida no lugar certo.
Fazer do limão uma limonada está ultrapassado, fazer uma boa parte faz. Eu prefiro fazer do limão,um belo suco DETOX,e o que sobrar coloco na salada,afinal de contas vitamina C faz bem ao sistema imunológico.🍋
Marcilene Dumont
Às vezes eu fico em silêncio porque eu entendo que ficar calada é melhor do que dizer o que penso,talvez você não esteja preparada para ouvir o que contenho.
Para onde eu fui na minha dor?
Desci até o mais íntimo do âmago da minha alma, me escondi no colo do meu mestre e lá me aquietei junto ao meu senhor!
~Relato de um falso amor~
Eu to cansado
Eu to quebrado
E tudo isso por pensar
que pudesse ser amado.
Eu te dei a minha confiança, mas você a tratou com desprezo e ignorância.
Talvez ainda vala a pena
tentar de novo e acreditar na esperança.
Esperança de encontrar o lugar certo pra mim.
Um refúgio onde eu possa
encontrar o amor, e que nele você
não possa existir.
Refúgio esse que não existia mentiras e ingratidão.
Porque preciso cuidar do que você pisou, e do que um dia chamei de coração...
Eu recebi a influência de professores de pensamentos diversos, cresci com todas elas
e formei o meu pensamento autônomo.
Se você não der atenção para
os filhos, estranhos sendo professores ou não, serão mais influentes com eles do que você.
Cada rima minha
tem a ligeireza
de uma Cutia,
Eu sou Poetisa,
e se você prestar
atenção escrevo
mais de uma
poesia todo dia.
