Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
E hoje eu estava olhando a lua pela janela do carro e me perguntando: é ela que vai comigo ou sou eu que vou com ela?
"...Porque antes, já havia sido revelado e mesmo sem saber, há muito tempo, eu procurava e esperava por esse abraço."
"Já sabia a força e o calor que ele tinha. Já sabia que, a partir dali, Eu, não saberia de mais nada. Só sentiria."
Nao quis mais ver, deixo pra trás tudo o que me prendia e me afastava de você. O abismo virou ponte, que me trouxe até aqui.
Quis deixar velhos costumes. Quis receber o que havia pedido, havia procurado, havia esperado. Esperei por tanto tempo que nem lembro da última vez que te abracei. Só sei que já havia estado em teus braços até o dia em que me perdi e fiquei apenas com a lembrança e com a procura cega, sem saber que era você quem eu esperava.
Abandone velhos costumes, velhos preconceitos, deixe entrar e abrace a vida que está lá fora, doida pra acontecer.
Eu coço a cabeça e penso em qual mentira contar, em que desvaneio me perder ou em que olhar me encontrar. Procuro as palavras certas ou talvez, as erradas, pela minha boca nunca pronunciadas.
Tomo uma dose de coragem, mas tento não confundir liberdade com libertinagem, como uma sábia frase clichê fala. E no silêncio dessa sala, as palavras tem fluidez admirável.
Posso cuidar das minhas dores, externizar angústias, escreve benevolentemente sobre o amor ou tragicamente o difamar. Ou simplesmente descrever o som da leve brisa do mar. Como podes ver, entre linhas e entrelinhas, as palavras tem vida e voracidade.
" Eu sou livre, nasci livre, Deus me fez livre, mas meu corpo e meu coração tem dono, meus sentimentos são cativos. Mesmo sendo livre e podendo voar e pousar onde quiser meu coração só tem um repouso, só quer um lugar, seus braços, seu corpo, seu cheiro, seu toque, sua boca... Sou uma livre cativa, dependente do amor".
Nóis que tá em cima da Meia Meia cortando de giro dentro da viela, ela pow pow pra mim, eu tey tey tey pra ela.
Se um dia eu te escrever por engano,tantas coisas do quão eu nem sabia tanto. Escrever por meus dedos estarem com saudade,mas a saudade é da sua pele,de tocar sua alma,ah se um dia eu escrevestes por engano é meu coração quase gritando o mais alto possível volta logo aqui é seu canto.
SONHOS E FANTASIAS
E um dia eu acreditei
Nas ilusões da vida
Acreditei nos poetas
E acreditei nas fantasias
Num belo dia comecei escrever
Escrevi, escrevi e adormeci
Sonhei os sonhos mais lindos
Que pena, acordei eram apenas sonhos
Sonhos e fantasias de uma poetisa
Mais eu acreditei
LáFeOli
Todo dia eu sabia
Que a tua Alma viria
Me encontrar quando o sol saía
E a noite caia
A lua me visitava
E eu dizia que te amava
Cada vez que eu falava
Uma estrela passava
Em noite de lua cheia
A chuva acompanhava
O rumo da estrela
E do poema que eu recitava
Os versos do vento
E as rimas da brisa
Chamavam a sua Alma
Para a leve dança da vida
No circo que armamos eu sou o palhaço e você o mágico, seu prazer me iludir e a minha dor te fazer rir
No dia em que tu se foste. (A carta)
No dia em que tu se foste eu fiquei sem voz, totalmente embargado. Quis gritar por socorro, mas estava entalado com um amor que nunca quis sair de mim.
No dia em que tu se foste eu quis correr, sumir pra bem longe, mas tu levaste embora os últimos resquícios de força que havia em mim. Pensei em sair da galáxia, até entrei escondido num foguete, mas prestes a decolar desisti, pois tive medo de, em meio àquele escuro, confundir a luz das estrelas com o brilho dos teus olhos e então morrer de amor por nunca poder alcançá-los.
Tentei em todas as direções, em todos os comprimentos de onda e graus possíveis, enxergar algum abrigo, mas tudo que eu conseguia ver era tua imagem sorrindo com aquele sorriso que me fez, desde à primeira vista, sentir o mais puro sentimento; a mais benevolente de todas as sensações; a inexplicável perfeição que só você conseguiu causar em mim. Acho até que o próprio amor sentiria inveja se um dia ele sentisse o que você me proporcionou a sentir.
Fiz de meus braços asas e então voei o mais alto que pude, para quem sabe, achar-te nas nuvens, mas ao chegar lá não te encontrei em lugar algum, tudo era branco e límpido e ao tocá-las não hesitei em lembrar-me da quão macia era tua pele... Ah, tua pele... Quando as tocava me sentia o mais feliz colhedor de flores do jardim celeste, na verdade, nunca toquei as flores de lá, mas com certeza devem ser tão perfeitas e macias quanto.
Quando se foste, me senti sozinho em meio ao mais profundo oceano, nas profundezas onde nem mesmo os peixes habitavam. Nadei por dias tentando achar a superfície na esperança de te encontrar, mas quanto mais nadei mais me afoguei e quando meu fôlego se foi por inteiro, lembrei-me do teu beijo que me tirava todo ar possível, e então nem do fôlego eu necessitava mais naquele mar, somente de um beijo teu.
Ao ires embora não levaste apenas meu amor, mas também minh’alma, minha razão, minha paz interior. Perdi-me em meus próprios pensamentos, me afoguei em minhas próprias lágrimas, caí no abismo do desamor, a insanidade de tudo em mim tomou conta. Só o que me restou foi a esperança de te ver voltar, a esperança de uma vez mais rever aquele sorriso, de novamente poder tocar tua pele...
Mas, cadê você que não volta? E quanto as promessas feitas? Não sabia que o amor poderia ser tão cruel, tão efêmero em sua benignidade. Se amar é ir embora e deixar para trás todas as boas memórias e momentos vividos, sem ao menos ter direito a um adeus, eu não quero mais amar. Na verdade, espero realmente não ter amado, prefiro acreditar que não foi amor, talvez um feitiço, algo totalmente fora da realidade.
Neste discurso de quem não sabe o que está realmente falando, queria te odiar, mas a saudade não me dá espaço. Queria, mais ainda, poder te esquecer, mas como posso esquecer algo que nem mesmo eu sei se foi real? Quem sabe a melhor saída é fazer daquelas boas memórias motivo de sorrisos. Contudo, se um dia me perguntarem qual o motivo das consecutivas lágrimas, sem saber como agir, farei o que aprendi com você, darei as costas e irei embora, pois palavras para descrever tais lágrimas, creio que nunca as encontrarei.
Por fim, tentarei não permitir que a decepção e o que penso ser ódio tomem conta de mim. Vou seguir acreditando que o amor é mais que o que você foi capaz de me doar e que um dia ainda irei encontrá-lo. E lá estarei eu, de braços bem abertos e sorriso novamente escancarado para dar boas vindas a uma nova e incessante tentativa de amar e ser amado. Então, de hoje em diante, prometerei a mim mesmo que vou me curar de você, pois no dia em que tu te foste percebi que realmente me apaixonei, mas não pelo que tu realmente eras, todavia pelo o que eu inventei de você.
