Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
O Tempo - Lóris 19
Em todo tempo que passou
Tantas lições eu aprendi
Coisas boas e ruins
Das pessoas que passaram
Uma só me fez sorrir
Outras me desmotivaram
Mas eu nunca, nuncadesisti
O tempo passa a gente cresce
É inevitável,acontece
Mas deixamos de viver
Esquecendo o coração
Por muitas vezes me perdi
Buscando a direção
As brigas, discussões
O tempo que perdemos
A vida, as soluções
São tudo, tudo que queremos
O tempo passa a gente cresce
É inevitável,acontece
Mas deixamos de viver
O tempo passa a gente cresce
É inevitável,acontece
Mas deixamos de viver
Sim eu quero chegar
Nunca deixei de sonhar
A esperança sempre nos leva
Acreditar e lutar
Tenho um lugar pra alcançar
Sei que a vida pode ser bela
Juntos eu e ela
O tempo passa a gente cresce
É inevitável, acontece
Mas deixamos de viver
O tempo passa a gente cresce
Nos ensina e fortalece
Sei que juntos vamos vencer
Do outro lado da Lua
Espreito-te ó sorte
Fostes minha fugitiva
Como eu sou da morte
Ei-la de pegar-te
E com todas as forças
Abraçar-te
Tudo que preciso
É só um pouquinho de sorte
EU
Logo que penso,
Eu escrevo...
Se escrevo,
Me descrevo...
Se me descrevo,
Me atrevo...
A contar quem sou,
Como estou...
Para onde vou...
Talvez contar...
Com quem vou...
Há um tempo atrás
Eu soltei um passarinho que passou a maior
Parte da vida preso em uma gaiola
Ela já estava acostumada
Aceitou
Parou de tentar voar
Parou de se agitar
Aceitou o que não pediu
Não perguntaram para ela
Tinha companhia, não ficou triste
Não morreu por tristeza
Mas com o tempo, um passarinho morreu
Sem eu poder ter proporcionado a liberdade para ele mais uma vez
Ela ficou sozinha, continua aceitando
Está velha, perto da morte...
Fui em um lugar especial, onde existia verde de verdade
Sem cidades, só mata, outros animais
Peguei a gaiola e deixei aberta
Tentando fazer com que ela saia por vontade própria
Mas nada, o mundo dela, se tornou aquela gaiola...
Esperei por 20 minutos, ela olho uma vez de perto com a gaiola aberta
Mas ela não saiu, permaneceu e queria continuar na gaiola...
Ela não sabia mais o que era voar
Não sabia sair da gaiola
Com um pouco de custo, peguei ela com o máximo cuidado para não machucar
Ela estava cansada, mas parecia triste enquanto estava naquela gaiola sozinha, esperando morrer...
Eu não sei o que ela queria de fato, não tem como eu saber
Esperei ela descansar
Algumas palavras finais
Soltei as mãos e disse
TERRA QUENTE FRIA
Estas fragas da serra que eu tanto amo
Estas estevas que me aquecem o peito
Este ar que os meus pulmões respiram
Esta terra que vive agarrada a minha pele
Se caso vire poeta
Sua inspiracao eu posso ser
Tornando seus versos mais simples
Descrevendo o que juntos podemos fazer.
Foi uma aventura prazerosa, eu sei moça.
Foi prazeroso perceber que as borboletas em seu estômago estavam alvoroçadas assim que eu me aproximava.
E suas bochechas, coradas com um tom meio rosado incriminava a sua timidez.
Sim, foi prazeroso.
Mas entenda moça, eu precisei ir. Precisei sair naquele instante.
Estava a um triz de cometer alguma loucura que não condiz com o meu caráter, você sabe.
E então precisei ir pra longe.
Longe de você, do teu perfume, do seu sorriso, da sua risada, e dessa sua doce voz, meiga e mimadinha. Mas fui.
Fui sentindo muito.
Sentindo tudo.
Sentindo demais.
Sentindo só.
Fui forte! Permiti que a razão falasse mais alto.
Mas agora, sozinho neste lugar, a culpa invade minha memória.
Como eu gostaria de ter me permitido, moça.
