Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Tudo poderia ser mais simples, se eu me convencesse que tudo não é tão simples como eu penso. Nada pode ser resolvido com algumas palavras, quando tudo pode ser resolvido com nenhuma delas. Seria mais simples se eu soubesse que não sei me colocar no lugar das pessoas. Porém, penso que sei. Baseio minhas atitudes no que eu quero e no que eu acho certo. Lastimável é não saber que pessoas são distintas assim como seus pensamentos e atitudes. Mas o contrário parece tão certo pra mim. O que eu acho parece tão unânime e lógico, que não me preocupo com segundas visões ou segundas possibilidades. Seguir em frente sempre é mais simples que virar para a direita ou para a esquerda. Porém andar pra trás possa ser mais conveniente. Complicado, mas simples. Mas do que eu possa ver, sentir ou entender.
Eu acho que eu não preciso ter o que o mundo me oferece, nem tão pouco ser feliz, minha infelicidade é o que me torna real, e diferente de qualquer outro ser.
E que mais uma vez eu me torne um livro fechado, sem brechas, totalmento escrito, para que eu não possa de maneira alguma adicionar outra frase, o que está escrito em mim, não será alterado, nem ao menos apagado, o que está em mim, de mim será, e por nada irá se apagar!
muhleres dizem que gostam de homem diferente,mas se eu for diferente nao serei como outros homens que a 'AMAM'
eu vou morrer? ... eu falhei?
não é como você vive, mas sim como você morre nesse mundo...
a vida de um homem não é medida pelo jeito que ele viveu mas sim pelo o que ele conseguiu fazer antes de morrer.
Olhando para trás, minha vida não foi nada além de falhas...
Sempre rejeitado por alguns,não consegui parar meus amigos...
E não consegui proteger nem quem eu amo, nem quem me ama.
Comparado com os grandes feitos de varios heróis minhas ações são insignificantes, realmente insignificantes afinal.
Eu queria ter morrido como um Herói.
Um conto é tão bom quanto os seus eventos finais e reviravolta da história.
Falhas devem ser vistas como apenas diversão!
Elas são testes, para melhorar suas habilidades eu vivi acreditando nisso...
E em retorno, eu jurei que iria realizar uma ação tão grande que iria destruir todos os meus fracassos...
E eu morreira como um herói grandioso!
Pelo menos era como deveria ser...mas... com a minha reviravolta...
meu conto, termina desse jeito... Agora... está na hora de abaixar a minha caneta.
Se existe algo no qual eu deva saber me diga, não esconda, e não espere eu perguntar porque não o farei.
Traidoras...
Elas voltaram.
Ou talvez sempre tenham estado aqui, e eu fingisse que não as sentia. Talvez me tenha acostumado à sua presença e tenha passado os últimos tempos sem lhes dar grande importância.
Aprendi a finta-las. Deixei-as estar como que adormecidas. Descobri como as manter enfraquecidas…como que anestesiadas. Como se não estivessem aqui.
Por momentos acreditei que finalmente pararam de me atormentar. Deixei de sentir aquele odor constante e teimoso que se entranha no corpo e nos oferece sofrimento. Por instantes acreditei que se tinham ido, que se perderam por aí num outro corpo qualquer e esqueceram o caminho de volta.
Mas fui fintada. Fintada por elas. Eu, que outrora me julguei protagonista da finta perfeita.
E hoje lá estão elas…acordadas, despertas e dispostas a corroer mais um pouco de mim.
Não sei ao certo se elas escolhem o momento para se declararem habitantes de mim própria, se me apanham fraquezas ou se sabem quando estou mais vulnerável a elas.
Sim…elas vivem em mim, e hoje devem sentir-se com um poder qualquer sobre a minha pessoa porque não me largam.
Mas eu não as quero. Não quero. Não as pedi. Não fui eu quem as acordou. E se acordaram por si só, não quis em nenhum momento alimenta-las.
Estão aqui, mas não as quero. Tapo os olhos para não as ver. Não as quero. São intrusas.
Traidoras. Quiseram lá saber da minha vontade. Como se estivessem este tempo todo à espreita. Como se soubessem que mais tarde ou mais cedo seriam rainhas no meu aglomerado de emoções.
Traidoras. Passeiam-se astuciosamente cá por dentro como se eu lhes pertencesse. São devastadoras. Parece que voltam sempre mais fortes depois de permanecerem muito tempo escondidas.
E aqui estão elas a vandalizar a minha alma de tal forma, que não sei se quem escreve este pequeno desabafo… sou eu… ou se são elas.
Elas…as saudades.
Que sentimento é esse que me faz perder o sentido das coisas? Não fui eu, mas era eu alí, naquela situação a qual me deparara. Sem sentido.
Eu quero me apaixonar,eu reclamo do amor mais não sei ficar com o coração vazio,minha alma é feita de emoção a razão não me satisfaz...
Eu já não suporto mais
Do tempo tantas revoltas
Prazer, por que não me prendes?
Mágoa, por que não me soltas?
Presente, por que não foges?
Passado, por que não voltas?
LOUCO
Eu quase que sou louco...
Eu quase que sou louco...
Eu quase que sou louco...
Não se vá... Quase sempre eu sofro.
Eu quase que sou louco...
Eu quase que sou louco...
Eu quase que sou louco...
Não me abandone...
Às vezes eu quase morro.
A FONTE BRANCA
O mendigo maldiz de mim,
E eu que não sou louco, não discordo!
Diz-me que não sou capaz,
Que estou indo em vão.
Mas tu vens e desmente,
Todos os dementes.
Diz-me que sou ciente
E forte. Só me resta ser crente!
Sigo os dizeres da fonte branca,
Pois é dessa água que quero beber.
E agora eu tenho sede,
Sacia-me com um beijo na boca.
O CONDENADO
De que importa ser vivo, sentido, sem tino, sem valor?
Eu não consigo ser diferente de mim mesmo.
Não consigo não sentir o que sinto.
Estranho é ser reticente...
Não me julgue! Que não me condeno!
Faço-me impune e detenho-me.
Aprisiono-me em teus braços
E declaro-me culpado! É prisão perpétua!
Eu não sei o que eu quero fazer. Não sei o que vou ser ou o que é melhor para mim. Será que isso é tão errado? Ou devo agir naturalmente e ignorar como sempre?
