Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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“Eu não evoluí. Eu sobrevivi às versões de mim que já não podiam continuar existindo.”

"Eu não precisei esquecer quem fui para me tornar quem sou. Precisei aceitar que algumas versões minhas cumpriram seu propósito e mereciam ser deixadas para trás."

Agora é só esperar o encanto acabar. Não sei por quanto tempo . Mas eu ainda acredito no tempo !

Talvez eu não possa resolver seus problemas, nem aliviar o peso dos seus dias. Mas posso oferecer uma palavra amiga, uma escuta sincera, um ombro e uma presença limpa sem interesses e muito menos julgamento. Algumas pessoas, principalmente aquelas muito especiais, merecem saber que não estão sozinhas.

não precisa mais mudar, Eu mudei..

o Professor disse para duvidarmos de tudo,
mas eu não duvido do que ele disse..

PORMENORES


Eu fiz uma canção.
Ela exprime meus anseios.
Eu não tinha tal entendimento,
Mas a canção se fez rainha nos meus sonhos.
Qual a um erudito, fiz nos pormenores
As causas de sua construção.
E entoei um grito sufocado.
Eu já não tinha um porquê de entoá-la.
Mesmo assim, a fiz!
Desejei que o mundo ouvisse!
Mas, depois, compreendi...
Que só eu a entenderia!

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler

Eu precisei de um café mais forte naquela manhã.
Naquela manhã em que eu não queria acordar.
Eu acordei, mas eu ainda não estava aqui.
Eu precisei tomar goles amargos de café forte para que minha mente pudesse acordar de verdade para a vida.
Eu precisei tomar um café mais forte naquela manhã para conseguir enxergar um pouco mais, um pouco mais além de mim.
Nildinha Freitas

Observe eu não me importar A pessoa escolhida por Deus não pode ser clonada.!


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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"Não quero a fama, quero a essência; se um dia eu me casasse com a Miley Cyrus, seria para lhe dar todo o valor que ela merece por quem sou."

Meu bem, eu não sou destes.
Não sou destes que se escrevem em linhas bem traçadas à pena livre e certa a mão direita; não sou destes que se fazem sol, eu sou chuva, que te molha e te segue de segunda a segunda. Meu bem, me ouça, sou um rascunho ainda inacabado, refletindo teus olhos. Sou um desenho rabiscado em papel pardo sem motivos nem inspiração, apenas por vontade. Não sou destes que se fazem multidão, prefiro por andar sozinho. Não sou destes que dizem amar e te acenam com a mão e nem olham atrás o caminho. Não sou destes feitos sentimentos. Eu sinto tudo e nada, um nojo, prazer e dor, amor em pinceladas. Não ache que eu sou o fim, sou o recomeço. Sou o inverso do verso que todos acham algum sentido, sou a música inacabada sussurrada em teus ouvidos, sou o céu em cinza tão perfeito.

"Eu falhava em reconhecer que o capital, a exemplo dos clientes, não tolera descaso."


Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos

Amor é algo da qual não sou digno de possuí-lo, eu vi uma rosa, queria estar com ela o tempo todo, queria mais do que apenas olhar, eu queria tê-la para mim, contudo quando cheguei perto ela abriu seus espinhos, eu poderia ter arrancado do chão. Poderia ter pegado ela para mim, mas a beleza dela era tão esplêndida que não podia fazer isso. Então com a tristeza no coração eu a deixei lá.

Eu teria conquistado mil reinos para Bebelle, mas não consegui vencer a guerra silenciosa que ela travava contra o próprio medo de pertencer a alguma coisa maior do que si mesma.

Eu não vou, mais crer em profetas, que profetizam para mim!Eu vou ser meu profeta! Ainda que Deus me mate, eu nele esperarei! Esta é a verdadeira profecia! Esta sei eu, que se vai cumprir!

Deus, eu não sei quando esta situação vai mudar, mas enquanto espero, te peço ânimo e forças para continuar.
— Jucelya McAllister

⁠Eu só peço a Deus a bênção de viver cercada por aqueles que me amam pelo que sou e não somente pela minha utilidade. Pois, só podemos entender o nosso real significado na vida das pessoas, quando elas insistem em permanecer ao nosso lado; mesmo quando tudo o que nos resta são apenas boas lembranças, dor e cansaço.

— Jucelya McAllister

EU VOU MORRER.


Não escrevo isso como despedida. Escrevo como constatação.


Eu vou morrer.


Você também.


E talvez uma das coisas mais estranhas sobre estar vivo seja justamente esta: sabemos perfeitamente como a história termina e, ainda assim, acordamos amanhã fazendo planos para daqui a dez anos.


Compramos coisas.
Criamos projetos.
Nos apaixonamos.
Guardamos fotografias.
Prometemos “para sempre”.
Marcamos compromissos para a próxima semana como se o universo tivesse assinado algum contrato conosco.


Não assinou.


O relógio nunca prometeu esperar.


Talvez por isso a morte não seja apenas o contrário da vida. Talvez ela seja aquilo que dá peso a cada segundo dela.


Uma música seria diferente se nunca terminasse.
Um pôr do sol perderia parte da beleza se permanecesse para sempre no horizonte.
Um abraço talvez não significasse tanto se não existisse a possibilidade de ser o último.


Somos temporários tentando construir coisas permanentes.


E existe algo absurdamente humano nisso.


Escrevemos livros sabendo que um dia não estaremos aqui para lê-los.
Plantamos árvores cuja sombra talvez nunca utilizemos.
Amamos pessoas mesmo sabendo que, por partida, distância, mudança ou morte, algum dia teremos de aprender a existir sem algumas delas.


Talvez viver seja justamente essa insolência contra o tempo.


Olhar para uma existência limitada e dizer:


“Mesmo assim, eu vou fazer alguma coisa com ela.”


Eu vou errar.
Vou mudar.
Vou perder pessoas.
Vou encontrar outras.
Vou abandonar versões de mim que um dia considerei definitivas.
Vou olhar fotografias antigas e talvez não reconhecer completamente o homem que estava nelas.


E um dia, inevitavelmente, tudo aquilo que hoje chamo de presente será passado.


Até que eu também seja.


Então sim:


EU VOU MORRER.


Mas ainda não morri.


E, para mim, talvez toda a filosofia desta vida esteja escondida justamente nessa diferença.


Porque eu ainda estou aqui.


Ainda tenho coisas que nunca disse.
Livros que ainda não escrevi.
Pessoas que ainda não conheci.
Lugares onde meus pés nunca tocaram.
Abraços que ainda não dei.
Erros que provavelmente ainda vou cometer.
Ideias que hoje nem sequer existem dentro da minha cabeça.


Ainda existem páginas minhas completamente em branco.


E isso me assusta tanto quanto me fascina.


Não sei quanto tempo tenho.


Talvez ninguém saiba realmente.


Por isso não quero passar a existência inteira tentando parecer eterno.


Não sou.


Meu nome um dia será pronunciado pela última vez.
Minha voz um dia existirá apenas em alguma gravação.
Minhas fotografias ficarão mais jovens do que eu jamais poderei voltar a ser.
Os lugares onde passei continuarão existindo sem perguntar por mim.


E, estranhamente, eu aceito isso.


Porque não quero vencer a morte.


Quero vencer a possibilidade de chegar até ela sem ter sido verdadeiramente eu.


Quero ter amado do meu jeito.
Errado algumas vezes.
Acertado outras.
Escrito aquilo que tive coragem de pensar.
Construído aquilo que um dia parecia impossível.
Mudado de ideia quando fosse necessário.
Pedido perdão quando meu orgulho finalmente ficasse menor que minha consciência.
E deixado alguma coisa de mim nas pessoas que atravessaram a minha história.


Não preciso que o mundo se lembre de mim para sempre.


Só não quero chegar ao fim e perceber que passei a vida inteira tentando ser alguém que não era.


Quando a morte finalmente chegar até mim, não quero perguntar por que ela veio.


Quero olhar para trás.


Para o menino que fui.
Para o homem que tentei me tornar.
Para tudo que perdi.
Para tudo que amei.
Para cada versão de mim que precisei abandonar para chegar até aqui.


E então talvez eu consiga dizer, pela última vez, sem filosofia, sem personagem, sem título e sem nenhuma necessidade de parecer maior do que fui:


Meu nome é Jefferson Marconis Lima Silva.


Eu estive aqui.


Eu amei algumas pessoas.
Algumas ficaram.
Outras viraram memória.


Eu tive medo.
Eu errei.
Eu recomecei.
Eu escrevi.
Eu sonhei coisas grandes demais.
Eu mudei.
Eu vivi contradições que jamais consegui explicar completamente.


E, mesmo sabendo desde o início que perderia para o tempo, continuei.


No final, talvez eu não queira deixar uma grande resposta.


Talvez queira deixar apenas uma pequena prova:


eu existi.


E enquanto existi, tentei transformar o pouco tempo que recebi em alguma coisa que tivesse a minha forma.


Então, quando chegar a minha hora, o mundo continuará.


O sol nascerá sem mim.
Alguém estará rindo em algum lugar.
Uma criança estará começando uma história enquanto a minha termina.


E tudo bem.


Porque eu nunca precisei ser eterno.


Eu só precisava estar verdadeiramente vivo enquanto ainda era a minha vez.


— Jeff Marconis

Nós não devemos ser melhor do que ninguém, mas sim melhores do que o nosso eu do passado...
Seja o seu melhor futuro