Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Hoje eu te deixo ir com a certeza de que não volto mais. Meu coração está em paz por saber que lutei a cada minuto, e que me machuquei até demais tentando fazer a gente dar certo. Talvez esta seja a minha última mensagem para você, então, mais uma vez, obrigado por ter entrado na minha vida e por ter me ensinado tanto.
Levo comigo as lembranças boas e o aprendizado de que, às vezes, amar também é saber a hora de soltar a mão. Desejo, do fundo do meu coração, que você encontre a felicidade que busca, assim como eu seguirei agora em busca da minha. Sigo meu caminho com carinho pelo que fomos, mas com a convicção de que o nosso amor termina aqui. Adeus, e cuide-se.

Hoje, eu abro mão daquilo que mais amei. Não por falta de querer, mas por não ter mais onde buscar forças para lutar nesta batalha de um homem só. Eu te entrego ao destino com a alma em pedaços, mas com o peito limpo de quem sangrou cada gota de esperança tentando resgatar o que restava do nosso amor.
​Dói — e como dói — admitir que o meu amor, por mais vasto que fosse, não foi o suficiente para nos manter de pé. Saiba que, em cada batida frenética do meu coração, houve um grito pelo seu nome. Você foi o meu sol e a minha tempestade, o meu cais e o meu naufrágio. Te deixar ir é o sacrifício mais lancinante que já fiz por mim — e, acima de tudo, por você.
​Obrigado por ter sido o meu capítulo mais intenso; por ter me mostrado a beleza do céu e a agonia do abismo. Eu te amei com uma força que as palavras são incapazes de alcançar, e é justamente por esse amor devoto que eu, finalmente, aceito o nosso fim. Que a vida te conceda a paz que eu não soube dar, e que o tempo cure em você as feridas que eu não pude consertar.
​Adeus, meu grande e eterno amor. Sigo só, mas sigo inteiro... por um dia ter sido, inteiramente, seu.

A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.

Eu aprendi que deixar ir não significa esquecer, mas sim guardar o que vivemos em um lugar onde o tempo não alcança.
​Quero que você saiba que, não importa para onde seus passos a levem, você nunca estará realmente longe de mim. Você se tornou como a luz de uma estrela: mesmo que o sol apareça ou que as nuvens cubram o céu, eu sei que o seu brilho continua lá, iluminando o meu coração.
​Por que não choro agora? Não é por falta de sentimento, mas porque descobri que o que construímos é verdadeiro. E o que é verdadeiro não morre; permanece vivo, vibrando em cada lembrança. O tempo pode levar os dias, mas não consegue apagar o que temos.
​Você pode até pensar que o nosso ciclo terminou, mas a verdade é que:
​Você está aqui, em cada pensamento meu.
​Você está aqui, nas batidas do meu coração.
​Nenhuma distância é capaz de nos separar de verdade, pois você faz parte de quem eu sou. Siga o seu caminho com a certeza de que você estará bem. E eu? Eu estarei aqui, guardando o nosso amor com todo o carinho do mundo. Até que a vida nos traga um novo capítulo, meu amor e meu respeito por você continuam intactos.

Eu me perco em mil perguntas que não tenho coragem de fazer em voz alta. Quando estamos juntos, sinto que há um universo inteiro atrás dos seus olhos e me pergunto se eu realmente faço parte dele ou se sou apenas um amor passageiro.
​Você se olha no espelho e vê a mesma coisa que eu? Ou será que, lá no fundo, está pensando em outra pessoa, comparando toques e promessas? Dói pensar que o amor pode ser apenas composto por palavras que você usa para preencher esse medo que sente.
​Eu fujo do seu toque porque tenho medo da força que ele exerce sobre mim. Amar você me deixa no limite, entre a lucidez e a loucura. Sei que você enxerga o amor como algo que pode ser descartado e quebrado quando não serve mais, e é por isso que eu recuo. Tenho medo de estar por perto quando você decidir que o nosso tempo acabou.
​Dizem que o amor morde, que ele sangra e nos deixa de joelhos. Sinto cada uma dessas feridas. Quando estamos juntos, às vezes sinto você em outro lugar, como se estivesse apenas encenando um papel. O que acontece quando você acorda? Você vai embora ou decide ficar e levar isso a sério?

Eu guardo a minha empatia para quem é vítima da ignorância, não para quem escolhe se fingir de cego só porque a mentira do pastor soa bonita.

Se o teu coração também me chama, eu não sei. Mas o meu continua respondendo apenas ao teu nome.

Eu já tentei recomeçar em outros braços, mas meu amor tem o seu formato exato e não cabe em mais ninguém.

Eu não sei se existem outras vidas depois que a gente morre, mas gostaria de te conhecer em todas as vidas pelas quais eu passar.

Sei que os nossos desejos não controlam a vida, mas hoje eu daria tudo por uma última conversa com você em uma praça, só para conseguir traduzir em palavras os meus sentimentos mais lindos e sinceros.

Por favor, conceda-me cinco minutos de pura honestidade: se o meu amor não te convencer a ficar, eu viro as costas e sumo da sua vida para sempre.

Não tema a crueldade deste mundo, meu anjo. Eu farei dos meus braços o teu escudo e do meu abraço o teu abrigo, porque você é o meu tesouro mais precioso. Meu bem, nos dias em que a solidão parecer um abismo, lembre-se: eu estarei bem aqui, segurando firme a sua mão e enxugando cada uma das suas lágrimas.

Não tenhas medo das coisas ruins do mundo, meu anjo. Eu vou te proteger com os meus braços e te dar segurança, porque tu és a pessoa mais importante para mim. Meu bem, nos dias em que te sentires muito sozinha e triste, lembra-te: eu estarei bem aqui, segurando a tua mão e limpando cada uma das tuas lágrimas.

Eu gosto de música antiga porque ela tem pressa de sentir, não de acabar; cada nota ali é um pedaço de alguém que amou, chorou e viveu de verdade, nos ensinando que o tempo pode até levar as pessoas, mas a alma do que elas sentiram fica eterna se a gente souber escutar.

Muitas vezes eu fico me perguntando: será que a gente se sente só por não ter amigos ou porque deixou de confiar nas pessoas?

Não quero ser o seu dono e nem o seu escravo: eu quero ser o seu par, caminhando lado a lado sem que ninguém precise ditar o passo.

Se um dia eu perder a memória por completo, não chore; apenas segure a minha mão, porque o meu cérebro pode esquecer o seu nome, mas o meu coração ainda vai reconhecer você.

Querer não é poder", diz a razão, mas o amor não entende de lógica. Se eu pudesse, subiria no ponto mais alto desta cidade para gritar o seu nome aos quatro ventos, desafiando a distância e o tempo, apenas para que o mundo inteiro soubesse o tamanho do que sinto por você.

Se o fim batesse à minha porta hoje, eu não pediria mais tempo nem tentaria negociar. Eu apenas abriria a passagem, puxaria uma cadeira e diria: 'Entre, que a jornada foi longa e tudo o que eu mais procuro agora é o fim.

Dizer que eu nunca vou te esquecer não é uma promessa sobre o amanhã, mas a constatação de uma lei que já rege a minha alma. O sentimento verdadeiro não é uma história escrita na areia para o tempo apagar, e sim uma cicatriz de luz que transforma quem fomos para sempre. Mesmo que o universo resolvesse ocultar as estrelas e o sol esquecesse de amanhecer, o meu peito ainda saberia o caminho exato para te encontrar. Se a memória um dia falhar pelo peso dos anos, não se preocupe: este peito continuará batendo o teu nome, porque ele aprendeu o som da tua existência muito antes de eu compreender o significado do afeto.
Podem passar as décadas, o meu rosto pode mudar com a idade, e as estradas do mundo criar fronteiras invisíveis entre os nossos passos, mas o que significamos um para o outro está blindado contra o esquecimento. Os dias só conseguem desbotar o que foi superficial. O que é profundo vira essência. Você se tornou o compasso secreto dos meus dias, o cais onde todos os meus pensamentos ancoram e a melodia que o silêncio insiste em cantar. Mesmo que a distância force a ausência de palavras e os mapas tentem nos convencer do afastamento, eu fecho os olhos e sinto a tua alma respirando junto à minha, num espaço sagrado onde ninguém pode nos tocar ou separar.
Você não ficou no passado, nem habita apenas os meus dias atuais; você se transformou no filtro pelo qual eu enxergo o mundo. Deixar de te amar exigiria que eu me perdesse de mim mesmo, pois uma parte de quem sou hoje carrega os teus traços, o teu riso e a certeza de que, neste universo vasto e caótico, fomos escolhidos para provar que a eternidade existe. Se esse infinito for um lugar, ele tem o formato exato do teu abraço, e se o destino ousar nos afastar, eu passarei mil eras te procurando nas esquinas do tempo só para recomeçar. E se, ao fim de todas as jornadas, restar apenas um sopro de consciência no cosmos, esse eco será o meu último suspiro dizendo que te pertenço. Você não é apenas a maior entrega desta vida; você é a razão pela qual eu descobri que sou imortal.
Porque o nosso encontro não foi um mero acaso do destino, mas o próprio motivo pelo qual o destino foi criado. Amar você é a certeza de que, não importa onde o tempo nos leve ou o que o futuro decida fazer de nós, os meus olhos sempre procurarão o teu rastro na escuridão. Fomos feitos para durar muito além do fim de todas as coisas. O mundo pode parar de girar, as eras podem desmoronar, mas o laço que nos une permanece intacto, gravado na própria matéria do infinito. Eu sou teu, de forma irrevogável e inabalável, desde a primeira batida do meu coração até o último instante em que o universo se lembrar de existir. Para sempre é apenas o começo quando se trata de nós dois.