Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Na minha idade, eu posso não dar conta de mexer o caldo, mas lamber a colher! Isso eu tiro de letra...(Patife)

– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos
O meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 2004.

*Algo estranho acontece lá fora, e eu aqui dentro não consigo dormir, não sei se é saudade o desamor, mas ambos me fazem pensar, e assim vou trocando de travesseiros e revirando na cama sem ter ao menos como sonhar.*
(Saul Beleza)

Eu não acredito no que vejo,
Nem no que os olhos mostram, nem no que o mundo diz.
Eu creio no que me faz feliz,
E assim te aceito, distante, mas perto no meu riso.

Te aceito assim, longe, mas presente
Naquilo que me faz sorrir, no que me faz viver.
A distância é um espaço, mas o coração não tem fronteiras
E no que me faz feliz, você é o que eu quero ter.
(Saul Beleza)

*Estação Parada*

A saudade viaja
mesmo quando eu não saio do lugar.
Olhar preso no horizonte
bem mais longe de onde estou.

Aviões riscam o céu,
trens partem sem me levar.
Mas nenhum deles carrega
o peso que insiste em ficar.

Quis esquecer essa ausência
numa estação qualquer,
deixar a mala da falta
pra nunca mais recolher.

Mas saudade não tem bilhete,
não embarca, não some.
Ela mora no peito, não viaja, e ainda nos faz engasgar com um nome.
(Saul Beleza)

*Pretérito Imperfeito*

O meu amor não envelhece
Só envelheceu quem eu tanto amei
O cabelo branco, a pele marcada
Mas o sentir? Esse eu guardei

E o tempo não quis que eu te esquecesse
De vez, por inteiro, pra sempre
Mesmo que isso fosse pretérito imperfeito
Eu te conjugo no presente

"Eu amo"
"Eu amava"
"Eu amarei"
Todos os tempos cabem
Quando o amor não sai

Não virou passado resolvido. Virou história que ainda respira.
(Saul Beleza)

condenado sem culpa.

que culpa ela teve
se eu não soube amar?
nenhuma.
ela veio inteira,
eu vim com medo.
ela veio com tempo,
eu já vinha atrasado.
A vida foi curta
para nós dois,
e longa demais
para o que eu não fiz.
Agora carrego
o que não dei:
o amor que ficou preso
na garganta.
e ela se foi
leve,
sem culpa.
e eu fiquei,
condenado
não por ela,
mas por mim, que não soube dizer o quanto amei.
(Saul Beleza)

reclamação

eu não reclamo
por não gostar de mim.

isso eu já aprendi a carregar,
já fiz as pazes com a falta.

eu reclamo
é por gostar tanto de você assim.

por esse excesso que me transborda,
que me deixa sem sobra pra mim.

se eu me gostasse um pouco mais,
ou te gostasse um pouco menos,
talvez doesse menos.

Mas eu fico aqui:
inteiro pra você, e
metade pra mim.
(Saul Beleza)

Sem despedida


não me cobre uma despedida.
basta que eu suma da tua vida
sem deixar marcas,
sem barulho,
sem cena.
despedida é abandono que dói,
é palavra que corta,
é porta que bate.
eu prefiro ir
como quem nunca esteve,
do que ficar na tua memória,
como quem faz doer na hora de ir.
(Saul Beleza)

Não tenho um amor,
eu tenho uma companhia.
Talvez se fosse amor,
não seria assim.
Estou amando a tua companhia,
e o amor?
Ah, o amor me acompanha
ao teu lado.


(Saul Beleza)

Não posso amar sozinho.
A madrugada é fria
e eu rolo na cama vazia
sonhando contigo.
O lençol não te abraça como eu,
o travesseiro não tem aquele teu perfume que me entontece e fica jogado no piso frio e sem brilho,
e a noite...
ah, a noite não acaba sem você aqui.

*- Saul Beleza*

Eu não digo "o amor chegou".
Eu digo:
o MEU amor chegou.
Estou aqui,
olha pra mim,
meu amor.
Não é qualquer amor,
é o meu,
feito do seu jeito,
com seu nome,
com seu cheiro.
Chegou e ficou aqui,
na porta do seu coração,
esperando você abrir.

(*Saul Beleza*)

— Posso dormir aí?
— Melhor não.
Vamos nos ofender,
vamos nos ferir sem querer,
e eu não tô afim disso.
Não agora,
não assim.
A gente tem afeto demais
pra se machucar de bobeira.
Não podemos ser assim,
tão perto a ponto de doer,
tão longe a ponto de fazer falta.


Saul Beleza

Pela primeira vez eu disse não a ela.
Foi difícil,
foi dolorido,
minha voz tremeu,
meu peito doeu.
Mas eu disse.
E depois do não,
eu não morri.
Descobri que posso lutar em igualdade,
que meu não também tem valor,
que meu limite também é amor.
Pela primeira vez,
eu me escolhi.


Saul Beleza

Eu não queria escrever versos de adeus.
Deus sabe que não.
Eu queria os versos de ter ficado.
Mas ficar está longe,
é travessia,
é escolher todo dia.
E o adeus?
O adeus está raso,
qualquer pé descalço toca o fundo,
qualquer mágoa afoga nele.
Eu queria o profundo do ficar,
mas me deram o raso do adeus pra nadar.
Me ensina a ficar?
Fica comigo aqui,
só mais um pouco,
nesse banzeiro que vai deixar saudade.
(Saul Beleza)

*Vou dizer o que eu acho da vida:*

A vida não é longa demais,
nem curta demais.
Ela é do tamanho exato
do espaço que nos foi dado pra caber.
Ela não é o que deixamos de fazer.
Se fosse, todo mundo era fracasso.
Ela é o que fizemos com o que tínhamos, com o que sobrou de dinheiro no fim do mês.
E se a vida é amar,
por que tanto ódio?
Porque amar dá trabalho, Gente.
Ódio é fácil, é preguiçoso.
Amar é levantar cedo, perdoar, dividir o pão, ouvir de novo a mesma história.
Muitos escolhem o ódio porque cansou.
E gente cansada morde.
Mas eu não.
Eu com quase 65 anos ainda pergunto sobre amor.
Isso já é resposta.
Escrevo assim, então:
"A vida é o espaço que me deram,
e o amor que coube nele."
(Saul Beleza)

Eu me rendo,
não tenho renda
pra te cobrir de rendas.
Não tenho ouro, não tenho seda,
só tenho esse peito matuto
dilurido de amor.
Se eu tivesse, te vestia de renda fina,
mas como não tenho,
te cubro de ternura, carícias e
de versos e de carinho.
Que no fim, minha riqueza
é só me render pra você.
(Saul Beleza)

Não aceite um 'eu te amo' de quem não faria o mínimo esforço para insistir na relação, caso ela precisasse. @R_Drigos

as vezes eu penso que toda prova
Por nós enfrentada tinha que acontecer.
Não como um destino certo dia hora e lugar, mais como algo inevitável para crescimento e evolução do ser.

aaaai de mim se eu não tivesse passado por tudo isso, talvez tudo seria mais difícil.
E assim reflito sobre situações…
Meu passado me moldou enquanto presente. Vivo e sou minhas próprias escolhas.. mais não desisto de uma lição.

Confesso que convivo em meio aos urubus, mas não sou eu a carniça