Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Uns escondem suas histórias, em segredo. Eu as compartilho, sem medo.
Erros e acertos, na jornada, são sinais.
Não importa a origem, destinos ou fins.
Como tratamos os outros revela quem somos, afinal.
Livro: O Respiro da Inspiração
Luz que machuca
Nem toda luz cura.
Algumas só iluminam
o que eu implorava pra deixar escondido.
Ser visto é uma dor.
Ser ignorado, outra.
"Eu creio em uma igreja transcendida, superior, mantida nas almas puras, na hierarquia branca e representada pela Fraternidade Rosa-Cruz,... cuja Lei é: LUZ, AMOR, VIDA, LIBERDADE e TRIUNFO. Nosso lema divisa é THELEMA."
📖 Diário Público Oficial de Aline Caira
🗓️ 10 de julho
Hoje eu e minha filha, Theodora Anthoniella, despertamos por volta das 9h da manhã. Tivemos uma conversa leve e gostosa ao acordar, e em seguida, partilhamos nosso café da manhã — que, para nós, tem se tornado uma refeição mais robusta, quase um almoço. Isso tem nos ajudado na adaptação da rotina alimentar da Theodora, que com coragem e disciplina vem buscando alcançar sua meta de emagrecimento de forma saudável.
O dia transcorreu com simplicidade, mas cheio de paz. Ambas com saúde, graças a Deus, e nossa companheira de quatro patas, a doguinha Princess, também estava animada e bem.
À noite, fomos à missa na Paróquia São Pedro. Foi um momento de profunda emoção e comunhão. A celebração foi fraterna, acolhedora, repleta de abraços sinceros — senti a presença de Deus em cada gesto, em cada olhar. Me emocionei tanto que por um instante perdi as palavras. O ambiente estava repleto de unção, amor, bondade... uma verdadeira manifestação da graça do Pai Altíssimo. Foi um culto de união e espiritualidade que ficará gravado no meu coração.
Após a missa, como forma de carinho e partilha, levei minha filha para comermos pizza na Pizzaria Castelo. Confesso: não estávamos mais suportando o bom e velho miojo. Escolhemos uma brotinho de frango com catupiry, acompanhada de suco de uva para ela e uma Coca-Cola para mim. Foi um pequeno passeio, mas para nós duas foi um alívio, uma pausa do recomeço que temos vivido — cercadas de caixas, no meio da mudança de lar, entre cansaços e esperanças.
Sim, eu comi pizza. Guardei os medos por uma noite, e celebrei o presente. Fiz parceria com minha filha, rimos, conversamos, nos reconectamos. Às vezes, o milagre está em pequenos gestos.
Voltamos para casa a pé. O frio me cortava como lâmina, mas o calor do momento vivido me sustentava. Ao chegar, tomei um banho quente, me agasalhei e preparei uma vitamina. A sensação foi de acolhimento, de cuidado comigo mesma.
Sigo firme, acreditando que as promessas de Deus vão se cumprir. Ele é bom o tempo todo.
E deixo aqui minha prece:
> Que Deus abençoe cada um de vocês,
que suas famílias estejam envoltas em paz, harmonia, fraternidade e comunhão.
Que o amor seja o elo mais forte da vida.
Existe uma pessoa na qual eu amei muito a anos atrás e mesmo dps de tanto tempo eu ainda o amo tanto.
Porém um dos motivos pelo qual paramos de se falar foi eu ter namorado outra pessoa mesmo amando dele, até tentei correr atrás mas fui totalmente ignorada por ele.. e mesmo dps de anos eu ainda o amo tanto e sinto que espero por ele todos os dias.
Muita das vezes quando eu começava a conhecer alguém, eu me machucava pq ainda amava ele e consequentemente eu machucava todas as pessoas as quais eu cheguei a me envolver pois apenas ele ficava em meus pensamentos, e por mais que eu conheça alguém sinto que eu jamais amaria alguém como eu amei aquele menino.. e por isso eu n consigo entrar em relacionamentos pois ainda me sinto tão apaixonada por ele mesmo dps de 5 anos.
Eu concordo com isso também. O certo, lógico, racional e óbvio, é que o ideal — e até mesmo salutar — seria que morrêssemos, sim, mas de forma que nenhum vício fosse o causador disso.
Procura, então, a satisfação de ver os teus vícios morrerem antes de ti.
Eu segui seu conselho.
No meio da minha dor, quando a cabeça era um labirinto e o peito só sabia gritar em silêncio, eu escrevi.
Mas o que saiu de mim não foi autoajuda. Foi autoexposição. Foi verdade crua. Foi carne rasgada em verso.
Lancei seis livros que não prometem cura — só companhia no caos. E três infantis, porque até a infância às vezes precisa de abrigo.
Então, obrigado por me empurrar pra dentro da escrita.
Não virei guru. Virei espelho rachado.
E hoje, as palavras que eu sangro servem pra quem também já cansou de ouvir que “vai passar” sem saber quando.
Eu fiz um pacto em que só Deus pode me usar. Em troca de reparar o meu passado. Porque existe uma enorme diferença em "impressionar pessoas" e "impactar pessoas". Impressionar foca na aparência; Impactar foca na essência.
eu percebi no vínculo mais próximo de um parente de sangue a frieza de um defunto,
É interessante o homem gostar de parecer ser bom para amigos e cruéis para os parentes mais próximos. onde mora a nobreza de esnobar o irmão da sua própria casa e tratar como um rei uma pessoa que não tem vínculo sanguíneo algum com você. o Que Deus falaria pra vc no dia do embate? pense nisso.
Ao assistir o vídeo, vi a minha realidade. Aos 18 anos, eu estava preocupado em me curar dos traumas, tentar sobreviver ao caos e trabalhar. A partir dos 20, meu foco era simplesmente não morrer por causa dos traumas da infância e da juventude — fui lutando para conquistar meu espaço e, para isso, tive que estudar e trabalhar. Consegui ser aprovado em um concurso de nível superior e, aos 30, os traumas ainda estavam lá, mas mais fracos. Aos 34, consegui perder o medo. E, com quase 20 anos de terapia, finalmente consegui verbalizar certas coisas. Isso me fez mais feliz. Tirar a mágoa dos problemas foi libertador.
Servo do Eu
Seu vício alimenta-te, matéria corporose,
Esquece-te de teus movimentos,
Pois já não és senhor de ti — és servo do eu que te devora.
Teus olhos veem, mas já não contemplam,
Teus passos seguem, mas não mais escolhem.
És arrastado por correntes invisíveis,
Que tu mesmo forjaste, dia após dia.
O desejo vestiu-se de rei,
E tu, súdito fiel, curvado ao trono do hábito.
O espelho já não te reconhece,
Pois o reflexo é de um estranho sem vontade.
Corpo e mente em guerra silenciosa,
Onde o grito da razão é abafado
Pelo sussurro doce da repetição.
És o que repete. És o que consome. És o que se apaga.
E ao fim do ciclo, se fim houver,
Resta a dúvida sussurrada ao silêncio:
Quem é teu dono?
Ou foste tu quem se deixou possuir?
Entendi e aceitei que chegou o dia de me despedir de tudo, inclusive das minhas mémorias,
eu teria feito de tudo por você,
eu teria feito de tudo pra você.
Não me refiro a fotos em rede social ou promessas vazias,
me refiro a ter e fazer uma vida dedicada a você e a nós, com planos reais.
Tentei fazer tudo por você, tudo que pude, eu te queria demais, te amei demais, desde sempre.
Fiz de tudo pra ser notada, menti pra chamar sua atenção, mas já sentia que jamais te teria quando escrevi que você não sabia ou não podia ou não queria..
Eu já vivi o amor
E com o amor da minha vida...só queria ter tido mais tempo.
Provar que é real e fazer acontecer nessa vida.
NARRATIVA TRUNCADA (soneto)
Muitos versos, por certo, me cantaram
por certo, muitos sonetos eu segredei
alguns poemas, cadências me soaram
desses, ilusões no sentimento guardei
O choro e o riso na rima entrelaçaram
ritmo e desordem na inspiração operei
de os desencontros que me abraçaram
sussurros, os suspiros, também, notei
Promessa e jura. As estrofes disseram
e os versos sofrentes as dores fizeram
ah, se errei, não importa, pois tentei!
Mas sinto ainda no versejar inquieto
um estilo que não acho no alfabeto
pra narrar aquele amor, que susterei.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 julho 2025, 18’52” – Araguari, MG
Tentaram me machucar.
Tentaram me enlouquecer, me ferir, me destruir.
Mas esqueceram… que eu já havia morrido por dentro
no dia 11 de setembro de 2001.
Enquanto o mundo assistia em choque às Torres Gêmeas desabando,
eu desabava por dentro.
Fui deixada sozinha, sangrando num hospital, entre a vida e a morte.
E naquele lugar frio e indiferente, meu filho partiu.
Esqueceram que o que manteve meu corpo em pé
foi a alma despedaçada… sustentada pelo amor.
Mesmo fraca, quase sem vida, eu fui.
Fui registrar o nome do meu filho —
um nascimento que durou um sopro,
seguido, no mesmo instante, por uma certidão de óbito.
No velório, enquanto o mundo seguia alheio à minha dor,
eu cheguei até ele.
Arranquei uma a uma as flores que cobriam seu corpinho.
Tirei com minhas mãos a roupinha que eu havia comprado com tanto carinho
para levá-lo para casa nos braços —
e, em vez disso, o acolhi em meus braços no silêncio do luto.
Aproximei-o do meu colo, encostei-o aos meus seios,
que ainda carregavam o leite da vida.
O calor do meu corpo encontrou o frio da morte.
E naquele instante… todo o amor do mundo gritou em silêncio dentro de mim.
Beijei sua testa gelada com a ternura de quem ama além da vida,
além da carne, além do tempo.
E o devolvi ao seu pequeno caixão, com as mãos trêmulas
e a alma em pedaços.
Essa foi — e sempre será — a dor mais cruel que um ser humano pode suportar:
amar profundamente… e ser forçado a sepultar.
--
Essa é a minha história.
Eu sou Aline Caira.
E o nome do meu filho que partiu era Hanthony Savilly.
Enquanto o mundo chorava pelas Torres Gêmeas,
eu chorava pelo meu mundo que havia desabado dentro de mim.
Ele ainda mora no meu perfume
Às vezes eu me pego passando o mesmo perfume de quando ele me abraçava.
Não é pra ele sentir… é pra mim lembrar.
Porque tem cheiros que viram presença.
E mesmo sem corpo, ele ainda parece estar aqui.
No ar. Na pele.
No jeito que meu coração acelera só de pensar nele.
Tem amor que não precisa voltar pra continuar existindo.
E quando vc se vai, o meu coração vai junto.
E quando a porta se fecha, eu fico pensando,
será que haverá um novo beijo, um novo abraço um eu e vc dividindo o mesmo espaço?
Porque os meus medos dizem:
qual será a forma que ele quebrará seu coração?
Qual será o motivo pra partir? Qual será o dia de você ir?
Eu sei, você disse que não me magoaria e que sem motivos jamais partiria,
que eu não deveria pensar essas coisas.
Mas meus medos dizem:
Qual será a sua decepção?
Quando ele rejeitará seu coração?
Se prepare para o tempo ruim, se prepare para o fim.
Você é o dono do meu coração
Com você me sinto única.
A minha mente está repleta de retratos seus e de mais ninguém.
Com você me sinto bem, me sinto completa.
Mas meus medos dizem:
Será que o seu coração é somente meu?
Será que o passado te roubará de mim?
Será que sou boa o suficiente assim?
Pra merecer um amor tão lindo e bom aqui?
Os meus medosdizemedizem.
Ter o que sou
Na bagunça do meu eu
Tropiquei na montanha de apreços acumulada pela minha estima.
Caído
Do lado de la vi a verdade
Do alto da colina de roupas gastas porém lavadas avistei um ser novo tentando se ajustar
Me despi do preconceito e das crenças que foram enraizadas por pura inabilidade de não querer permanecer onde não cabe o que eu sonhar ou apenas sonhar
Meu olhar já não turvo
Maduro e seguro com muros
Que não só me limitam mas também protegem do mal pensar
Portas se abrem pra que você também me enxergue
Assim como estou
Tudo que sou
Ressoa no eco da vida
Estanco com sabores novos a ferida
Ela se intriga
Mas degusta novas experiências
Organiza o que gosta
E nem sempre posta
O que me a fez amar
Contudo arrumado
Na mala que chamo de pensamento
Não está mais ao relento
As mazelas que em Renascimento
Beleza e formosuras fizeram organizar
Amor
Esperança
Sincronizados pela fé
Que no momento resgataram
Para ter o que sou
E mais nada pesado nessa viagem
tranquila decidi comigo carregar.
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