Eu Errei me Perdoa Poesia
Acordado sonhei
Sonhei dormindo
Acertei e errei
A vida foi seguindo
Ao sonho falei
Me calei, outros sonhos foram surgindo
Novamente sonhei...
Sei bem tudo que já errei,
mas errei querendo acertar,
a vida ensina e agora sei,
com ela não posso brincar !
Aluno: Mestre, errei muito no passado e isso me atormenta.
Mestre: "Não deixe que o erro do seu passado seja juiz e carcereiro de sua própria consciência."
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
A GENTE
Eu e tu: soneto e eu, poética repartida
Em duas estimas, duas estimas numa
Aí sentida. Tu e eu: ó versejada vida
De duas sortes que em uma só resuma
Prosa de partilha, cada uma presumida
Da alma contida, conferida... em suma
Essência na essência, sem que alguma
Deixe de ser una, sendo à outra medida
Duplo fado sentimental, a cuja a sina
Que na própria paixão cada uma sente
A sensação dum aquinhoar da emoção
Ó quimera duma poesia integralmente
Que infinitamente brote da inspiração
E, suspire na inspiração infinitamente...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26, agosto, 2021, 11’03’ - Araguari, MG
" Talvez eu esteja te dando amor demais,
Talvez eu esteja exagerando demais,
Talvez eu esteja te mimando demais,
Talvez isso mude um dia…um dia."
Confesso que eu acordei triste, sem
Vontade para ligar o celular, ver TV
E até de te ver, e talvez seja por que
Hoje descobri que mais que cansada
Ou estressada estou é decepcionada,
Por ceder tudo e receber quase nada!
Guria da Poesia Gaúcha
Eu quero falar de amor, só que tá difícil,
Eu não sei se essa é a hora certa ou
Talvez não seja tempo pra isso.
Alô, quem tá falando é o grande amor da sua vida
Eu pensei em você até dormir
E quando eu percebi que isso não tinha mais saída
Você me segurou pra eu não cair
A gente poderia recomeçar, não sei
Você não sabe também
Mas eu sei que sabe que o que eu tenho nenhum deles tem
Esquece esse otário, ok?
Só eu que te faço bem
Não adianta me dizer que não, que eu sei que você vem
(JayA Luuck)
E eu virei refém do seu jeito
Não, não, não, não tem mais defeito
Sempre que ela vem tá perfeito
Se quiser ficar na minha vida pra sempre eu aceito
Eu tô voltando pra casa, vou morar nos seus beijos
Vou viver nos seus olhos, surfar nos seus cabelos
Desbravar os seus sonhos, desvendar seus desejos
Vou fazer de tudo pra você não me deixar
E o mais sinistro é que tu sabe que elas me quer
E eu sei que eles te quer, mas nós dois só se quer
A medida do amor é amar sem ter medida
Por isso eu te amei muito, mulher
Quebrei a cara confiando em amar e você me ensinou como é
Me entreguei nessa ilusão, fui cobaia nessa palhaçada
Não vou mais me apaixonar, vou viver na revoada
Sem me preocupar com picuinha na internet
A vida é melhor quando é vivida e não é exposta
Eu não quero buchicho, eu só quero dinheiro
E um amor tranquilo pra ficar da hora
[MC Hariel]
Não te garanto que esse caso é pra sempre
Mas até o momento eu não quero mais ninguém
[MC Cabelinho]
Seu amor tá comigo, ele tá bem guardado
Eu não te esqueço nunca, por que é tão complicado?
Que eu sou poema e problema pra tua vida, sua metida
Tu é santa ou minha malvada favorita?
Poeira poética do doloroso amar
Eu achava
que entraria em sintonia com o amor.
Você seria a melodia
da minha poesia empoeirada.
Mas ela vai ficar guardada.
De.novo.
Já que você
será o ritmo
para os ouvidos dela.
E eu desconfiei...
te ver amar.
Me enganei
imaginando ver
o seu amar em mim.
Me dói.
Uma dor familiar.
Uma história velha,
com protagonista novo.
Me dói o coração:
falhar no amar
mais uma vez.
