Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Viagens na minha Terra

O marquês do F¹.
(F¹ - D. Domingos Antônio de Sousa Coutinho.)

Foi um dos homens mais extraordinários e português mais notável que tenho conhecido, aquele fidalgo. Era feio como o pecado, elegante como um bugio, e as mulheres adoravam-no.

Fazer o bem
É sempre bom
Paz no 💓


Antônio Peregrino Corrêa Portugal

A esperança está na inocência dos corações que queimam e enxergam mudança.


Fernando Antonio Almeida Ferreira

O pobre não quer ser rico; o pobre quer que o rico seja pobre.
- Cassamo António Novela

A Guardiã dos Avisos Ignorados

Por Ramos António Amine, Professor de Filosofia

Nada estava visível naquela noite. Mas algo pairava, em surdina, nas pequenas coisas que costumamos ignorar: a Guardiã dos avisos ignorados.

Uma alta dirigente distrital decidiu partir para a cidade a fim de passar a quadra festiva junto da família. Fora avisada de que a lei não concede diferimentos favoráveis a viagens impulsivas de quem detém autoridade. Ainda assim, escolheu ouvir o coração pois, em tempos festivos, o coração costuma falar mais alto do que a norma. A regra foi relegada ao segundo plano, dobrada e esquecida, enquanto à frente da dirigente seguia apenas o desejo de estar entre os seus.

Não faltou quem tentou dissuadi-la. Não com gritarias nem com processos disciplinares, mas com a frieza de quem conhece o peso da responsabilidade. O aviso foi simples e claro: quem serve o distrito não deve servir-se dele sem consequência. Contudo, a decisão já estava tomada. Quando o poder se habitua a mandar e passa a ouvir apenas a si próprio, aprende também a ignorar os avisos.

Naquele dia, apesar de esburacada e lamacenta, a estrada comportou-se silenciosa, como sempre é a Guardiã dos avisos ignorados.

No caminho, o mundo cobrou o preço da decisão. O irreparável sucedeu. Um corpo ainda marcado pelas ressacas das vésperas atravessou a estrada e, num instante, tudo se desencadeou: decisão em absurdo, movimento em culpa, pressa em tragédia, quadra festiva em luto. A estrada manteve-se indiferente, enquanto uma vida se despedia sem temor nem tremor.
Em delírio, a dirigente recorreu ao gesto mais antigo do mundo moderno: ligou para casa. Do outro lado da linha, o marido correu para socorrer quem amava. Mas o absurdo: hóspede discreto da condição humana, ainda não havia concluído a sua obra.

Ao calçar os sapatos à pressa, o marido foi mordido por uma cobra, escondida onde ninguém espera a morte: no abrigo quotidiano do pé. Assim, num só encadeamento de factos, uma decisão tomada no distrito gerou tragédia na estrada; a tragédia clamou por auxílio; e o auxílio quase gerou outra tragédia. Nada disso constava nos planos da dirigente. É assim que o absurdo opera.

Houve conspiração? Intenção malévola visando a sua queda? Não se sabe. Sabe-se apenas que houve consequência. A exceção aberta à interpretação da lei abriu caminho; a pressa acelerou; e a Guardiã dos avisos ignorados, amontoada nos sapatos, respondeu como sempre: silenciosa, inevitável.

Talvez seja isso que mais nos vulnerabiliza: o mundo não castiga, apenas responde. Responde ao orgulho, à arrogância institucionalizada, às escolhas impulsivas, ao descuido, à crença perigosa de que o cargo nos coloca acima da lei, dos outros ou do absurdo.

Na origem desta tragédia esteve uma decisão. No fim, restou a estrada.

E a estrada resta sempre para ensinar, sem alarde, que o poder é efémero, que a vida é um sopro e que o absurdo nos acompanha justamente onde julgamos estar seguros: na exceção que toleramos, na viagem que consentimos a nós mesmos, no otimismo que nos dispensa da prudência.

Enquanto os homens celebram datas e inventam hierarquias, a natureza permanece silenciosa e atenta, indiferente às nossas justificações. E a Guardiã dos avisos ignorados, paciente, continua onde poucos ousam procurar: no intervalo entre avisos e a decisão.

⁠Nós somos pó estelar
que o vento sopra na vida.

Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
18 agosto 2024

Itá


De Gaurama passando
por Santo Antônio,
Três Arroios e Dourados,
foi aberta uma picada
para dar abertura aos sonhos
as margens do Rio Uruguai
que abrigou ali colonos
e assim ergueu orgulho brasileiro.

Batizada de Itá pelo caboclo
Luís de Campos,
Pedra fundamental és
e pedra para todo
o sempre em tupi-guarani,
Torres da Igreja em meio
as águas é assim que lembro de ti.

Neste meio do Vale do Rio Uruguai
quem um dia vai sempre volta para ti;
Do ciclo da cachaça a energia,
és a minha Itá amada e minha alegria
que desta água que conheci,
nadei, provei e jamais me esqueci.

Mamãe um dia me Disse; Antônio Carlos toda mulher gosta de um homem irreverente e bem humorado, mais um palhaço nenhuma mulher gosta. Toda forma irreverente de se comportar quando bem controlado e moderado, pode alcançar ótimos resultados!!

Sinal da Cruz.
Meu glorioso Santo António, em sua força bendita, ajudai-me nesta jornada, para que eu possa conseguir (fazer o pedido);
com o seu cordão de prata, que traz em sua cintura, prender o que eu desejo, até que venha às minhas mãos,
sem prejudicar os meus irmãos.
Mesmo com as minhas necessidades, mostrai-me o caminho a seguir, na vontade de Deus.
Se estiver no meu caminho alguma cilada, desmanchai-a e o mal nele estiver por Vós será destruído, com a permissão do Pai,
pelo Vosso poder e merecimento, meu glorioso Santo António. Assim seja.

Nota:Fazer esta prece, ao meio dia em ponto, e às seis horas da tarde com uma vela acesa, três dias seguidos,
rezando um Pai Nosso e uma Avé Maria.

Inserida por AlguemOff

ALMA DA ÁFRICA,ALMA DO BRASIL

A narrativa de Antonio Olinto em seus romances africanos começa, em A casa da água, como uma enxurrada. Não há introdução, preparativos, prolegômenos. O leitor literalmente mergulha, já na primeira frase, em uma enchente. É a metáfora que conduz o discurso, uma recuperação moderna da narrativa sinfônica. Olinto escreve como quem conta uma história ao pé da fogueira na noite da África ancestral. Enumera os usos e costumes, o sincretismo religioso, os procedimentos curativos, o folclore, o cotidiano das casas e das ruas, mas principalmente localiza o leitor, pondo e transpondo pessoas, com enorme habilidade, em lugares de aqui e de acolá, do Piau a Juiz de Fora, do Rio à Bahia, do Brasil à África. Mas, se o espaço tem destaque na linguagem, o tempo é etéreo. Tempus fugit. A primeira referência temporal só se dá por volta da página 200, quando se menciona a guerra. "Mariana achava ingleses, franceses e alemães tão parecidos, por que haveriam de brigar, mas deviam ter lá suas razões." Somente ao final do livro uma tabela de datas vai esclarecer de que tempo histórico se está falando. E aí está: o tempo cronológico não tem importância.

Os achados de linguagem são tocantes. Logo à página 20, damos com esta preciosidade: "As mulheres ficaram com receio de olhar para fora e puseram os olhos no chão, Mariana, não, Mariana comeu o prazer de cada imagem." À página 58, outra: "Maria Gorda pegou-a no colo, começou a falar, tinha uma voz boa e gorda também." E à página 64: "A alegria dominou durante outra semana ainda o navio, mas foi-se diluindo em pedaços cada vez maiores de silêncio." É a voz soberana do narrador, simples, despida e precisa, fazendo um registro. Sem avaliações morais ou moralistas. O padre José que bebe cachaça, a matança cerimonial, a fornicação sem vergonhas. O livro é a pauta da vida. Desenvolve-se. Evolui, como um navio que avança pelas ondas franjadas. O livro é a vida, em seu processo, sujeitando as pessoas pela tradição, cultura, pela dinâmica própria. Um relicário da prodigiosa observação desse autor que funde ficção e memória em uma liga só, emocionante
A Casa da água foi lançado em 1969 e serviu de esteio para os outros dois livros da trilogia (O Rei de Keto e o Trono de Vidro). A análise da alma africana, e por extensão da alma humana, é preciosa, no texto de Antonio Olinto. Mas não está em fatos pitorescos ou nas anedotas. Está nos refrões, pregões, imprecações. Vejam esta frase: "Ele tinha boa cara, os lábios, grossos e fortes, formavam um sorriso lento, que demorava a se formar e demorava a se desfazer." Outra: "O pai revelou-se um homem baixo e muito gordo, a boca se esparramava como a de um sapo, ria uma risada enorme e demorada."
A trilogia do acadêmico Antonio Olinto é um compêndio sobre costumes de um povo que passou muitos anos lutando para manter a sua identidade. Assim, a pretexto de falar da alma da África, o autor fala da alma do Brasil. O fio condutor é Mariana, errante e errática, miscigenada e híbrida, suspensa entre dois mundos, como a água do mar, a água da enchente, nessa torrente de vida. Mas uma mulher firme, empreendedora, justa. Uma brasileira. A frase de Mariana, ao batizar a sua loja, comprada com o trabalho de uma vida, de Casa da água, foi esta: "É que eu comecei a ser eu depois que fiz um poço." Anos mais tarde, ela diria (página 59 de O Rei de Keto): "A coisa mais importante que fiz foi abrir um poço em Lagos quando era moça." Quanta densidade em duas frases!
Aqui e ali, a voz do autor se deixa evidenciar, numa cuidada intervenção da primeira pessoa. São apenas dois ou três verbos em cada volume, com desinência voltada para o eu. Artifícios de um habilidoso processo de construção da narrativa.

A um homem que viveu a África, como adido cultural na Nigéria, escolho a boa tradição iorubá, e termino este artigo com um oriki, como faz o autor no seu romance: ó Antonio Olinto, tu que ensinas a ver e a julgar, que estás no teu merecido lugar no cenáculo da Academia Brasileira de Letras, que escrevas muito e que teus escritos sejam recebidos com alegria pelos nossos corações, para sempre. Porque tua obra, nobre escritor, é como tu: tem a energia do trovão, a sabedoria dos nossos ancestrais e a serenidade do mar calmo.



Jornal da Letras, edição de setembro de 2007

Inserida por fraseschalita

ÀS VEZES
Autor: Antônio Ademir Fernandes

Às vezes me ponho a pensar neste amor
Que brotou em meu coração por você
Sem mais nem menos me apaixonei
E eu mesmo não consigo entender
Você se enraizou no meu coração
Tomou conta dos meus pensamentos
Fico aqui a imaginar será que você
Merece todo meu sofrimento.
Choro noite e dia tudo em vão você
Jamais vai secar minhas lágrimas
Nem notar minha presença
Às vezes passam dias e não te vejo
Você nem imagina minha dor tão imensa
Você nem passa em minha frente
Virei uma pedra em seu caminho
Você tem medo de passar e tropeçar
E cair e se machucar nos espinhos
Talvez você nem mereça o que sinto por você
Nem a amizade que a ti dediquei
Todo o amor que queria te ofertar e todo um
Mundo de amor que sonhei
Você não quis e em outros braços procurou
Um amor melhor
Você não quis nem se quer me ver feliz ao
Seu redor
Vou seguir meu caminho, vou procurar outro destino
Que me faça feliz
Jamais te esquecerei, por favor, nunca se esqueça que
Eu sempre te quis.

Inserida por antoniofernandes

Treze

Vou ascender uma vela para Stº Antonio
Para me livrar dos homens medonhos
Dos casados e enrolados
Vou ascender uma vela para Stº Antonio

Ah! St Antonio livrai - nos de todo mal
Dos machistas e dos feministas
Livrai do mal capital
E das estrelas perdidas

Livrai - nos da escravidão:
A propriedade móvel que dá prazer
Livrai - nos do nosso coração
A liberdade é o nosso prazer

Antonio Santo ,
Nesse dia treze
Esqueci da simpatia
Que uma velha amiga de dizia...

Treze é o numero dos barbudos
Dos homens de esquerda
Simplesmente cairão em meio às laminas
Que compraram - te um dia?

Ah! Stº Antonio livrai - nos desses
Que pela direita
Deixam cair suas barbas
Já perdidas... à esquerda homens!

Inserida por JaquelineFerreira

a terra é estéril,
a arca vazia,
o gado minga e se fina!
António, é preciso partir!
A enxada sem uso,
o arado enferruja,
o menino quere o pão; a tua casa é fria!
É preciso emigrar!
O vento anda como doido – levará o azeite;
a chuva desaba noite e dia – inundará tudo;
e o lar vazio,
o gado definhando sem pasto,
a morte e o frio por todo o lado,
só a morte, a fome e o frio por todo o lado, António!
É preciso embarcar!
Badalão! Badalão! – o sino
já entoa a despedida.
Os juros crescem;
o dinheiro e o rico não têm coração.
E as décimas, António?
Ninguém perdoa – que mais para vender?
Foi-se o cordão,
foram-se os brincos,
foi-se tudo!
A fome espia o teu lar.
Para quê lutar com a secura da terra,
com a indiferença do céu,
com tudo, com a morte, com a fome, coma a terra,
com tudo!
Árida, árida a vida!
António, é preciso partir!
António partiu.
E em casa, ficou tudo medonho, desamparado, vazio.

Inserida por gtrevisol

ANTÔNIO - Conheceis-me mui bem; por isso mesmo perdeis tempo apelando desse modo para a minha afeição. Além de tudo, pondo em dúvida o meu devotamento, muito mais me ofendeis do que se houvésseis malbaratado tudo o que possuo. Basta dizerdes-me o que é necessário que eu faça, o que julgardes que só pode ser por mim realizado, e eis-me disposto para tudo fazer. Falai, portanto.

Inserida por pandavonteese

SANTO ANTÔNIO

Antanho ímpar,
Anel sem par.
Agora? Antônio glória!
Amém! Unir o par.

Inserida por manoelserraosilveira

Existiram dois grandes "de Moraes", Antônio Ermírio de Moraes e Vinícius de Moraes.
Antagônicos, ambos estavam certos! Cada qual com sua forma de ver o mundo!

Garotos idiotas!!
Hoje,percebi que os garotos são todos iguais uns se chamam Antônio e outros se chamam luiz,mas o meu coração é que diz,que a ilusão é acreditar que se passar qualquer rabo de saia eles não vão notar!!😑

Inserida por nycole_jenifer

QUANTOS APELIDOS!

Antonio de Chã de Areia,
Antonio de Biu de Nô,
Antonio de D. Maria,
Antonio Vereador,
Antonio de Pilar,
Antonio da Cristã,
Antonio da Assembleia,
Antonio da Informática,
Antonio escritor,
Antonio de Neide,
Poeta do Amor!

Inserida por Antonio_Costta

Quem casa pelo Santo António tem mil anos de perdão.

Inserida por AntonioPrates

Como certo dia, O Grande Poeta, António Aleixo; numa linda quadra disse:

“Há tanto burro a mandar;
Em homens de inteligência;
Que às vezes fico a pensar;
Que a burrice, é uma ciência!”

Sobre essa grande verdade/razão, aqui deixo este recitar:

Que pena neste viver, tal se dê;
por tamanha injustiça em tal tão ter;
porque ser mandado, por quem não vê;
é mágoa, que fere; por tão doer!...

Doer, por ver no faltar da prudência;
da caridade e da pura humildade;
mandar, até na Pura inteligência;
por tão “sortuda”, cá; ser a maldade!...

Por tal, o António achou; e viu ciência,
no julgar da humana, “Chico espertice”;
que por cá põe, tanto burro a mandar!...

Em tanto ser de grande inteligência;
que por tal ter, pra tal; tal “malandrice”,
em si; por seu querer, não tem lugar!!!

Com a: de um por HONESTIDADE, ser “mandado”; mágoa,

Inserida por manuel_santos_1