Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Eu vou morrer sem entender essa vontade descontrolada, e quase desesperada, que grande parte dos ateus tem, de tentar (em vão) provar a não-existência de Deus...
Por que se incomodam tanto com um Deus que "acreditam piamente" não existir?
Neste mundo de escravizadores, de escravos, de manipuladores, de manipulados e afins, que eu nunca receba um prémio por me ter portado bem, nem depois de pensarem que estou morto.
Senhor, dá-me sabedoria
para nunca tomar decisões precipitadas.
Mas que eu sempre procure te ouvir,
indicando-me o caminho a seguir.
Eu sempre preferi a companhia das pessoas mais velhas, desde pequena...
Quando criança, muitas vezes deixava de brincar pra ficar no meio dos adultos, escutando os casos, histórias engraçadas (ou não), entre outros papos que aguçavam a minha curiosidade e também minha ânsia em tornar-me adulta.
O mundo adulto, para mim, era encantador... Eu admirava os mais velhos, me divertia e aprendia com eles.
Meus pais e tios costumavam se reunir aos finais de semana para jogar buraco. Não tinha diversão melhor para mim! Ficava sentadinha na mesa só observando (e aprendendo) o jogo. Algumas vezes dava palpites e amava quando chegava o meu momento de jogar (já um pouco mais crescida, claro). Na maioria das vezes, como eles varavam noites jogando, eu pegava no sono debruçada na mesa e geralmente acordava com os arranca-rabos dos parceiros discutindo as jogadas. Até disso eu gostava! Só ia pra cama quando o cansaço realmente me vencia, depois de uma longa briga com o sono.
Na época eu não sabia, mas na verdade o que eu gostava mesmo era da sabedoria dos mais velhos. E sou assim até hoje! Não é porque já sou adulta que eu ainda não tenha o que aprender e admirar...
Não que eu não goste de pessoas da minha idade ou mais jovens. Na verdade, tem jovens que possuem mais maturidade e conteúdo do que muitos adultos. No entanto eu tenho muita facilidade em me relacionar com os mais velhos, justamente porque cresci assim, fugindo das relações rasas e pessoas fúteis.
Sempre fui uma boa ouvinte e, nesse mundo cheio de faladores e "donos da verdade", as pessoas andam necessitando disso, querendo alguém que simplesmente as escutem, atenta e carinhosamente.
O Facebook se tornou um divã, onde as pessoas se derramam publicamente, por conta dessa falta de aproximação e vínculos. É louco, mas a rede social resgata e aproxima, mas também afasta e afrouxa relações.
Eu, como uma boa libriana (e nostálgica) que sou, sinto falta das amizades e relações da moda antiga. E daí bate aquela vontade de voltar no tempo e ser criança novamente, ser a criança que fui, que achava o máximo os adultos com banquinhos nas calçadas, papeando depois de um dia exaustivo.
É impressionante que, com toda a tecnologia de hoje, inúmeras formas de comunicação, as pessoas estão cada vez mais solitárias... Pior ainda, quando finalmente se encontram, ficam sem assunto, ou desconfiadas de se abrirem francamente umas com as outras (???), ou impacientes e intolerantes em ouvir opiniões e experiências divergentes...
Estamos nos acostumando com telas e esquecendo dos rostos. Aprendemos a nos expressar com emojis e nos desacostumamos a identificar as reações dos semblantes.
Não temos mais tempo de qualidade uns para os outros, e graças a isso, as clínicas terapêuticas estão cada vez mais lotadas.
E o telefone? Virou um meio de comunicação arcaico, enfeite na estante. Quando toca, (como aconteceu agora enquanto escrevia), geralmente é engano ou propaganda de produtos que certamente não nos interessa.
Que azar, ter me tornado adulta nessa época em que os adultos "não sabem" mais como se relacionar sem um smartphone ou computador...
Apesar de eu ser carnívora (e amar um churrasco), admiro muito os vegetarianos e principalmente os veganos. É uma decisão muito corajosa e difícil, um estilo de vida muito sacrificante.
Há muito, muito tempo, deixamos de ser uma espécie que caça seus alimentos (nem sei se os índios de hoje ainda o fazem). Quando a humanidade era naturista, os animais não sofriam tanto quanto sofrem agora; até mesmo para nos dar os derivados eles sofrem demais! Nosso estilo de vida atual, com toda a praticidade que a indústria alimentícia nos proporciona, é muito nociva e não só para os bichinhos como também para nós! Até as verduras e legumes que compramos estão adulteradas...
Alguns veganos fanáticos (assim como alguns religiosos, entre outros fanáticos), tornam-se chatos e cansativos pelo fato de muitas vezes se acharem "seres superiores" ou super-humanos; fazendo julgamentos desnecessários (e as vezes sem sentido) aos que não vivem como eles.
Mas por outro lado, eles têm um papel fundamental na sociedade e, se eu não conseguir fazer parte, devo ao menos respeitar e até ser grata, pois se existem hoje alguns produtores que ao menos pensam no bem-estar animal é graças a ativistas como estes, que conscientizam, que alertam, que nos fazem refletir em vez de simplesmente nos julgar e condenar.
De qualquer forma, independente de serem chatos, cansativos (e até fanáticos), eu respeito e admiro os veganos!
Vamos nos respeitar, vamos falar sobre isso, vamos nos ajudar no que for possível e fazer cada um sua parte, por todos nós e pelos animais.
Tem dias que eu estou tão romântica, mas tão romântica, que pareço um vulcão prestes a entrar em erupção.
Fico com insônia, escuto músicas, choro feito idiota... Mas daí me dou conta de que é "apenas" TPM (que no meu caso o P é de "pré e pós" a erupção). Acho que é mais fácil saber o dia em que 'não estou' de TPM...
Parabéns a nós mulheres, que mesmo com o ovário "se desfazendo", mesmo com incômodo ou dor, mesmo com sentimentos intensos e descontrolados, estamos sempre dispostas a sorrir com paciência para aqueles que acham que isso é besteira.
E parabéns aos homens que mesmo não tendo ideia do que é isso, compreendem e muitos ainda auxiliam, com muito amor, chocolate e Buscofem.
Eu pensador
Eu crítico
Nos meus rompantes
Nos momentos excitantes
Penso e crio
Vivo e fantasio
Falo não só de mim, mas também de ti
Poesia é suor
Poesia é descrever um momento maior
ECO DE AMOR
Por detrás dessas cortinas majestosas,
eu vejo o escuro da solidão assolando
as lacunas da minha lembranças...
Também, ouço o som de uma vitrola grená
desvencilhando uma musica, que me
arrasta ao amar d'um passado que o tempo
e o seu encantado encanto... Cortinou em
seu canto e encantou o meu pranto, sob as
cores do meus velhos cabelos brancos.
Entre um tranco de sentimento e outro...
Eu solto um grito fosco ofuscando o
momento breve, Meu bem, meu bem...
Meu bem! Ninguém ouve o meu S.O.S de
intensos timbres, internos... Nem mesmo
os meus ouvidos são capazes de discernir
o rumo do eco aclamado do meu coração.
Meu bem! Meu bem! Hoje... São esses os
meus gritos mudos que mostram-me, no
mundo o quando eu fui rude com a
minha paixão. Meu bem! Meu bem!!!
Em vez d'eu ouvir, ou ver o meu chamado,
tudo que vejo, são lagrimas do meus
olhos e tudo que ouço são os tics-tacs
do meu... Calado coração.
Antonio Montes
O WIFI
Com wifi eu vou,
sem sair do lugar...
Para onde quero ou não quero
através dessas asas é vero,
que qualquer um pode voar...
Vou por ai pelas cidades
horizontes campos e mar
pelos os oceanos da vida
vou de asas, vou de dedos...
E remos a navegar.
Com wifi... Faz?!
Não sei, não sei...
Não sei se faz ou não faz
o que sei é que, com wifi
eu sou um pouco, pouco, mais.
Busco acalento no tempo
psicologia para meus ais
manobras para meu sentimentos
barulho, calmo em silencio
tudo esta, no wifi.
Antonio Montes
Eu não sei disputar... E na verdade eu odeio disputas!
Não disputo trabalho, não disputo coisas, não disputo pessoas... Não disputo o que ou quem está em situação de leilão.
Quem entra numa dessas comigo disputa sozinho e no final das contas ainda fica em segundo, se é que chega lá.
Coisas (e pessoas) de leilão são muito instáveis... Se está barato qualquer um leva fácil, se está caro ninguém quer. E na realidade em ambos os casos o que está em disputa mesmo é o preço que vale e não o valor que tem.
Joguinhos fúteis não me inspiram. Gosto do simples, porque no simples não há concorrências. O dia que eu quiser me desgastar com disputas, vou correr na São Silvestre, pois ainda que eu chegue em último, certamente vou terminar a disputa com mais saúde de quando a comecei.
Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Por que não vamos unidos
Por que não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
A Trapezista do Circo
"Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora, eu queria ser trapezista. Minha paixão era o trapézio, me atirar lá do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase, cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo, do que não ficava para sempre. Era outra vez, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou a cidade era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas, eles se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo, e eu entrei no meio deles e falei que eu queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, forte, era uma moçona mesmo. Ela me olhou, riu um pouco, disse que era muito difícil, mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Poli, veio o Topz, veio o Diverlangue que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público. De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando. A lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto. Quando eu cansei de ficar olhando para o alto e fui olhar para as pessoas, só aí, eu vi que eu estava sozinha".
Eu sei que as coisas são difíceis, melhor assim. As conquistas faceis são logo esquecidas por que logo esquecemos das lutas que empreedemos para conseguir-las!!!
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