Eu Amo meus Inimigos
É na desordem dos meus
cacos internos que me
arrumo e me encontro .
Nunca tive medo e
muito menos
cansaço em insistir nos
meus sonhos.
E quando anoitece ...
Mergulho no meu profundo
e ressurjo olhando a vida e
o mundo
muito mais leve ...
Eu sempre acordo confusão .
Mas adormeço
com minha alma em paz
e meus pés no chão.
Já velho, vejo branco nos cabelos
As rugas em meu rosto
Há um peso da velhice, um desgosto
Meus lábios murmuram, uma oração
Um gemido de apelo
Não me rejeites SENHOR no tempo da velhice,
Não me desampares quando for acabando minha força...
Letras Em Versos de Edna
Seus olhos nos meus colocaste.
Eram tão encantadores.
Jamais experimentei iguais poderes.
Teus pensamentos expressos através deles.
Nossos sentimentos ficaram conectados.
Deixar-te ir embora foi um sacrifício.
Embora inútil ao lutar contra tua lembrança.
Não era casualidade, nem amizade colorida.
Era cumplicidade compreendida nos olhares.
Sinto-me covarde, mas nada podia evitar o fim.
O que nos uniu também nos separou.
Seus olhos nos meus não mais encontrei.
Distância sentia na tua companhia.
Não sabia mais continuar me sentindo sozinha.
Não havia mais razão.
Não sentia mais paixão.
Não deveria ser obrigação.
Não merecia conhecer a desilusão.
Não precisava da sua dissimulação.
Não gostava da sua nova atuação.
Não queria destruir nossa melhor recordação.
Não esperava nada além de uma explicação.
Não nasci para viver de migalhas do teu pão.
Não insisti mais na sua indecisão.
Não vou me esquecer da nossa desconexão.
Seguirei minha vida desejando paz para quem fica e luz para quem quer ir embora.
A madrugada é minha companheira, o frio meu acalanto, o silêncio meu conselheiro e o passado os meus assombros.
Prometi te arrancar dos meus versos; apagar! Mas como ? Como fazer, se são teus olhos, teu riso...se é tua voz que me inspira...canta !
12/05/2017
Tive de respirar lentamente para o ar chegar aos meus pulmões. A verdade penetrava-me como uma mentira. Outras emoções na invasão de mim e a dificuldade em concentrar-me por sentir o meu bom senso ser sugado para o estômago. Olhei os meus dedos longos, tentando recuperar alguma tranquilidade. As pessoas são más e ainda não perceberam que nada quero delas. O vazio de cada uma ainda consegue espantar-me e o meu pensamento até a mim me choca. Lamento. Lamento imenso. Por muito que se tente, nunca se encontra o fundo. As suas profundezas apenas são contidas pelo encerramento de cada um e a visão somente se desanuvia para o amor, um poço tão fundo como a nossa persistência em existir. E, sem o querer, sem o pretender, perco-me e acho-me no debate entre a dor e a perplexidade, antes de sorrir e desaparecer.
Os dias estão passando...
Ao escrever esse texto, sinto os meus olhos encherem de lágrimas.
Lágrimas de saudade.
Onde você está meu Amor?
Que não vem correndo me abraçar.
Qual foi o mal que te fiz?
O que queria nesse momento era olhar nos teus olhos sem falar nada e te dar um abraço.
E se você quisesse te deixaria ir embora, mas se quisesse ficar eu deixaria.
Um Amor como esse que sinto por você. É o mais belo que pode existir.
Me perdoe pelos danos que causei a você.
Nem sei se causei danos, porque você apenas se afastou sem me deixar ter nenhuma reação.
Meu Amor, talvez um dia a gente se esbarre por aí.
E me desculpe se nesse momento eu te abraçar apenas pra não perder a oportunidade.
Sei lá... Ando me perdendo em meus pensamentos. Não sei o que irei fazer com você nem comigo! Nem qual sentimento cultivar por ti; Pensando bem, o que estou cultivando nesse momento não precisa ser regado com água mas com fogo, entao cuidado para nao instigar mais esse combustível
Espero nos meus passos vivendo
Parados, caminhando, correndo
Espero no olhar, ver, sentir, amar
Espero da vida, viver, justificar
O que me aterra nos meus regressos de agora é não ter mais quem espere por mim, ninguém. A casa e os móveis, o ambiente que me faz recordar que algum dia tive alguém que me esperasse com ansiedade, mas "nesse algum dia" não sabia o que era ter alguém. O vazio da minha liberdade total.
Saudações mundo
As vozes das árvores ecoam roucamente em meus ouvidos
E ao acaso a noite me conquista
E meus olhos negros cegam com tanta nitidez
Viver com histeria não é mais tão frugal
Um nom de plume em nome de cada história
Para que não se percam em um tempo qualquer
Medieval é o amor, e o tempo se desfaz com ele
Benquisto era o romantismo
Hoje é apenas abominação dos bruxos
Saudades do azul da manhã
Lembranças de um viver qualquer
Saudações mundo
Como se faz hoje em guerra
Antes se fazia em paz
E pela mitologia de atena
Vibra ainda a voz rouca das árvores
Como uma singela canção
Que vibra no firmamento do segundo céu
Era tudo extremamente rudimentar
Hoje as árvores falham a voz
Pois não tem mais o que cantarolar
Vozes cintilam na beira da estrada
E eu corro vigorosamente em busca do amanhã
E o amanhã nos meus sonhos é sempre e será eternamente
Como nos dias passados
Como o rei é coroado
Eu coroo a noite como rainha do amor
Entre plebeus e marajás há tanta infinidade
pouco se sabe quando não há o que saber
toda sabedoria é plena quando há pelo que plenar
Planeje o futuro para não prender-se ao passado
Escolha entre ambos para não pender-se em um penhasco
Suba de galho em galho e alcançará o fim e um belo horizonte
Dono de mistérios e mistérios, teu e todo o império
Era assim os dias de antes e será assim os de amanhã
Hoje o mundo se perde
e vaga pobre num vazio infinito.
