Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Voz de Cinderela é a dela
Por telefone ou não
Consegue ainda ser a mais bela
Fios são como jantar a luz de velas
Coisas de um passado belo
Ou um belo passado
Cartas descreviam o meu sentimento
Hoje em Dia um recado, no celular
Se é saudável não sei
Mas vejo um em todo lar
Até uma tia tenho
Que gosta muito de falar
Uma qualidade ou um defeito?
As vezes até lhe falta o ar
Pode falar
Um toque na tela
Ainda não é como um na pele
Porque na pele arrepia até os pelos
Toco na sua imagem e me emociono
Me imagino tocando os fios de seus cabelos
''Eles ainda seguiam o instinto, a oportunidade, adaptação e sobrevivência, risco e resultado, positivo ou não, formou seres aptos, pilares para uma formação pré-raciocinante no qual estimulou a evolução do cérebro, lhe concedendo o ato de questionar, e questionamento os levou a buscar, e buscando obtiveram deslocamento e amplitude, e isso permite uma atitude para se chegar a um conhecimento adquirido e exercido em constante performance, só assim eles puderam criar suas culturas, porque conheceram mais ou apalparam com as mãos e sentiram a consistência dos elementos da terra, e assim puderam proporcionar estruturas para sua sobrevivência e segurança em diversos habitats ou ambiente, mas não era o suficiente, pois segurança só é concebida se for em maior grupo, então se tornaram seres sociais, criaram relações e pactos...
Geraram mais descendentes, que já vieram ao mundo mais adaptados, construíram armas ou armadilhas, tiveram o primeiro sentimento de poder e ego elevado quando diante dos seres predominantes conheceram o fogo e o usaram, expandiram seus passos sobre terrenos, testemunharam as estações, as estrelas, caçaram e migraram atrás de seus alimentos numa consciência inconsciente, que como um piscar de olhos passou, e por fim se reconheceram seres evoluídos e donos da terra, assim criando a ignorância, resultando em divisões sobre ela e sobre eles mesmos, limitando ambos, porque conhecimento é perigoso, e mata, então criaram uma doutrina hierárquica, pois sentiram medo, mas o medo e hierarquia é humano, então nos confins mais remotos fundaram a religião, algo que vai além do carnal ou humano, ela ataca a alma do ser e o deixa confuso entre dois mundos, entre dois seres, entre ele mesmo, assim domesticaram a vida, padronizaram, tornando seres em robôs da eficiência desprovidos de liberdade e sensibilidade e criaram doutrinas, países, e nestes países o patriotismo gerou bandeiras...
Meros pedaços de tecidos, onde o homem decidiu que é mais sábio e honroso matar e morrer pela sua própria ilusão.
A mitologia das matas ou terrenos não era suficiente, então navegaram sobre águas, e testemunharam seres incríveis sob ela, mas a água era grande, o homem queria pra ele, então como ato de dominância os seres foram cumprimentados com violência, ela virou rota, e gerou a economia e o conforto, que veio por hostilidade ou apertos de mãos, e sorrisos amigáveis diante de vizinhos, mas sempre querendo mais, pois seus olhos já estavam nos céus, não como antes, mas como uma nova ambição material, e uma ambição constante que levará o homem de encontro ao seu destino implacável e destrutivo.''
Ainda que o dharma esteja fundido em nossos corações, não enxergamos a porta da saída do samsara, vive-se imersos no carma,
VAZIO.
Se a chuva não irriga
não floresce a plantação
a fome ainda castiga
muita gente no sertão
pior que a seca da barriga
é o vazio do coração.
Me pego perambulando pelas ruas do passado, como se ainda houvesse algo de essencial para minha vida.
Acredito que ainda não somos merecedores do título “Ser Humano”. Pois, somos individualistas, egoístas, egocêntricos, mentirosos, corruptos... Estamos engatinhando para esta conquista. Apenas aqueles que venceram a si mesmo e luta constantemente para eliminar suas más índoles, esta a caminho para se tornar um “Ser Humano”.
Mar de solidão.
Estou preso nessa corrente e a cada segundo ela me puxa ainda mais para o fundo do mar. Não consigo respirar, estou sem forças para emergir de volta à superfície, e já não resta mais nada a fazer. Daqui já não avisto a luz que predominava ao meu redor, nem sinto a brisa das tardes frescas que deixava meu cabelo flutuar sobre meu corpo. Tá escuro, ta sufocante, é como estar preso em uma caixa de boneca, pequena e abafada. Há peixes passando por mim, mas nenhum me nota, e a tristeza vem chegando como um grande tubarão que ronda sua presa, esperando apenas para dar a primeira mordida. Nossa que frio está ficando aqui, a pressão da água está aumentando e minha cabeça dói, como se houvesse uma pequena agulha perfurando meu cérebro. Tento resistir, fecho meus olhos para pensar em algo claro que possa me deixar em paz, enquanto estou morrendo nesse mar de solidão.
"Lendo poemas de novo?", ela perguntou. Um hábito adquirido, ainda é um hábito, mas naquele caso significava um algo mais. Ele olhou para ela e sorrindo respondeu: "Acho que poetas são basicamente uma representação do que todos nós seríamos se tivéssemos o dom de nos expressar. Se eu pudesse demonstrar todos os sentimentos que tenho por você, eles viriam como poesia, mas escrever não é bem o meu forte, então prefiro te enviar uma todas as manhãs e imaginar seu sorriso ao ler."
Ela completou o sorriso dele com outro sorriso: "o almoço tá pronto, vem pra mesa.", disse para o rapaz que um pouco antes de se levantar do sofá falou: "Poetas são ótimos em palavras, Drummond, Poe, quem diria, tô lendo até Horácio. Mas se soubessem o que se passa em meu coração, não saberiam jamais colocar no papel." Dedicou palavras tão belas ao coração dos amantes, onde dormiam os poetas e eternos apaixonados.
- não me recordo, mas ainda sinto -
Ontem briguei com o sono
Travei guerra com o coração pedindo para que não escutasse a razão
Perdi a batalha
Encharquei o travesseiro
Nocauteado, adormeci...
Amanheci embolado
Como se da garganta não passasse o ar
Engoli calado
Como se o som tivesse dó e olhasse com piedade as lágrimas que escorriam dos meus olhos
Que pendiam do meu queixo e levavam suas marcas de mim
E eu fui te tirando da minha pele
Lavando seu toque, limpando seu cheiro e apagando você por inteiro
Hoje eu amanheci diferente
Não lembro de mim e tampouco da gente.
O amor! O que é o amor?
É você querer o bem da pessoa que se ama, ainda que isso não te faça bem também.
Pare, ainda que por um segundo num determinado segundo do teu dia seja ele turbulento o sereno e prestas bem atenção no que a vida grita e no turbilhão de tua correria se quer ouves a vos da razão,
Amor crítico - você é sortudo(a).
Agradece, mas mais ainda duplique esforços por alguém que implica, chora, e ao mesmo tempo tem o sorriso à disposição, amor e tempo para você.
