Ética
A sociedade contemporânea passou a atender seus bárbaros desejos instantâneos. Todo arcabouço ético e moral ficou em conceito restrito a algumas ortodoxas religiões. A família sem ser a original, passa a ser um grupo que relativa as relações de cada membro a cada instante, um com os outros, pelos interesses de consumo e as trocas concebidas pelas animalidades, sexualidades e prazer.
O Brasil atravessa nos últimos anos uma crise ética, moral, social e familiar, sem precedentes, todos os valores institucionais sobre o bem e o mal, do certo e do errado ficaram a mercê do hoje, do dinheiro e da falsa e fugaz felicidade. Como agravante para piorar, a liberdade refém do farto consumo.
Na escassez dos princípios civilizatórios, na falta da ética e da moral, a lei deve chegar de forma avassaladora, onde o bom senso, não chega.
Envergonho me por viver neste tempo utilitário, sem ética, sem moral, sem princípios familiares, sem honestidade, sem temor a justiça dos homens e a de Deus. Tempo de declino de humanidades, falência da sociedade e lendas marginais, subjugadas impunes passam a mais valer.
Na criação da arte, o artista por conceito deve compor sua produção observando a ética e a estética.
Por mais que fomos educados por valores, éticas e trocas afetuosas e amorosas com todos indiscriminadamente pelos caminhos. Os novos tempos das informalidades nas relações interpessoais e egoísmos latentes individuais da geração celular, tudo mudou. E isto envolve uma migração necessária sobrevivente, para um comportamento menos dolorido e não revoltante, diante os novos valores que só persistem de forma abstrata por conveniência. Hoje independente dos lugares e das pessoas, amigos, parentes e conhecidos, só devemos ser amorosos fortuitamente com os poucos que nos tem generosamente por prioridades e com os outros que ainda conhecemos, vida que segue, devemos ser indiferentes como dita a nova lei...e que sejamos felizes novamente com todos que se sentem felizes com nossa convivência. Obrigado vida, por me mostrar claramente está nova lição.
A moral é adaptável aos usos e costumes de uma cultura mas a ética, nunca, ou se tem ou não tem, definitivamente.
A magnitude do ser humano, em seus valores emocionais e éticos, é destacado pelo empenho de quando este – destituído de apoio externo – aceita as verdades calcinantes de sua mente e, não somente nesta máxima, age para solucioná-las, mesmo que signifique renunciar seus caprichos agradáveis do ser. Quando alcançado, eleva, portanto, seu intelecto – desenvolvendo sua sabedoria, que deforma os vetores de valores que contrapõem a ideia de incitar carne e sangue do seu esquecido e insignificante cadáver.
Na intricada dança do conhecimento humano, a ética ergue-se como um farol transcendente, iluminando o caminho e delineando a fronteira que nos separa dos instintos primitivos — as sombras animalescas que rondam os limites da consciência.
Se tivéssemos o poder da invisibilidade certamente teríamos dificuldade com ética, moralidade e honestidade.
Na busca por um corpo perfeito presenciamos a estética sobrepondo as questões médicas e éticas o tempo todo.
Todos nós temos uma certa toxicidade, por isso é crucial que exerçamos freios morais e éticos para evitar que isso se torne prejudicial.
A ética busca encontrar soluções que sejam compatíveis com o bem-estar da coletividade, adequando-se às diferentes situações no tempo e espaço.
