Estômago
Tem dias que só com muito estômago a gente consegue atravessar viu.
Tem dias que eu penso: Tem como ficar pior?
E eu mesma respondo:
Ishi, tem demais Márcia Paula! Tem mãe com filho no caixão. Tem filho ficando por ai órfão. Tem filho desaparecido (nada pior nesse mundo). Tem gente sem saída. Tem dor que não vai passar. Tem sacanagem sem poder dar perdão.
Os meus problemas? Estão aqui, alguns eu luto, outros engulo, outros arrasto, mas são bem pequenininhos perto de tanta dor que tem nesse mundo.
Vamos doar um pouco de amor nessa segunda dourada??? Estou precisando...
Qual a ultima vez que você gargalhou?
Qual a ultima vez que seu estomago deu reviravoltas de felicidade e ansiedade?
Mude o rumo da vida, desvie de pessoas e situações pesadas. Silencie. Procure o altíssimo. Chore. Viaje. Insista ou mesma desista.
Mas, por favor, não se vitimize.
Porque o roteiro da vida é você quem faz.
Faça a auto-analise e nos responda: Qual a ultima vez que você se sentiu verdadeiramente feliz?
Por mais que eu queira sempre estar apaixonada, estar com borboletas no estômago, de pernas bambas, com o coração querendo sair pela boca... É rara e sempre será as vezes que eu estarei sentindo isso.
Diferente da maioria, eu não amo com o coração, mas com o estomago, é nele que "sinto" as melhores e piores emoções e sentimentos (uma retroflexão diria meus amigos gestaltistas). É meio neurótico isso, assumo! Sobretudo se um dia verbalizar que amo do fundo do meu estomago (risos), encontrei o objeto que vim ao mundo encontrar.
Minhas mãos tremem, meu coração palpita e o seco da garganta traz sede incontrolável
Meu estomago comprime, pede desejos, sorrisos e abraços aconchegantes
Me tira o sono, me descontrola, me domina,
Grito por dentro enquanto me calo por fora, a força já se perde no meio da multidão para mim vazia
Lembro o quanto choramos de tanto rir, em conversas descontraidas no meio da madrugada,
intercalando com calor e arrepio na pele.
Sintomas dessa saudade que virou urgência, que me entristece pela distancia, que me alegra pela presença em sonhos e lembranças
que me dá febre no meio da noite, que me faz escrever na manhã fria e chuvosa.
Que o nublado da tarde me cure dessa necessidade de você, mesmo sabendo que na proxima manhã todos sintomas voltarão.
M Goper
Borboleta. Que se instala no corpo inteiro, não apenas no estômago como o habitual. Vistosa e incansável. Vaga por espaços inpensáveis. Ronda por capricho um campo de sentimentos já obsoletos, reaflorando desejos abandonados. Seu objetivo? Inquietá-los, cobrar-lhes qualquer atitude que ligitime sua razão de ser.
De aparência leve e supostamente símbolo da liberdade, na verdade, nos tira o ar, devasta nosso jardim e deixa algumas pétalas na porta para também se fazer recordável, a opressora. Saudade, a hóspede non grata.
Você acha que nunca vai acontecer nada de especial, até que aquela ”janelinha” sobe e seu estomago se enche de borboletas… E então seu dia já está ganho!
A poesia não sacia a fome de estômago, mas alimenta a alma e o espírito
àqueles que os tiverem ainda.
Ás vezes
não é amor.
É só uma paixão
que foi consumida
pelas borboletas em seu
estômago, e transformada
em uma sensação de plenitude.
Dor de cabeça, estômago travado, cansaço constante… às vezes o que você chama de sintoma é só um grito emocional.
Quando tentamos viver minutos atrás, sentimos sempre uma dor no peito, um estômago pesado, e uma sensação de desequilíbrio, mas esse fato é que nossa vida tem que caminhar para a frente, e até uns minutos ou segundos podem nos influenciar a querer ser diferentes do que exatamente estamos caminhando para ser.
- Relacionados
- Borboletas no Estômago
