Estav Contando as Estrelas no Ceu
Exílio da amargura
Há um peso nas pessoas que arrastam o próprio céu para o chão,
um cinza constante que cobre qualquer raio de sol,
não importa o quanto ele brilhe,
não importa a beleza do dia.
São aquelas almas que amarram as mãos da alegria,
que bloqueiam a porta do riso e a trancam por dentro,
sempre com olhos vazios e palavras pesadas,
que destilam o azedo sobre tudo que tocam.
Como é cansativo estar perto de quem nunca vê a flor
e se perde nas pedras, nas sombras, nos galhos secos,
quem respira o mundo com desdém e despeito,
e transforma cada instante em um lamento.
Há uma exaustão em suportar o eterno suspiro de quem se sente vazio,
de quem planta desgraças e colhe ingratidão,
de quem rejeita a leveza como se fosse uma afronta
e abraça a escuridão como velha amiga.
Eu me afasto, pois há um limite para o peso que se pode carregar
quando a alma quer leveza e se recusa a afundar.
Prefiro voar longe dos que se recusam a ver o céu
e me exilar na paz de uma mente aberta,
onde a vida se reflete sem filtros amargos,
e o belo encontra, enfim, espaço para existir.
A NOITE DO CERRADO
Já bem sombria, oculta, a noite no cerrado
cerra o dia, o céu numa escureza pulsando
numa poética a noite as estrelas vai fiando
e a lua no horizonte num aparar alumiado
Anoitece o sertão em um tom cadenciado
que, a toada do pôr do sol vai ressonando
ouvindo o curiango a cantar, abençoando
a cada recanto do sem fim tão enturvado
O dia sepultado, no cerrado, a noite gesta
á sombra do cosmo, em uma diurna festa
inteiramente, diversa, e cheia de segredo
É cair da noite, é encantamento, o ir além
calmamente a esperar pelo raiar que vem
ninando os sonhos para um novo enredo.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/11/2024, 21’12” – Araguari, MG
*Obrigado por tudo*
Senhor Deus criador do céu e da terra, Criador de tudo que existe, dono da Terra e de tudo que nela vive, me coloco diante de Ti em reverência e confiança. Tu és o Guardião da minha alma, minha fortaleza em tempos de angústia e meu refúgio seguro. Que eu habite em Tua sombra, protegido pelo Teu amor, sabendo que, como o Salmo declara, mil podem cair ao meu lado, mas nada me atingirá, pois me escondo sob Tuas asas.
Hoje, eu também clamo a Ti, ó Leão da tribo de Judá, Vencedor sobre todas as batalhas. Teu poder é a força que rompe correntes e abre novos caminhos. Assim como venceste, ensina-me a vencer as dificuldades com coragem, a não temer o mal, pois Tu estás comigo e és maior que qualquer obstáculo. Que eu tenha pureza de mãos e coração para subir ao Teu monte e encontrar minha paz na Tua presença.
Que minha vida seja uma prova viva do Teu poder e da Tua fidelidade, e que a cada passo eu sinta o Teu amor me guiando. Em nome de Jesus, aquele que venceu e permanece no trono, amém.
Há vida — muita vida —
através de vidraças respingadas,
de céu cerrado e nuvens cinzentas.
A propósito,
a vida renasce quando —
tudo ao redor se põe a ruminar.
Era um crepúsculo sem pressa,
Quando o céu vestia tons de carmim,
E o mundo, cúmplice de um destino incerto,
Parou em respeito ao que nascia ali.
Nossos olhos eram oceanos,
Infinitos de silêncio, abismos de desejo,
Como se o universo inteiro conspirasse,
Para um só instante, um só ensejo.
O vento sussurrava segredos antigos,
Trazendo promessas de eras passadas.
Era como se, em vidas esquecidas,
Já tivéssemos sido almas entrelaçadas.
Eu tremia – não de medo, mas de reverência,
Diante da divindade que era você.
Seus lábios, uma promessa intocada,
Uma aurora prestes a nascer.
Tão próxima, sua presença incendiava,
E eu era cera diante do sol.
Minhas mãos hesitavam como versos,
Que temem ser lidos, temem o arrebol.
E então, como o tempo se curva ao infinito,
Você foi mais que um gesto, foi o destino escrito.
Seus lábios tocaram os meus, tão suavemente,
Que o mundo desabou, mas eu estava contente.
Oh, aquele beijo! Não era só toque,
Era um grito silencioso de eternidade.
Era a fusão de tudo que nunca dissemos,
A coroação de uma ingenuidade.
Senti o doce amargo do medo,
O calor febril de uma paixão nova,
E em seu gosto havia o mistério,
De um amor que a vida aprova.
O tempo se perdeu – não havia horas,
Só o instante eterno daquele enlace.
Meu coração era uma tempestade,
Mas meu corpo, o abrigo de sua face.
Quando nos afastamos, o mundo voltou,
Mas algo em mim nunca mais seria o mesmo.
Como se cada estrela naquele céu
Tivesse escrito, no beijo, um poema.
E ainda hoje, em noites tão caladas,
Relembro aquele momento sem igual.
Não foi apenas o primeiro beijo,
Foi a queda de um anjo no meu quintal.
Foi o início de tudo, o começo do sempre,
Foi o passado e o futuro num presente tão breve.
E se a vida me der mil amores, mil gestos,
Ainda será aquele beijo que me leva ao céu.
Porque em sua inocência havia um drama,
Um mundo em fogo, um amor tão puro.
Foi mais que beijo: foi o toque da alma,
E o fim do vazio em que eu jazia seguro.
Então, amor, se o universo um dia acabar,
Se o tempo decidir deixar de correr,
Guardo comigo esse instante sublime,
Onde o amor foi tudo o que pude ser.
o terceiro limpa-para-brisas
a uma narcisista
no céu, dizendo volta,
teu rosto de nuvem
insiste em gotejar
na vidraça dianteira,
o narcisista é um vaivém,
mas, pelo retrovisor-
na vidraça traseira-,
o terceiro limpa-para-brisas
ainda enxuga
temporais do passado.
O brilho da noite
as cores —
das luzes,
das flores,
do céu,
a cor da noite,
proporciona
a quem interessa
um vislumbre
da dança diária
do jogo da vida
que renova,
livre
de tudo ao redor,
livre de quaisquer
sentimentos alheios,
mostra força,
mostra beleza,
mostra a que veio —
vive.
Deus não é um velhinho de barbas grandes sentado num trono no céu pela eternidade mas a energia pura e inteligente que deu a luz da vida ao planeta, a religião se limita em regras e proibições, divide e condena enquanto que a Espiritualidade expande a consciência de que se pode simplesmente crer em Deus sem usar uma coleira colocada por outros homens.
CÉU, VENTO E CHUVA
Céu, vento e chuva, horizonte submerso
Em nuvens, e o cerrado todo verdejante
Enxurrada, e aquele pingar borbulhante
Na estrada, atiçando sentimento diverso
Alma retirada, um devaneio tão disperso
Chão molhado, cheiro de erva rastejante
Na poça d’água um espelhar coruscante
Sensação, precipitação, ó aquoso verso
Chove no cerrado, no cerrado a chover
Cada fauna no seu canto a se esconder
Canta a seriema num cântico sem fim...
Suplicante. Céu, vento e chuva, lá fora
Cai, em uma cadente poética trovadora
Tornando o sertão num sedoso jardim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/11/2024, 10’48” – Araguari, MG
Em um mundo envolto em tons decinza, brilha um infinito luminoso semelhante ao céu azul que permanece esplêndido e fascinante
no imenso oceano.
Sinto-me como uma gota isolada e fora de lugar Sou um grão de areia à deriva das correntes que um dia se tornará memórias apagadas pelo tempo.
O reino do céu é um estado do coração, não é algo que virá acima da terra, ou após a morte, não vira hoje e não vira em mil anos é a experimento de uma vida, o humanismo e subjetivismos que a sociedade criou e se estabeleceu ao longo dos séculos é responsável pela decadência da cultura cristã pós a mesma se revela na necessidade constante de tentar vencer o curso natural da vida- a morte- consolando com uma lugar onde tudo será melhor, projetando a felicidade para o pós túmulo, levou a formulação do que hoje se chama moral.
Pensamento
Eu fico olhando para o céu
Eu reflito e penso o quanto quero estar contigo
Seu beijo seu jeito e a loucura eu sinto falta do teu carinho
Da forma que tu lês o meu coração tu és a dona ruam do meu livro
O desespero e as falcas lembranças acabaram com o nosso capítulo
A vida passa e o tempo baza
Eu bem mereço esse castigo
De tantas quedas contigo eu pus os nossos destinos divididos
Eu espero que este desabafo chegue aos teus ouvidos porque eu não quis te magoar minha rainha e dona do meu trilho...
Um silêncio tão pesado, quase cruel,
Vazio ecoando, como um quarto sem céu.
Tuas palavras, outrora meu abrigo,
Agora ausentes, deixaram-me contigo.
Procuro em mensagens, rastros de “nós”,
Mas só encontro o peso da tua voz.
Que calou-se no escuro, sem despedida,
Deixando-me à deriva nesta vida.
Foste embora sem fechar a porta,
Levando contigo o que mais importa.
E eu aqui, sozinha, tento entender,
Como gostar de alguém que escolheu desaparecer?
Sul do Brasil
Não faz sol
Faz frio
Faz chuva
Muros verdes
Céu cinza
Verão com frio
Europemos todos
Achei que era poema, mas era só frieza
Dele é o reino dos céus.
E no céu das nossas consciências:
Está o reino de Jesus
Onde?
Sonde nós deixarmos Ele fizer morada
E nós?
Sim...
Não o deixarmos de fora de nossas mentes
Seremos
Abençoados
Abundantes
Bem aventurados
E andaremos
Sorrindo
No coração
E na alma
Boa Noite
Fé licidades
Paz no Coração 🇵🇹❤️🇧🇷
