Espinhos
"Nesta vida passamos por lutas, por espinhos que precisamos ultrapassar, quem tem fé vai tão longe que o resultado é so questão de esperar. Quando tudo parecer difícil lembre-se que Jesus nunca te abandonarás".
a noitece com glamour do coração...
sempre em chamas até o esquecimento,
floresce muitos espinhos para o qual percebo
que todos males são pequenos...
nada pode atingir o que está destruído,
fogo queima as chamas tudo parece um passagem
para o qual o mundo nada existe ou existiu realmente,
o paraíso existe basta me desligar desse mundo mundano...
...tudo ganha formas de um terror e isso é tão desigual...
quanto tudo já senti nesse mundo me lembrei...
vi meu grande amor morrer sobre um sentimento paranormal.
a indiferença se tornou, porque não mata logo este seu trabalho vou ter fazer tudo infeliz... claro foi bem assim...
me senti muito bem com uma vida destruída renovada...
pelo fogo que devorou minha alma e minha existência...
isso foi a luz da escuridão que tornou mais forte,
depois disso nada foi como antes,
telespectadores,vejam o terror de um amor amargo
desolado nas fronteiras da loucura ainda sou eu assim acho...
mais entanto tudo se transpõem em transformação
oriunda da escuridão meus pensamentos se transportam,
através do tempo das eras, vejo que hoje só sou uma alma...
que paira pela solidão, sem derramar mais uma lagrima.
Senhor
Se eu não puder ser uma rosa
Que seja uma simples folha
Para atenuar a dor dos espinhos
Quando me picar.
Não tenhas mágoa de quem lhe
fez caminhar por sobre espinhos;
Compadece-te dessa pessoa como
irmão abnegado, vibrando para que
lhe ocorra o melhor no seu progresso
evolutivo.
Poda:
Era uma roseira diferente:
Seus espinhos brotavam para dentro
Ninguém os via
Ninguém os tocava
Ninguém os sabia
E a roseira, na tentativa de gritar
Abria rosas indescritíveis
Em noites de lua, sonhava podas
Todas bem rente ao chão
Mas ninguém a podava
Abriram espaço em seu jardim
Para que todos a contemplassem
Conheceu a solidão
Seus espinhos cresciam
A dilaceravam por dentro
A cada nova estação
E ela gritava dezenas de rosas
Uma lágrima em cada botão
Quando afagavam seu caule liso
Ela se contorcia de dor
Sentia os espinhos cravando
Queixava-se abrindo outra flor
Um dia, os espinhos já grandes
Formaram nódulos pelo seu corpo
Uma espécie de tumor
Cansada, não abriu flores
Podaram-na rente ao chão
E ela conheceu um pouco
Daquilo que é não ter dor
Quis mostrar uma folha ao sol
Mas a coragem faltou
Recusou a água
Recusou o adubo
Rejeitou a terra
A mesma terra que a criou
Ali desapareceu
E todo o jardim se abriu em flor.
Para mamãe.
Um broto de roseira sem as rosas anteriores/
Botão de rosa com poucos espinhos. Muitos amores/
Mundo que gira, primavera que outona/
Tua vida, teu poema, muito aroma...
Suaviza minha vida, ameniza minha cor/
Teus cabelos, teu tempero. Meu AMOR.
Nem toda flor é só flor,pode haver flor e espinhos,à vida é cheia de muitas cores mas nem todas nos agrada.
Das consumições
No solo
à lágrima caída e fecunda
espinhos de um filho
em subversão
partir no desleixo
é que, à parte, sangra
esfarelam sonhos
e a alma parte
não é só no puxo de mãe
que se sente dor...
também por amor
sofre um viajor
em seus flutuantes dias
vão-se luas
vêm destempos
e à luz dos silêncios
desaparição...
na busca tardia
é que se torna fria
tal conexão
ao voo ingrato
desdéns, rebeldia
fenece-se às chamas
o que noutrora havia...
Que sejam belas as minhas flores, pois flores somente em vida, que seja firme seus espinhos, pois quanto mais dolorido mais aprenderei a viver, que seja límpida as minhas lágrimas, pois atrás de um pranto se esconde um sorriso, que seque todas as folhas das árvores e o outono mostre a justa verdade, que o inverno congele toda tristeza e calor que vem do coração me aqueça, e que a luz do sol preencha todo vazio e todo escuro de tamanha solidão.
Afonso V.
“Não há espinhos que por mais dolorosos que sejam não desabrochem em flores no final... Também não há flores que por mais lindas e perfumadas que sejam não tenham os seus espinhos. Nada é fácil, nada é por acaso, tudo tem o seu preço cada conquista ou derrota tem o seu significado.”
Então, me perdi no tempo, caminhei tão inutilmente para te encontrar e espinhos foram jogados pela estrada, cansei, chorei, bebi, fumei, descasei, gritei, cortei veias, me tranquei no quarto escuro, janelas foram fechadas, solidão da noite, somente estrelas brilhavam meus passos, tudo girando, não sabem, foi muito estranho, pesado, absurdo, linhas cruzando em minha mente, querendo voltar, perdi energias, consegui tão somente fechar portas e seguir, quando acordei, passaram mil anos, terra nova, tempo de recomeçar, enfim, uma nova história começamos escrever.
Quem me vê agora, sorrindo entre flores, não imagina a quantidade de espinhos que eu já tive de suportar.
Não jogar pedras nem espinhos no caminho de outros,porque num passe inesperado a vida obriga passar por ele.
