Espinhos
Avante, a frente
Mesmo de houver buracos
Curvas, espinhos
Pedras, vento contrario
Gravidade, ou força de atrito
Avante sempre
Só siga em frente
Sou frágil como uma flor
Embora as vezes se faça
Necessário que aflorem espinhos
Para machucar aqueles
Que não sabem como tocar-me.
Hannah Lessa
O púlpito moderno promete coroas sem espinhos e vitórias sem renúncias.
Mas o Cristo das Escrituras continua oferecendo uma cruz antes de oferecer a glória.
O ser humano é semelhante a árvore do mato cheia de espinhos e carosos mesmo que passe por processo de aplai nação as marcas continuam na tauba
E se um dia teus espinhos tocarem minhas mãos,
não recuarei, não me esconderei.
Porque amar não é buscar caminhos fáceis,
é escolher ficar mesmo quando a alma treme,
é entender que até as flores mais lindas
guardam suas pequenas dores.
- Patrick Wallace
Riso de Rosa
Nasceu no galho, entre espinhos,
mas não guardou nenhuma dor —
pelo contrário: fez caminhos
para o perfume e para a cor.
É como um riso que não cansa,
um beijo dado ao vento sul;
toda a sua doce bonança
faz o dia ficar mais azul.
Se tocar com carinho,
ela retribui em calor:
a rosa é flor de caminho,
é flor de vida e de amor.
As Rosas e Seus Espinhos
Marcio Melo, 14 anos
As rosas são lindas, coloridas, perfumadas.
Suas pétalas lisas, macias como seda.
Você desliza a mão no caule...
e os espinhos afiados te lembram:
tudo que defende, também fere.
Escutamos um excesso de falas desconexas e, elas, ferem como espinhos em campo de cactus!
Tudo passa, felizmente!
AINDA HÁ FORÇAS
Há tantos caminhos
Tortos ou floridos,
Mas há tantos espinhos
Em sentimentos fingidos...
Promessas ao vento
Soprando vidas...
No vale do sofrimento
Esperanças contorcidas.
Vidas cansadas
De ouvir sofistas,
Vidas cansadas
De ver parasitas...
Ainda há forças para lutar
Por decência nesta terra,
Ainda há forças para buscar
A paz no fim da guerra.
Entre Espinhos e Aurora
Nasci do barro, irmão da ventania,
Com os pés feridos pelo chão cruel;
Cada derrota, amarga liturgia,
Vertia fel no cálice do céu.
Vi a esperança em farrapos, mendiga,
Dormindo à sombra fria da aflição;
E o medo, como antiga serpente, instiga
A desistência dentro do coração.
Mas quem atravessa o abismo sem recuo
Aprende que a vitória é cicatriz;
Não nasce do conforto, calmo e nu,
Mas do suor que a própria dor bendiz.
A vida é um ferreiro impiedoso e austero,
Que dobra a alma ao peso do martelo;
Só faz da pedra um monumento inteiro
Porque insistiu em golpeá-la belo.
Assim caminho, entre o pó e o destino,
Sem negociar meus sonhos com a sorte;
Pois todo homem que suporta o espinho
Já venceu metade da própria morte.
Se o mundo ri do passo vacilante,
Que ria! A estrada pertence a quem persiste.
A glória não floresce num instante;
É fruto da raiz que nunca desiste.
Prece
Deus, ajuda-me a praticar o bem, a oferecer flores a quem me dá espinhos, pois cada um nos presenteia com aquilo que colhe em seu próprio caminho.
Nildinha Freitas
A saudade costuma mostrar as flores e esconder os espinhos. O coração sente falta do amor, mas a memória precisa lembrar por que aquilo terminou.
“Nem todo coração protegido pelos espinhos deixou de ser delicado. Alguns apenas aprenderam a florescer em silêncio.”
Flores, Espinhos e a Luz de Tutancâmon
A saúde mental floresce como lótus no Nilo antigo, mas carrega espinhos que ferem a alma. Tutancâmon, menino-faraó de ouro e maldições, viveu frágil e real ossos tortos, intrigas palacianas, provando que viver é melhor que sonhar; Sonhos são vapores, de névoa; a vida, com espinhos, corta fundo, mas liberta.
Liberdade não é palácio vazio, ecoando ausências. É escolher espinhos para colher flores: enfrentar ansiedade, restaurar a mente com coragem cotidiana. Neste Natal, sob luzes como estrelas do deserto, celebramos a vida palpável, dor e graça, onde esperança brota entre provações. Viver é erguer-se, livre e inteiro.
Cuide da mente como uma coroa, colha flores sem temer espinhos.
