Espinhos
Entre espinhos, passos lentos, um cajado toca a solidão. Cada ferida acende o caminho, cada lágrima mostra o chão. Quem busca o que ama, sangra, mas o sangue é oração. E o perdido, ao ser achado, vira luz na escuridão.
Eu te comparo ao lírio que nasce entre os espinhos do meu medo, a beleza mais pura só floresce onde o perigo tenta impedir o toque.
Os espinhos só ferem os pés de quem caminha; quem procrastina mantém pés e pernas ilesos, mas morre no mesmo lugar."
Tire as pedras do caminho, se puder,
Estas que te fizeram tropeçar.
Veja os espinhos nas rosas que aí estão,
Estes que te feriram a carne, então.
As orquídeas na primavera florescerão,
E o poeta continuará a fazer
Seus versos nas estações dos longos anos,
Revelando seus instintos e amores pagãos.
Eu quero ser o seu anjo da guarda,
Proteger-te do seu bel prazer,
Ensinar-te a amar-se
E beijar a tua face.
Quem sai na chuva
pode se molhar.
Quem semeia ventos,
tempestades colherá.
Quem busca, encontra.
Quem bate, abrir-se-á.
E quem julgar, julgado
Também será.
Eu quero ser o seu anjo da guarda,
Proteger-te do seu bel prazer,
Ensinar-te a amar-se
E beijar a tua face.
Eu até poderia entregar rosas, mas as malditas têm espinhos. Então, preferi entregar determinação, amor, paz, cuidado e a melhor versão de mim.
P.S.: Estou falando de frente para o espelho.
As cicatrizes de minhas falhas são como espinhos na alma, mas também me lembram da necessidade de buscar o perdão e a misericórdia de Deus.
(ver Salmos 32:5, Efésios 1:7 e 1 João 1:9)
Difícil viver com o peito em guerra, com o coração em cacos e em meio a espinhos, sem descanso, como se o mundo inteiro fosse pedra e cada passo fosse um cansaço.
É caminhar na tempestade mesmo sob um céu limpo e azul.
É gritar por dentro em silêncio rouco e doloroso e ainda assim ter que sorrir.
As dificuldades, dores e limitações da vida (os "espinhos") servem como mecanismos de Humildade, impedindo que o orgulho humano cresça descontroladamente.
A beleza não elimina a dor, assim como a rosa não revoga os espinhos; talvez a maturidade consista precisamente em aprender a reconhecer a delicadeza sem exigir que o mundo deixe de ferir.
