Espinho
A dor da ausência é como um pequeno espinho na sola do pé.
As lembranças diárias, as lágrimas noturnas, o sofrimento velado, o sofrimento lembrado. Não há como esquecer, não há como não sofrer.
Ou retira o espinho por completo ou convive com a dor.
E insistimos na dor acreditando que, um dia, o espinho se torne parte de nós.
O ser humano com o ego inflado é comparado ao porco espinho, quando ameaçado está pronto para atacar e quando ataca está fragilizado. É nessa hora que devemos ter o senso crítico de desarmar aquele que nasceu e foi criado para atacar.
Os animais fogem para a cidade,
os homens para a selva,
rastro de pétalas, caule e espinho,
vereda de flores feridas,
fragrâncias fúnebres.
QUE DOR É ESTA ♡
Que dor é esta que me rasga e corrói
Cada pedaço do meu corpo
Entre os espinhos desinteressados
De uma bela flor neste jardim
Onde os poemas são esquecidos
Rasgados, queimados deitados fora
Numa selha de lágrimas do meu coração
Com as saudades que tenho da escrita
Onde as palavras são virgens na minha alma.
Sigo um caminho sem luz um caminho cheio de espinho as rosas que no jardim estava morrerão o sol não tinha mais luz a lua não tinha mais brilhos e as estrelas que ficava plena noite não apareceu mais o meu caminho só tem chuva e sofrimento nem sei o que fazer mais lembro que eu tenho um Deus que ele pode me tira do escuro e me coloca na luz ele sempre estará ao meu lado não importa onde eu estou ele sempre me ajudara a seguir em frente,pois ele é o meu Deus!
O amor nem sempre nós oferecer de cara uma Flor. Mas, nos ensina primeiro a sentir a dor dos espinhos, para depois saber que Valeu a pena o Sofrimento.
Senhor, Tu podes mudar o meu espinho em flor; e eu quero que o meu espinho seja uma flor. Jó recebeu o brilho do sol, depois da chuva — mas teria sido em vão aquela chuva? Jó queria saber, e eu também quero, se o brilho do sol não teve nada a ver com a chuva. E Tu podes dizer-me — a Tua cruz pode dizer-me. Tu coroaste o Teu sofrimento. Seja essa a minha coroa, Senhor. Eu só poderei triunfar em Ti, se conhecer o esplendor que há na chuva.
Minhas fraquezas doem em mim, como um espinho cravado em minha própria carne...
Como podes vir tu e dar-me conselhos sobre as minhas fraquezas se não sentis a dor que sinto; sendo assim enterre suas palavras e deixe que as larvas as consumam, pois de nada servem para mim, a não ser para adubar o próprio chão onde os animais já eliminam seus excrementos.
"A mulher cresce entre aplausos e delicadezas —
tão cercada por flores que qualquer espinho a dilacera.
O homem, entre silêncios e socos —
tão acostumado a espinhos que uma única flor o desmonta.
Ela sangra quando é esquecida.
Ele renasce quando é lembrado."
— Purificação
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“O espinho na carne me ajuda a evitar o desejo perturbador da altivez que constantemente paira sobre o meu ego quando percebo que realizei algo de bom.
Ele é necessário, pois faz parte do que nos aproxima de Deus, e não do que nos afasta d’Ele.
O espinho revela o quanto sou necessitado da dependência de Jesus e me conduz a abandonar qualquer ideia de autossuficiência.
Portanto, não deve ser removido, mas aceito, para que “o poder de Deus se aperfeiçoe na fraqueza” (2 Coríntios 12:9). A graça d’Ele nos basta.
Em resumo, não peça a Deus que tire o seu espinho na carne, mas que este se torne fonte de motivação, dependência e esperança — conduzindo-o a uma vida de profundo relacionamento com Ele”.
(2 Coríntios 12:1-10, NVI)
Por Charles Ferreira Brasil de Oliveira
A Cortesia das Sombras
Gentileza é flor que encanta,
Mas há espinho sob a manta.
Sorriso dócil nem sempre é luz,
Às vezes, é máscara que o ego conduz.
Fui gentil para ser aceito,
Engoli o não, fugi do peito.
Ofereci paz por conveniência,
Com medo de olhar minha própria essência.
Carregava gestos educados,
Mas por dentro, ressentimentos guardados.
A sombra sorria, disfarçada em virtude,
Na alma, um abismo pedindo atitude.
Foi quando a dor me chamou no escuro,
Que decidi romper o muro.
Não bastava agradar o mundo,
Era preciso ser inteiro, ser profundo.
Jesus virou mesas com mão de fogo,
Amou com verdade, não com jogo.
Sua bondade não era silêncio opressor,
Mas coragem, justiça e ardor.
Descobri que ser bom é dizer não,
É proteger o coração.
É dar sem se perder,
É servir sem se esconder.
Agora, sou gentil com verdade,
E minha sombra não me rouba liberdade.
Pois não nego o que mora em mim,
Mas escolho, com Deus, um novo fim.
Bondade é luz que enfrentou o porão,
Gentileza real nasce da transformação.
A mentira é como um espinho enfiado na pele que continua doendo mesmo que a gente não queira mais lembrar dela.
Vejo muito espinho no jardim aonde tanto cuidei, e me lembro que colhi muitos frutos no deserto que andei.
Uma semente chamada ingratidão.
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