Espetáculo
Clic
(José Adriano de Medeiros)
Clic
Sob o véu da tarde, um espetáculo
Clic, clic
Olhos atentos, câmeras a capturar
Clic, clic, clic
Um pássaro solitário, a sobrevoar
Clic, clic, clic, clic
A lua, um disco de prata
Clic, clic, clic, clic, clic
E o Sol a desaluminar.
Clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic
17/09
Chega uma hora
que do espetáculo
não se deve buscar
o protagonismo
e nem o antagonismo,
E sim se posicionar
como espectador da cena
para ninguém te desconcentrar.
Refinado espetáculo
policromático,
No meu céu
de Balneário,
Chegada é a hora
de amar,
Rama perfumada
no bico da pomba,
Alfazema angelical
cultivada,
Pelas mãos das falanges
celestes,
Destino escrito
pela Literatura,
Um mistério ocultado
pela Ditadura,
Carregado no seu
olhar cor de ônix,
E por estas mãos
que salvaram vidas,
Um poema misterioso
nos passos,
De um homem tão
fino e tão delicado,
Que de mim arrancou
os ais semitonados,
Conheci por tuas mãos
a dimensão do [amor,
Tive de fazer-nos
distanciados e escrever,
Um poemário intimista,
um rosário devocional
Que fez muitos apaixonados
de forma sobrenatural,
Mas na verdade este era o
meu poemário de [dor,
A dor de não tê-lo ao meu lado,
a dor de ter me distanciado.
Não pude agir diferente,
foi melhor para nós dois.
A vida está se abrindo
para nós, acredito
O tempo passou,
e desfez o algoz, confio.
Trouxe o milagre, semeou
a bondade e o infinito,
Agora só falta a primavera
do amor mais bonito
Se abrir, se expandir, iluminar
a foz e renovar o sentido;
E colocar a gente de volta
no mesmo passo e caminho
Para que se cumpra com gala
e esplendor o nosso destino.
Intensa renovação sideral e
m breve há de [chegar,
Porque em nossas intimidades
somos astros a girar,
Poetas intimistas do nosso
espaço particular,
Nas asas do nosso jeito
de amar entre os [lençóis,
Varrendo a influência do mundo,
sendo apenas dois.
A vida está novamente
se abrindo floral:
Ao som da mais carinhosa ária,
sofisticada e especial.
A gaivota está sobrevoando,
- acrobaticamente -
Concedendo o seu espetáculo,
- em círculos -
Celebrativos,
Plenificando o céu acinzentado.
A gaivota está se aproximando,
- certamente
Para alcançar o seu sustento,
- indiscutível
Sobrevivendo,
Exigência do momento.
A gaivota está me fazendo pensar,
Sobre a distância e o tempo,
A verdade que pode ser uma,
- duas -
Diferentes,
Convergentes,
E sobreviventes.
Teu rastro ainda
que espiritual,
É um doce espetáculo
misterioso,
Inteiro no meu
átrio sensual,
Será revelado ainda
mais saboroso...
Sim, encerrar-me
dentro de ti,
E ali ficar,
e morar;
já sendo tua.
Habitante de ti
serei como a Lua,
Usufruindo da divina
flutuação,
Um convite
e uma provocação.
O teu olhar farol
que me ilumina,
Invade com uma
bondade solar,
Que fascina
e uma cumplicidade,
Ímpar que me
[domina] - excita.
Não preciso
mais de roupa
Para correr
nas pradarias
vestida,
Tenho o teu bosque
para ser acolhida,
O teu amor sempre
convida;
Longe irei fazer-me
de esquiva,
Tens uma mulher
- e tua cativa.
A êxtase explodiu
em mim silenciosa,
Ela vem do coração
que te ambiciona;
Tens uma acolhida
que me apaixona,
E uma grandeza
que nos enamora.
O meu ideal
de servir-te
e te amar,
Fará o meu corpo
sublime
te alimentar,
Como uma poesia
que não há
de se findar,
Quero no teu
coração morar;
E juntos
o nosso amor
Ainda muito
celebrar...
Se eu pudesse ver o seu rosto
Aí, sim, seria um espetáculo!
Olho para os lados
Vejo aura nas pessoas
Umas claras
Outras escuras
Outras indefinidas
Elas nem imaginam
Posso falar o que quiser
Mas como contar que o tempo
Está indo em outra direção
Há outro plano!
Aqueles que não acreditaram no seu sucesso,ainda no meio do
espetáculo,verão assustados os "claps,claps,claps,dos aplausos em sua
homenagem!
Comprei ingresso na primeira fila,para assistir um espetáculo cujo título é, eu avisei,agora é tarde.
Título: O Espetáculo da Vida — Entre o Caos e a Beleza de Existir.
A vida, em sua essência mais pura, é um espetáculo que se desenrola diante de olhos muitas vezes distraídos. Não há ensaio, não há roteiro fixo somos, simultaneamente, os atores, os diretores e os expectadores da própria existência. “não estamos aqui por acaso”. Cada alma vem à Terra para aprender, reparar e crescer. Cada dor é uma lição embrulhada em silêncio; cada encontro, um fragmento de eternidade disfarçado em casualidade. O palco humano é o grande teatro da evolução espiritual, onde o sofrimento não é punição, mas oportunidade de luz.
A vida é uma travessia emocional, um espetáculo psicológico em que o maior desafio não é vencer os outros, mas reconciliar-se consigo mesmo. As cortinas do tempo se abrem todas as manhãs, convidando-nos a ser protagonistas conscientes e não meros figurantes do nosso próprio destino.
Ele lembraria que o verdadeiro sucesso não está em colecionar aplausos, mas em desenvolver a capacidade de ser autor da própria história, mesmo em meio às tempestades.
Em cada conflito interno, um eco das próprias ações anteriores um chamado para o perdão e para a cura que transcende os limites do corpo. O reflexo das janelas da memória, que precisam ser limpas para que o olhar volte a enxergar o sentido do agora. O espetáculo da vida é grandioso demais para ser reduzido ao material, e complexo demais para ser vivido sem consciência.
A alma humana, é como um artista que muda de cenário a cada acontecimento, aperfeiçoando seu papel até que aprenda a amar incondicionalmente. O maior palco da vida é a mente quando ela aprende a transformar o medo em aprendizado, o passado em sabedoria e a dor em compaixão e recuperável, o espetáculo atinge sua mais alta forma de beleza.
No fim, o espetáculo da vida não é sobre aplausos, nem sobre o término da peça. É sobre o despertar.
Sobre compreender que cada ato, mesmo os mais tristes, compõe a sinfonia perfeita da evolução.
“O espetáculo da vida é sublime quando o espectador aprende a ser também o autor da própria alma.”
A comida no estômago é como o combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. O meu corpo deixou de pesar. Comecei a andar mais depressa. Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.
É dentro de um avião que mais percebemos nossa vulnerabilidade. Mas vale a pena ser vulnerável apreciando o espetáculo colorido de um por do sol.
DESLUMBRE
O mar beija a praia
O céu desenrola seu tapete azul
As nuvens brincam de desenhar
As ondas abraçam as pedras
A garça triste molha os pés na água
O sol mergulha lentamente dando adeus ao dia
O vento levanta a saia da moça
O coqueiro dança
O barquinho vermelho navega feliz
Uma estrela aparece toda faceira por ser a primeira
Um peixe faz um balé nos ares
A lua dá um sorriso
A poeta sorri de volta
Encanta-se
Pensa que o espetáculo foi para ela.
