A afasia da alma, aprisionada no... Celso roberto nadilo

A afasia da alma, aprisionada no continuum cósmico, projeta-se no espelho do espaço profundo. Diante de nós, a horda de asteroides errantes avança como um conjunto de seres vivos; suas trajetórias solitárias nos ensinam a contemplar a escuridão com novos olhos.
​Na nossa linha de visão, aglomerados urbanos espaciais misturam-se a fenômenos astrais e nuvens densas de energia primordial. A luz rebate, e a lua renasce do vazio. No horizonte que hoje desenhamos, Marte e Netuno já se estabelecem como as bases do nosso futuro, enquanto os pássaros da imensidão planam sobre as areias do tempo.
​No fim, tudo o que deriva da luz revela-se uma sutil manipulação da nossa própria imaginação — uma fuga criativa diante do fato mais intrigante: as eternas amarras da condição humana.
Por Celso Roberto Nadilo