Espelho
Crônicas de um Espelho Meu
Besteiras fantásticas,
Asneiras primorosas,
Acidentalmente enfeitadas,
Enfeitiçadas, frondosas.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.
Com a delicadeza de princesas frágeis,
O atributo mor foi o olhar carente,
Mas pro viés dos bárbaros e obscenos,
A feiticeira má, sempre será, mais atraente.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma piada trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma anedota mágica.
Adorada Bruxa que nunca será minha,
Deixe-me ser seu servo,
Deixe-me amar em vão.
Deixe-me amar o engano,
Aceitemos a peso profano
De nossa esdrúxula relação.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Deixe-me amar o engano,
Deixe-me amá-la em vão.
Ele ama o leproso, o perdido, o cego,
Mas o homem ama apenas o que é espelho.
Ama quem se encaixa no seu molde,
E exclui quem a graça de Deus envolve.
O coração do homem endurece fácil,
Fecha portas com trancas de orgulho.
Mas o coração de Cristo se abre todo,
Mesmo sabendo que será ferido de novo.
Jerusalém, espelho do mundo,
coração duro, olhar sem fundo.
Mas ainda chamo, mesmo negado,
sou Deus de braços... não de fardo.
Tua santidade é um espelho,
Que mostra o que eles não querem ver.
Preferem que fiques igual a eles,
Pra não sentirem que precisam ceder.
Eles te chamam de exagerada,
Mas é porque tua fé é viva e ousada.
Não se dobra aos costumes da maioria,
Nem troca unção por companhia fria.
Enquanto um sorriso no espelho ou outro toque em silêncio te lembrar de mim, eu estou aí na pior forma, sem você poder me tocar.
03/07
Seja um espelho
para aquilo que deseja,
Só você poderá
fazer por si mesmo
quando tudo parecer
distante ou inatingível.
Metapoema
Num lago de letras
o metapoema está
para o poeta como
o espelho d'água
está para a imagem,
Não existe nenhum
poeta que nunca
tenha feito ao menos
um metapoema
na vida sem saber,
Um metapoema é bem
simples de entender:
é quando um poeta
explica o porquê
escreve um poema dentro
de um poema para você.
Sem fazer nenhum ruído
Um corpo foi despido
Diante do espelho,
Para arrancar um suspiro
De desejo lascivo,
Há de ser um belo bailado
No território [conquistado;
Será um pecado bem cometido.
O espelho tem duas faces, e a face que vejo não me agrada, o tempo me fez envelhecer sem prestar atenção nele...(Patife)
Eu hoje tranquei-me em meu quarto
cercado de idéias ruins
luz acesa, a imagem no espelho
Meu Deus, este não sou mais eu
O que este mundo fez de mim?
o que meus pés tocam, não são mais chão
só decepção
Fechos os olhos, mas não sinto sono
sinto apenas abandono
tudo que finda, continua ainda
o sonho um dia vira pesadelo
Tudo muda, qual cor do cabelo
cama dura
vida dura
quanto tempo terei de viver
até que tudo isso se acabe?
o futuro a Deus pertence
o motivo...só Ele sabe
