Espanto
Meu '"Grande" pequenino...
Com espanto veio à enxurrada de perguntas:
Mãe, você está chorando?
Por quê?
Está sentindo dores?
O que foi?
Me conta?
Seguida de uma série de palavras doces:
Não chora mãe... Eu te amo!
Vai passar... te amo do tamanho do universo!
Olha, você é a melhor mãe do mundo inteirinho!!!
Tudo isso embrulhado em abraços carinhosos e muitos beijinhos...
Olhei bem nos olhinhos infantis que me fitavam confusos e impacientes, ávidos por minhas respostas e disse:
Até pouco não estava chorando filho, meus olhos vertiam saudade...
Agora estou chorando sim, mas é de felicidade!!! Amo-te demais meu filho!!!
“Meu filhinho pequenino quando sorrir de repente,
tem toda graça divina num pedacinho de gente!!!”
Veias
Espanto de acordar
Nascimento machucado
Arrancado da ilusão
Veias encharcadas de vícios
O grito inteiro da pele
Arrepio riscado nas entranhas
A energia nervosa
Cacos, talhos
Garganta varada em tosses
Ranhuras, pontas
Lâmina do olhar perfurante
Sangue
Sangue
Sangue
Partes e sobras de toda realidade
Das mãos secas e do coração
Das mãos cheias e do coração
"Em sonho, te encontro
O céu, desenho em pranto
Ficou a saudade, que deixou espanto
No coração que te amou tanto
Ao ponto de não esconder o quanto
A tua partida calou meu canto...".
PENSO
Acordo de madrugada como de espanto,
Olho para o teu lado e não vejo o teu lado,
Tampouco vejo o teu corpo ali.
Corro à porta, abro o visor e não vejo,
As marcas escuras das árvores
Que sempre estiveram ali.
E não te vejo, chamo e não te escuto,
Saio... e recuso ver o que vejo,
A ausência de tudo,
Cadê o mundo, em mim dentro, perguntam,
Cadê teu sono... tudo foi como retirado,
Por máquinas silenciosas enquanto eu dormia.
Mas meu amor, o que queriam como o meu amor,
Já que me deixaram, e eu só não sou semente
Para repovoar o mundo. Porque o meu amor
Foi confundido com uma porta, um armário,
O que queriam com isso, já conseguiram,
Já formiga o meu corpo inteiro por esta façanha,
De extremo mau gosto, um pressuposto jeito
De me deixarem louco.
Só que o que não sabem é que já levantei louco,
Eu não tenho amor, eu grito e morro por um inexistente,
Eu não tenho casa e a porta que eu abrira
Foi a mesma que abro quando estou insone
Rolando no leito desta calçada, abri o meu coração.
E quando abro o meu coração tudo se escapa,
A natureza, que não reconheço ser,
As sombras múltiplas que considero ser eu,
Amor, eu nunca tive, mal sei chamar a palavra,
Por achar bonita e simbólica aprendi,
Ouvindo de outros que tinham,
E passavam de dedos laçados por sobre esta calçada.
naenorocha
O destino me espanta tanto, e esse espanto é mato... No fim de cada dia, eu percebo que o acaso realmente não existe. E o que mais me impressiona é que esse destino depende da gente. Ele é formado à partir das nossas atitudes e escolhas. As pessoas conhecem tanta gente ao longo de suas vidas... Gente demais mesmo, e só algumas são importantes. Por que? Não sei, mas são.
"Porque da morte tanto espanto,
se ao nascer já trago a sina
de viver até que esta assasina
acabe da vida os seus encantos?"
Mesmo a morte sendo uma certeza sempre nos causa espanto, porque o problema não é a morte em si e sim a forma como ela nos assalta o suspiro da vida.
Sempre me espanto das grandes coisas que construímos das cinzas de uma catástrofe. Nada acontece por acaso, tudo tem motivo, causa e efeito.
Como me sinto fraco, vulnerável e aberto por todos os lados ao espanto, quando me vejo diante de pessoas que não falam por falar e que estão sempre dispostas a confirmar pela acção o que dizem por palavras!... Mas existirão mesmo pessoas assim? Não me consideraram mesmo a mim como um homem firme?
A máscara é tudo. Tenho de confessar, no entanto, que os temo - e haverá algo de mais aviltante do que o medo? O homem mais forte por natureza torna-se um poltrão, se as suas ideias forem flutuantes - e o sangue-frio, a primeira das nossas defesas, deriva apenas do facto de uma alma já endurecida pela experiência não poder ser colhida de surpresa. Bem sei que esta minha determinação é ambiciosa, mas ir inisitindo nela apesar de tudo é já meio caminho andado.
- Eu a amei!
- Você a amou? Não ama mais?
- Sim,porque o espanto?
- Não sei,talvez porque para mim amar é um verbo que não se conjuga no passado,ou se ama,para sempre,ou nunca se amou de verdade!
Quando te achei, havia tanta coisa pra te dar... Havia lua cheia sobre o mar, havia espanto e amor no meu olhar.
O desejo ansioso e dormente
A pele em espanto somente
Um sorriso fino e breve
O copo cheio de Martine
O poeta e a inspiração triste
Onde estamos agora?
Há um lugar onde se reúne
Os corajosos os destemidos
Onde estamos agora?
Porque os olhos choram?
Esses olhos claros e calmos
Acomodados não reagimos
Quero o silêncio agora
Quero superar o caos em fim
Parte de mim ainda se aprisiona
Parte de mim ainda ama
Não quero pensar em nada agora
Quero descobrir oque existe
Dentro de mim
Porquê o que existe lá fora é dor
Há mundo, mundo.....
Como seria se todos fossem humanos
Entre sorrir e chorar, eu escolho ser feliz. É com um belo sorriso que espanto a cara feia da tristeza .
Não são as atitudes dos maldosos que devem causar mais espanto, mas sim a indiferença dos bons diante delas.
Essa beleza que era também espanto
Pelo dom da palavra e pelo seu uso
Que erguia e abatia, levantava
E abatia outra vez, deixando sempre
Um rasto extraordinário. Sim, a hora,
Dois séculos antes, em que uma ausência
E o seu grande silêncio cintilaram
Sobre a mão do poeta, em despedida.
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