Espaço
Na sua mudança pra nova vida,eu sabia que não tinha espaço nenhum pra mim,então pulei do meio de toda tralha no caminho,arranhões,escoriações por toda parte,mas o amor próprio intacto.
A religião deve ser um espaço de acolhimento e união, independentemente de ideologias políticas ou partidárias.
Palavra do dia:
È hora de esvaziar o seu coração, e deixe espaço para o " novo de Deus e de um verdadeiro e definitivo amor ,entrar e fazer morada na sua vida !
Abra as janelas da casa da sua alma e deixe a luz e o calor do sol de " amor" aquecer novamente o seu coração "!
Não desista pois o melhor de " Deus" ainda esta por vir.
È a vida que segue, pois qual o rio que não navega para o mar ?
De Gilberto Braga
Amor platônico
Terreno abandonado,
espaço baldio.
Dia amanhecido
casa abandonada
alma desolada.
Amar sozinho,
coração estarrecido.
Telhado cantante
amor de ilusão, paixão
de estudante.
Passarinhos soltos,
lua nova, deslumbrante.
A solidão aumentando
a paz vai acabando...
Olhos tristes, repletos
de sonhos vazios.
Desejos perdidos,
largados num terreno
da alma,
totalmente esquecidos.
Quando enxergo no próximo
o meu desejo
em forma de ação recíproca
não há espaço
para eu agir com egoísmo.
Amar não é se anular, mas saber compreender que seu espaço está sendo dividido por quem você ama e, ao mesmo tempo, ter o seu respeitado pela pessoa amada.
No verdadeiro amor, não há domínio, pois o que une os amados não deixa espaço no coração, que possa permitir que a Semente de outro sentimento se instale para brotar um conflito.
A saudade é um hiato do prazer de estar na companhia da pessoa amada, que cria um espaço no coração que tem a tristeza como aliada.
Você chegou sem avisar e já está ocupando um espaço que você nem consegue imaginar. Eu Te Amo Vida.
A vida é um espaço de tempo
Em que somos obrigados a viver
Não existe outro jeito
Se não vivermos esta vida
Outra, então, nos será outorgada
Eu tenho a chance de aceitar ou rejeitar
A intensidade da luz
a passagem do tempo
o diâmetro do mundo que eu crio
E iniciar a caminhada sobre um fio
Portanto, tudo que nos resta
É estabelecer pra nós mesmos
Os parâmetros
Daquilo que julgamos ser direito
O que muda
de pessoa pra pessoa
é o conceito
E é isto que fará parecerem diferentes
As suas durações
Pois o tempo
Apesar de parecer absoluto
Não varia um minuto
de vida pra vida
Mas algumas são mais bem aproveitadas
Outras, rejeitadas ou perdidas
Essas escolhas são aquilo que nos leva
A viver a impressão
De que ela é uma subida ou uma descida
Onde os olhos veem luz ou treva
Por mais que nos tentem influenciar
Não há quem decida em meu lugar
Se um dia vou deixar
saudade ou alívio
A vida é simplesmente
a procura pela verdade
Enquanto eu não a encontro
eu a vivo.
Depois do fim
Um espaço vazio
Um abraço
Que ficou esquecido
Cuja validade expirou
Um traço tremido
Um último olhar
Que agora, sinceramente
Não faz mais nenhum sentido
Depois do fim
desatados os laços
Sem lágrimas contidas
nem choradas
Sem missa em latim
desespero ou promessa
A culpa foi da vida
Por ser feita de tempo
que corre depressa
e a tudo consome
toda estrada se acaba
e depois do fim
vem sempre o nada
senão
não teria esse nome.
Edson Ricardo paiva.
Enquanto isso vou pensando
nos caminhos onde andei
Perdido no tempo e no espaço
Gente
Respirando fumaça
E realmente achando graça
Penso e me perco
Parcas esperanças
Mais fracas
Conforme o tempo passa
E ele passa
E nesse espaço de tempo
Disfarço e me desfaço
Penso em quantas partidas
A vida
Essa viagem só de ida
Bagagem
Mensagens de adeus
despedidas
Em quantos partiram
Sem um último olhar
ou abraço
Em quantos vem chegando
Sem saber
e nem querer saber
Vivendo sem pensar
Simplesmente por viver
E um dia partir
Como tantos
Que se foi deixando
Ficar por esse caminho
Tão curto e tão distante
Confuso, inconstante, alegre e triste
Agora parece
Que a mente se ilumina
Porém
Quando olha pra cima
Percebe que ninguém percebe
Que o Sol não mais ilumina
da mesma maneira que antes
E a quantidade de luz que se recebe
Não faz tanta diferença
Quanto no tempo
Em que se vivia e nem pensava
E achava distante demais
Tudo aquilo que hoje
A bem da verdade
Tanto faz...
Edson Ricardo Paiva
Janela
Paisagem distante
Tem coisas que não dá
Pra enxergar ou definir
Espaço e tempo
Prenúncio de tempestade
Um buraco no Céu
O Sol ainda arde
Mas agora é tarde
Difícil
Segundo a segundo
O dia escurece
Não se pode dizer
Quando a chuva cai
Mas é fácil dizer que ela vem
Janela aberta
Paisagem distante
Nada ou ninguém
Calado
Penso no passado
Tem dias que tudo passou
Eu murmuro uma oração
Ela há de ecoar pra sempre
A janela se fecha
Deserto por dentro e por fora
Agora só me resta uma certeza
Fechou-se a janela certa
A tarde parecia tão morna
Noite morta
Esquecida eternamente
Essa sensação parece boa
Somente a oração
Que no silêncio ecoa.
Edson Ricardo Paiva.
Imagine o espaço territorial de um país como um corpo e seu povo como a sua alma.
Quando um grupo ou uma ideologia ruim chegam ao poder e passam a prejudicar esse país, é como se fosse um tumor malígno que precisa ser extirpado.
Quando esse grupo ou ideologia passa a se apossar da mente desse povo com leis que afetam nas relações interpessoais desse povo, isso já se assemelha a um espírito malígno: Isso é um demônio que precisa ser exorcizado.
Mas só se houver uma influência prejudicial, Isso é você que responde, de acordo com seus conhecimentos e consciência.
Eu vi a luz que se apagou
Eu vi a morte flutuar no espaço
Algo ali surpreendeu
E fez com que de repente
Eu pensasse não ser eu
Eu vi o homem que galgava
Cada degrau daquela escada
A caminhar pro cadafalso
E cada passo dado em falso
Era uma aproximação verdadeira
Do seu derradeiro laço
Eu ouvia todos os hinos
Louvando e glorificando
A condenação simples e pura
de todos os juízes
Traídos, em suas sentenças
Atrelados e atados
Às duras barras, onde amarraram
Lado a lado
No lodo dos tribunais
Com sua justiça de barro
Eu vi a cara da fome
e suas irmãs, felizes
Eu vi sete celeiros cheios
Para alimentar sete juízes
Eu vi caírem
Todos os governos deste Mundo
Num lapso de tempo
Que não durou
Mais que um segundo
As coisas que faço
E as coisas que eu digo
Não pretendem conquistar nenhum espaço
Nem ligo
Não pretendo ser quem não sou
Sou aquele que Deus fez
A minha vez já chegou
é hoje, foi ontem e amanhã será
Meu tempo é este
E eu sou apenas eu
Apesar de todos os meus defeitos
Vivo apenas do jeito que posso
E te ajudo, se precisar
Às vezes me iludo
Pois sou gente igual você
Mas não quero o que não me pertence
Nem penso ser mais que ninguém
Estou na vida pra aprender
dividir e amar a vida
Por ser assim
e não saber mentir
Vivo sozinho
Quase que isolado
Não haverás de ver ao meu lado
Muita gente
Desejo que sejam felizes
Longe de mim
Não existe nenhuma garantia
Que eu não vá terminar meus dias
Embaixo de algum viaduto
Um desconhecido morto
Que viveu no anonimato
Não teve nada
e nem foi ninguém para este Mundo
Mesmo assim, se procurar
Não há de encontrar
A quem eu tenha feito o mal
O mal que me fizeram
Morreu em mim
Eu afoguei o mal, não o perpetuei
Portanto
Se terminar os meus dias
Sem ninguém ao meu lado
Eu mesmo me julgarei
Um bem aventurado.
Em seu trajeto pelo espaço
O Universo revolve
Abstrato e concreto
Enquanto tudo se move
O tempo muda as coisas de lugar
Ou modifica as que permanecem
Outono, as folhas caem
Primavera, outras crescem
Os raios de Sol e a água e outro ar
Renovando promessas
Os pássaros retornam de verões distantes
Percebem no primeiro instante
O viço da folhagem nova
Tudo até parece igual
Mas as flores recém-chegadas
Se postas à prova
e lhes fosse permitido algo dizer
descreveriam essa euforia de reencontro
Como sendo-lhes algo estranho e sem sentido
Pois, a olhar para os mesmos pássaros
À elas, não significa nada
Simplesmente não os reconhecem.
Pois é na sutileza inconteste
do jeito que as coisas são
Que se esconde
a pureza do conhecimento
Ter vivido a vida
momento a momento
No mais, tudo é sofisma
É luz enganosa
Que se decompõe
Sob o prisma do menor confronto
Universo em documento
Eternamente pronto e aberto
Peneirando eternamente
Não se dobra a nenhuma vaidade
Consolidando a verdade
O resto é coisa que voa ao vento
Bastaria pra nós
O gesto de simples pensamento
Mas a mera simplicidade
É coisa que há muito tempo
Foi relegada à espera,
Perdida
em meio a tantos outros compromissos
Na esfera do esquecimento ela aguarda
Enquanto bem poucos aprendem
Que precisamos de menos disso
Mas ao mesmo tempo
Um pouco mais que isso.
Edson Ricardo Paiva.
