Espaço

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Eclipse lunar
no espaço de amar
da Via Láctea.

A solitude não é o vazio entre dois relacionamentos; pode ser o espaço em que o indivíduo finalmente escuta a própria voz sem a interferência das expectativas alheias.

Quanto mais presentes somos na vida das nossas crianças, menos espaço damos para o mal.
Quando ocupamos o lugar dos nossos filhos, o inimigo perde terreno.

*Saudade na Madrugada*

Essa madrugada judiou do meu coração,
na cama sobra espaço e no peito solidão.
Não senti o peso leve da tua cabeça,
nem o cafezinho nosso que a alvorada aquece.

Vem, fica... num me deixa assim não.
Sem você o corpo esfria, a casa é só um porão.
Madrugada amiga, leva esse pedido:
que ela volte e o vazio seja preenchido.
(Saul Beleza)

A maior fronteira epistemológica não está no espaço sideral, mas na interface entre o que somos e os limites neuroquímicos que moldam aquilo que podemos sentir e compreender. Testar esses limites, ampliá-los, contorná-los ou torná-los conscientes é um dos desafios centrais da filosofia do ser na era tecnológica.

Ateísmo não é vazio; é espaço para preencher com humanidade real.

Minha vida inteira foi marcada pela dor, e, por isso, nunca houve espaço para uma divindade.

A beleza destruirá o mundo. Quando tudo é medido apenas pela utilidade, não há espaço para o feio, o inútil ou o louco, e com isso, toda criatividade morre, tornando a vida injusta.

O vazio é um espaço onde existe silêncio e nada.


O nada se basta?


O nada é suficiente com o seu vazio, com esse intervalo que colapsa no tempo?


É a presença, esta que nos coloca no agora, pois a mente dispersa, por isso despertamos a mente para fluir na presença da existência.


Vencemos, não?


É uma batalha o viver?


Vejo como a água do rio que flui, só vai seguindo o seu próprio curso, preenchendo-se de si.


Essa é nossa verdadeira natureza!


Selvagem.

Não há espaço para a arrogância nas fileiras silenciosas de parede e meia, onde todos se nivelam por baixo, em barraquinhos tão pequenos e cheios de nada.

⁠Não há espaço para a Arrogância nas fileiras silenciosas e gélidas de parede e meia dos cemitérios.


Onde todos se nivelam por baixo, em barraquinhos tão pequenos e cheios de nada.


Ali, onde o mármore já não distingue o rico do pobre, o poderoso do anônimo, o aplaudido do esquecido, toda vaidade parece uma espécie de piada contada diante da Eternidade.


Os títulos ficam do lado de fora.


As posses não atravessam sequer os portões.


O orgulho não encontra lugar para se acomodar entre quatro paredes tão estreitas.


Diante dos túmulos, a vida parece revelar sua verdadeira proporção.


Aquele que passou anos só acumulando bens termina com quase nada.


Aquele que se julgava indispensável torna-se só ausência.


A voz que tantas vezes ordenou, silencia.


As mãos que apontavam caminhos já não apontam para lugar nenhum.


E o nome, antes pronunciado com respeito ou temor, pouco a pouco se transforma em uma inscrição sobre a pedra, sujeita ao tempo, à chuva e até ao esquecimento.


É muito estranho pensar que passamos a vida inteira disputando espaços: espaço nas empresas, nas famílias, nas rodas de influência, nas vitrines sociais e até nos pensamentos dos outros.


Queremos ser vistos, reconhecidos, lembrados.


Construímos muros para separar o que é nosso do que pertence aos outros e, muitas vezes, gastamos a existência inteira tentando provar que somos maiores do que alguém.


Mas basta visitar um cemitério para perceber a inutilidade de tantas disputas.


Ali, nas terras silenciosas e gélidas, ninguém ocupa uma suíte.


Ninguém leva o veículo para dentro.


Não há cofre, diploma, medalha ou conta bancária.


Não há seguidores, aplausos ou plateias.


Há apenas profundo silêncio.


E, diante dele, a humanidade inteira parece caber na mesma medida.


Talvez os túmulos sejam uma das mais duras e espinhosas aulas de humildade intelectual que a vida oferece.


Eles nos lembram que somos passageiros, apesar da maneira como, tantas vezes, vivemos como se fôssemos proprietários do tempo.


Lembram-nos que o corpo que hoje se veste de vaidade amanhã dependerá apenas da memória daqueles que ficaram.


E que, no fim, a pergunta mais importante talvez não seja o quanto acumulamos, o quanto juntamos, mas o quanto espalhamos.


Porque há mortos que não morrem jamais, e há outros que morrem sem jamais terem vivido.


Os que não morrem jamais, vivem nas histórias que alguém conta, no conselho que alguém repete, na saudade que aperta o peito, no gesto de bondade que aprendemos com eles.


Há pessoas que partiram há décadas, quiçá séculos, mas ainda ocupam lugares enormes no coração de quem teve a graça de conhecê-las.


E talvez essa seja a única grandeza que mereça ser perseguida: não a de possuir um túmulo maior, mas a de deixar uma lembrança muito maior do que ele.


No cemitério, todos parecem pequenos.


Na memória e no amor de quem fica, alguns conseguem permanecer imensos.


Por isso, antes de olhar para alguém de cima, talvez devêssemos visitar um túmulo.


Antes de alimentar a arrogância, lembrar que a eternidade não se impressiona com nossos títulos e posses.


E, antes de desperdiçar a vida tentando parecer superior, compreender que, quando tudo termina, não importa a altura do pedestal que construímos.


Importa aquilo que fomos quando ainda havia tempo para ser.


Porque, no fim das contas, a morte não nivela apenas os corpos.


Ela desmascara as vaidades.

Cantam os pássaros de angústia.
Com as suas gargalhadas de tristeza.
Vindo do mar ao espaço.
Com lágrimas repleto de dores.
Flutuando sobre as águas dos rios.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
Vindo com corações endurecidos.
Com uma mente apedrejada.
Fugindo das pessoas penosas.
Clareando a noite.
E ao por do sol eles penetram.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
No aprofundar da noite.
Na beira da vida.
Com o sol ardente.
Com a chuva caindo sobre as suas cabeças.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
Em tempo de partida.
No raiar do amor.
Ao afagar as crias.
Ao aferir o bico.
Ao som da guitarra.
Sem gandulo.
Cantam os pássaros de angústia.

Inserida por Deusdedithh

O mundo através do tempo e espaço, fica cada vez menor, mas hoje estou feliz, porque tivemos a oportunidade de vivermos mais um dia...
Amanhã, com certeza o mundo estará ainda menor, mas teremos um novo dia para crescermos e transformarmos esse mundo pequeno num mundo melhor.

Inserida por Waldetes

A verdade é que todo coração puro e sincero possui um espaço vazio consigo e vive na busca de outro que seja capaz de confortar e completar-te inteiramente.

Inserida por dhiefersonlopes

Quando morrem os sonhos sentimentos ruins chegam e ficam ocupando o espaço por eles deixados, por isso não mate os sonhos por não conquista-los mas por sonhos melhores.

Inserida por marcelohenriques

todos nos somos capazes de vencer na vida.
Quando deixamos a ignorância de lado e damos espaço, para os nossos pensamentos fluírem.
Marcos Araújo

Inserida por minhavibe

Acumulo saudade
Num curto espaço de tempo.
Sou terra escondida embaixo
das folhas de outono - úmida.

Inserida por sandraliracoelho

"Se todos pudessem voar
O céu seria somente um mero espaço
O qual seria explorado facilmente
E ninguém saberia ficar de pé
ironicamente, necessitamos o chão, para almejar vôos, mesmo nunca os podendo realizar, mas ao menos assim, o céu, ainda permanece sendo um sonho, um desejo e uma motivação
Para todos nós."

Inserida por rafaelRocha

Raramente há espaço para verdade na política brasileira e sem alianças com os que já estão no poder não há que se falar em projetos aprovados, por exemplo. Não se iluda e não iluda seus iguais. Candidatar-se visando status e dinheiro fere não só a moral do candidato, mas, especialmente, o povo. (PLDD)

Inserida por PalomaDeDea

- A timidez é uma questão de íntimo.
De espaço de beleza.
De mulher de camarim.
A timidez é uma questão de sedução.
Entre o início e o fim.

Inserida por RebecaMelo