Escrito na Areia

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O sol que nasce após a noite fria.
O mar que beija num instante a areia.
A brisa que as flores acaricia.
A lua bela mesmo sem ser cheia.
Preciosidades nem sempre são valorizadas.
Tudo acontece silenciosamente.
Joias estão diante de nós sem serem observadas, se escondem e sua formosura não se faz aparente.
Um dia, outro dia, todo dia.
E assim, despretensiomente,
nem sempre se percebe a magia.
Um dia encontra-se a luz.
De repente o sol, o mar, a brisa, a lua,
tudo se faz belo, tudo nos seduz.
Compromissos, preocupações, correria,
tudo ofusca o olhar, prejudica a visão
e, num piscar de olhos perde-se a razão
e encontra-se sentido no despertar de uma paixão.

Inserida por ProfMarceloSousa

“Nossas vidas são como os grãos de areia que são levados pelo vento de acordo com a sua direção;
Quando ondulados,nossa caminhada torna-se mais difícil ou seja,como nossa vida às vezes, somos atropelados por diversas situações;
Quando umedecidos pelas ondas do mar,esses mesmos grãos tornam-se mais nivelados possibilitando-nos retornar à nossa caminhada com uma maior tranquilidade;
À revelia da nossa vontade,os bons e os maus momentos sempre estarão presentes em nossa vida,resta-nos então fazer destes grãos de areia uma coleção de conchinhas e em cada uma delas preencher com um desejo benéfico como : anseios de felicidade,de paz,prosperidade enfim,de melhores dias, fazendo de nossa existência e daqueles que conosco caminham,um passeio de pleno contentamento.”

Inserida por KDRG1

Feche os olhos,
Pense nisto:
Nossa vida se cruzou por um átimo
Seu nome na areia a água do mar apagou
Seu perfume rapidamente no ar se evaporou
Suas palavras um clique deletou
Seu beijo minha boca nunca tocou
O nosso amor nunca se concretizou
Sua imagem à minha mente voltar se recusou...

Abra os olhos....

Diga-me quem pode impedir isso?

Inserida por RosangelaCalza

Senhor, assim como a ostra que produz uma pérola a partir de um grão de areia que a fere e a faz sofrer; que Tu me concedas sabedoria, graça e força para transformar cada grão de areia da minha existência em uma bela pérola para Teu louvor.

Inserida por ronaldocg

Eu seria grande, mas o que sei, sei mais que um grão de areia, sou apenas, que acha o que pensa, mas será os pássaros não sabem porque constroem os seus ninhos e os outros que consideramos animais sabem menos que nós, cães que não abandonam aqueles que amavam nem no cemitério esperando o retorno, ou será que já estão vendo o que nunca veremos.

Inserida por Juarezfsales

Sou o grão de areia que não incomodou a ostra: por este motivo a ostra não gerou uma pérola. (Donizete de Castilho, 18.10.2013)

Inserida por donizetedecastilho

"se eu podesse escrever na agua como escrevo na areia, escreveria o seu nome no sangue da minha veia"

Inserida por Alisson1

Grãos de Areia (Marita Ventura)


Coração apertado

Respiração presa. Tudo é melancolia. Tudo está desmoronado. Um castelo que se desfaz. Lentamente. Vagarosamente. Visivelmente. Cada grão de areia delicadamente ali depositado que se esvai, unindo-se e perdendo-se, entre as outras tantas centenas de milhões espalhados.

Este é o ciclo. Primeiro o sonho, onde tudo começa, o desejo, a construção imagética do castelo ansiado. Depois o encontro, a definição, a certeza das partes, do começo, já estabelecido, do meio, que está por vir, e por vezes, do fim tão difícil.

Então a construção de fato, que dá forma, o “mãos à obra”, o carinho, o cuidado, a surpresa, a admiração, a confiança, o desafio, a excitação e a busca.

Depois o inusitado, um monte que se desmancha, não por completo, apenas um pedaço que se perde, mas que traz a dor, a decepção, o medo. Traz também a “volta por cima”, o esforço, a perseverança, uma nova tentativa. E o monte se refaz. Ou melhor, é refeito, reformado, consertado. Um pouco mais frágil, essa pequena parte fica necessitando de mais atenção, de maiores cuidados, está vulnerável a uma nova queda.
E o castelo não pára, é sempre lapidado cada vez mais. Pequenas falhas que vão sendo corrigidas. Outras que são aceitas. Nunca está pronto. E as correções são cada vez mais numerosas. Quase sempre recorrentes.

Até que outra parte se desintegra. Desmorona. A muralha tão imprescindível, tão necessária, protetora da fortaleza, ela, a última que poderia um dia desfalecer, se rompe, se entrega. É inevitável. A sensação é triste, penosa, dolorida. A perda do construído que leva junto o amor, o respeito e a esperança.

E os montes de grãos que a formavam voltam a ser nada, a nada representar, a nada significar, a nada dizer, porque já não é mais. Volta a não ser. Sua imagem está desacreditada, deformada. Já fora por muitas vezes reorganizado, rediscutido, reconstruído. Mas seus alicerces continuavam frouxos, não se sustentava.

Agora nada mais serve. Deixou o castelo sem forças, condenado a desilusão, a descrença, a frieza. O fim tão repudiado, repelido, ele, que era tão difícil de ser aceito, mas que já vinha dando sinais de sua presença, certamente chegou mais cedo do que um dia, se é que pensamos nele, pudéssemos imaginar.

O sonho tão belo, eterno e terno fora, mais uma vez, ao chão.

Inserida por marita

⁠As ostras que encantam são aquelas que se tornam invisíveis aos grãos de areia.

Inserida por MarcioGermano1969

⁠Fundar-se no secularismo
é erguer castelos na areia
motivos e razões frágeis,
de almas perdidas,
em busca de um sentido
que lhes escapa.

Inserida por Brunopaz33

⁠O presente nada mais é do que uma mão cheia de areia e virada para baixo. Ao afrouxa-la aos poucos, as horas e os segundos vão caindo, se esvaindo. E, ao final, o que resta grudado na pele, são memórias.

Inserida por S_Torres

⁠Era outubro, na cidade velha de pedra,
de areia e espanto.
Foi de propósito — que sem querer — eu te olhei.
Você também, sem disfarce, me encarou.
E eu pensei: o que é tudo isso?
Artifício do acaso, ou um descuido da dor?

O tempo parou.
O céu ficou suspenso.
A primavera se atrasou.
A luz dos teus olhos me iluminou —
quando dei por mim, era verão.

Como parece ao vento
eu sussurrei um monólogo
Sem melancolia, nem saudade.
Quando tudo terminou, como num sonho
Inefável, eu aprendi a soletrar
A palavra eternidade.

Inserida por EvandoCarmo


Todos os obstáculos,
cordilheiras, colinas, desertos – ninguém por perto... areia a tudo nublar...
costas sem portos para aporta, um lugar de chegada encontrar.
caminhos insuetos,
travessas sem saída... nem tente atravessar, você só terá a opção e volta voltar...
as mais abruptas subidas...
trilhas abandonadas, que não servem pra guiar mais nada...
caminhos que levam a coisa nenhuma,
rios caudalosos,
curvas tortuosas
descidas perigosas...

Só não solte minha mão,
não vou deixar você perder a razão.

Guio-te com o coração.

Inserida por RosangelaCalza

⁠No passo que vai e vem,
carrega-se a vontade — viva, inquieta.
Que passos são esses,
que a areia reteve como lembrança?

São vestígios de quem busca o sentido,
de quem caminha sem saber,
mas deixa, mesmo assim,
marcas fundas no tempo.

Pegadas que narram silêncios,
segredos que o vento não levou.
São mapas ocultos no chão,
histórias que sussurram nas entrelinhas.

Memórias ancoradas num instante,
revivem quando o tempo nos alcança.

O tempo — esse não apaga tudo.
Há passos que nos guiam de volta,
e neles, talvez,
o nosso destino esteja escrito.

Inserida por joseluisdesousa20232

⁠Havia um menino minúsculo. Não pequeno como uma criança — mas minúsculo como um grão de areia num mundo onde tudo era enorme, frio e sem rosto.

Ele caminhava por um chão infinito, de pedras duras e sombras altas. A cada passo, objetos colossais caiam do céu: blocos, livros, palavras pesadas, gestos invisíveis. Eles não o esmagavam de imediato... apenas o cobriam, lentamente, como se o mundo tentasse enterrá-lo em silêncio.

O menino corria, tropeçava, e gritava sem som. Ninguém ouvia. E então, quando menos esperava, uma sombra gigantesca surgia no céu — maior que todas as outras, algo sem forma, mas cheio de peso, medo e fim. Era isso que o fazia acordar: não o impacto, mas o medo de sumir por completo, de ser engolido por algo que ele nem entendia.

Ele despertava com o coração acelerado. Com a garganta apertada. Com a certeza de que, ali dentro, havia algo gritando para ser libertado... mas ele não sabia como.

⁠"Quem constrói honra com orgulho levanta castelos de areia."

Inserida por macjhogo

⁠Sonho é um caminhãozinho que pode carregar toda a areia do mundo.

⁠Setembro dormiu cedo

Areia nos bolsos e o cheiro do mar no cabelo.
Era só isso. E, por um tempo, foi tudo.
As janelas do carro abertas,
e você dizendo que não queria prometer nada.
Eu disse que também não queria.
Era mentira.

Te esperei como quem espera verão em cidade fria.
Escrevi seu nome na parte de dentro dos meus pensamentos
e apaguei com o canto da mão —
como se isso bastasse pra esquecer.

Mas ainda vejo a gente,
preso num instante que nunca virou agora,
num fim de tarde que não sabia que era fim.
Setembro dormiu cedo,
e eu fiquei acordado esperando você voltar da escola.

Eu me lembro:
das suas costas contra o céu dourado,
de quando você dizia "só hoje",
como se amanhã não fosse pesar.

A gente se encontrou no intervalo do mundo,
nos bastidores da vida real.
Promessas murmuradas atrás do mercado,
planos que só eu levava a sério.
Você era um talvez disfarçado de agora.
E eu achava que tinha sorte.

Eu cancelei noites, amigos,
e até a mim,
só pra ter mais alguns minutos de você.
Você, que nunca foi meu.
Mas me chamava de "sorte"
quando esquecia o nome das outras.

A gente era o que não era.
O que quase foi.
O que não coube no tempo certo.
E eu ainda te procuro nos dias nublados
e nas músicas tristes demais pra tocar de manhã.

Você se lembra?
Do portão velho,
do meu "entra no carro",
da minha espera que você nunca pediu?
Do sol batendo no seu ombro,
e de mim achando que aquilo era amor?

Setembro dormiu cedo.
E eu fiquei, sozinho,
esperando que você acordasse de novo pra mim.
Mas não acordou.

Você nunca foi meu.
Mas fui inteiro por você.

Inserida por NaicanEscobar

Acordes na Maré

Você partiu feito onda que some,
deixou na areia seu rastro e seu nome.
E eu fico aqui, rindo entre soluços,
lembrando teus acordes, teus passos astutos.

Tocava violão com alma de sol,
cada nota tua era um farol.
Na beira da praia, de pés na espuma,
cantava pra vida, cantava pra lua.

O luto chegou, sim, sem pedir licença,
mas não apagou tua doce presença.
Ela mora no vento que embaraça o cabelo,
nas canções que tocam no fim de janeiro.

Saudade? Tenho. É parte de mim.
Mas também é sorriso, memória e jardim.
Teu riso ainda dança no som das marés,
e tua batida vibra nos meus pés.

Hoje, sento sozinho na areia molhada,
o mar me consola, a noite é pintada.
Tuas músicas vivem nas ondas que vêm —
cada acorde me diz: “Tô contigo, tá bem?”

Inserida por annajj

⁠Uma Boa Lembrança

Da areia o mar infinito
Como um arco a praia se faz
Olho o azul do mar em ondas que chegam
Espumas rolam em minha direção
Sereias desfilam a beira mar
Golfinhos sorriem dizendo que sim
Ao fundo um quadro de montanhas
Delas nasce um sol lindo a brilhar
Em um céu limpo azul ele sobe
Uma leve brisa refresca meu rosto
Sinto a maresia no camarote do paraíso
Sentado em areia macia percebo a beleza
Quanta alegria em um só momento
Apenas areia, um mar e um céu
A memória do poeta colocada em papel

Inserida por silvio_flamel