Escrevo o que Sinto
Escrevo versinhos ando em círculos penso em tiros no ouvido num silêncio mais calmo em balas de goma e cereais matinais e mãos no pescoço e esquecer o passado não por arrependimento mas por exagero por tédio por sódio.
Escrevo por você , por não poder falar que ainda te amo , não penso mais em mim ,só em você . Queria estar ao seu lado , sentir seu cheiro , beijar sua boca , Fazer parar o tempo ,só para ficar com você ...Não me culpe se ainda a amo mas me culpo por ser você ...
Perco-me quando escrevo...
Me perderia de qualquer forma.
Afinal, tudo é perda...
E calar é muito mais...
Escrevo porque preciso.
Escrever é como droga.
Vício do qual não me abstenho,
e no qual vivo.
É como veneno necessário.
Se compõe de fragmentos do sentimento.
Nos recantos dos sonhos é colhido.
Das margens bucólicas dos rios da alma.
Essas águas deixo escorrer por meus dedos.
Não quero o silêncio...
Por isso...
Que meu coração jamais se cale.
Vivências
Cada letra que escrevo,
uma nova palavra se forma
em um papel tão limpo,
quanto os meus versos.
Aumenta a minha vontade,
de nunca parar.
Um sorriso discreto,
que desperta em uma
criança solitária,
já é uma comemoração
de seu coração,
com seus lábios.
Todas as guerras,
podiam ser travadas
em aviões de papel,
tiros de criatividade
e sangue de uma caneta
vermelha.
Acredito, que minhas palavras
não formam somente versos,
mas de versos novos sorrisos.
VOLTA AMOR (cartinha de amor)
Meu amor!
Escrevo para te avisar que a solidão me ronda
Depois que partiste, nunca estive tão só.
Tu ES ingrato.
Pois sabes o quanto me fazes feliz tuas cartas
Nem se quer uns rabiscos me escreves
Tenho sentido falta dos teus abraços,
E estes beijos ardentes
Que me queima ao tocar-me
Em tão pouco tempo que partiste
As horas parecem não passar e as noites infinitas
E quando o sono vem
Lembro-me bem o seu sorriso
Tranqüilizava-me dizendo volto rápido
Que também levaria um pouco
Desta infinita saudade que ficou
Volta amor! Volta.
Quando um pensamento vem eu logo o escrevo,
Os pensamentos são como pessoas quando vão embora nem sempre voltam. Por isso tenho de fazer tudo na primeira chance, fazer valer.
Quem sabe você seja o único motivo para uma possível retorno. Interessante não?
Mas quando você é o motivo da partida, seja ela de pessoas ou das palavras. Você tem que aprender uma forma de lidar com isso. E nem sempre conseguimos.
Só escrevo,
Porque é uma forma de desabafo,
Um modo que me deixa melhor,
Uma sensação única,
Como se eu tirasse um peso da minha consciência.
Tudo começou com uma brincadeira,
Sem compromisso nenhum,
Depois, aos poucos, virou uma paixão.
Escrevo e respiro com a mesma importância. Às vezes, no mesmo ritmo. Às vezes, na mesma intensidade. Com a mesma dependência, a mesma necessidade. Mas sempre com o mesmo pensamento de que não existiria eu sem antes elas.
Quando escrevo me conheço um pouco mais, e me dar até um certo prazer ler algo que escrevi a algum tempo atrás.
Há algo em mim que eu não suporto: Escrevo bem, mas não sou capaz de criar nada sem um papel e um lápis. Não tenho o dom da persuasão por fala, mas bem sei, que a escrita me encanta.
Eu não preciso fazer rascunho, não tenho medo de errar, não tenho nada pra passar à limpo. Escrevo o que sinto franca, aberta e sinceramente. Meu coração é uma máquina de escrever.
Tu nem sabe, mas te ponho pra dormir e zelo pelos teus sonhos todas as noites. Te escrevo coisas lindas todos os dias. Meço cada vogal, cada consoante, só pra me assegurar que as minhas palavras são em favor da tua felicidade.
Eu escrevo coisas lindas pra quem julgo valer a pena. E escrevo coisas lindas pra quem não vale nada também.
