Escrevo e parece que não Leio

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"Sou vários espelhos em revezamento
leio de novo e mudo o leitor
o texto me troca de eixo
o eu se refrata no ato de ler.


No jogo de linguagem
existir cobra senha de identidade
pede critérios e reidentificação
não aceita só o brilho do instante.


Penso é ato
existo soa estado
quando o verbo encena substância
escorrega a gramática do ser.


O cogito acende presença
não decreta essência
há pensamento
logo há um alguém em ato.


Heráclito passa
sou rio no próprio leito
cada papel é uma margem
cada respiração um começo.


Enquanto vivo sou processo
sou rastro que se redesenha
a definição chega tarde
quando a narrativa congela.


Não me encontro
me construo em variáveis
o encontro pertence ao que é
eu opero no que devém.


Assim falo ao cartógrafo cartesiano:
tua bússola marca o ato
não o continente
confundes faísca com metal.


Conclusão cantada em pedra líquida:
penso logo apareço
sou em ato
cogito ergo fluo.


Tradução precisa
do evento pensar
não se segue substância
segue presença
identidade é narrativa em curso."
– Daniel A. K. Müller

⁠"Nós somos a poesia um do outro.
Você me escreve e eu te leio!"

⁠"Quando estou só é que leio o livro do silencio. Ele me diz tantas palavras bonitas que chego até sonhar." Vicente Telles

A literatura muda nossa mente. A cada página virada mais informações a serem acolhidas. Eu leio e escrevo, e depois re-escrevo. Sou um típico escritor brasileirado e diferenciado artista.⁠

⁠Há livros que são encantados.
Eu os leio.
Eles me leem...

⁠Quanto mais leio antigos pensadores,
mais eu me convenço que eles já disseram tudo,
e que eu nunca deveria ter escrito palavra alguma.

⁠ “Não me julgue pela quantidade de livros que leio, mas pela qualidade deles.”

⁠Ler

Quando leio me transporto
para outra dimensão.
Penso, questiono,
E dou a minha opinião!
Me alegro, as vezes choro,
Abro o meu coração.
Sinto graça, sinto medo
Me envolvendo na ação.
Ler é uma viagem
Que faço na imaginação.

Me leio lentamente, suavemente...como quem sente o sabor de um delicioso vinho.
Sinto-me. Leio página por página devagar, tocando as letras que formam o teu nome e que trás entre as linhas de cada capítulo a nossa história !

Tem coisas que eu leio, que dá vontade de abraçar quem escreveu, de tocar o coração do outro, e sentir ele vibrando, na mesma pulsação que o meu.

Entre o Indizível e o Infinito.


Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice.
Porque nela encontro esse espelho raro,
onde o íntimo não se esconde apenas pulsa.


E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”


Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim.


Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial.
Ele afaga minhas dores,
desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno:
“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”


E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto.


Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento.


Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento.
Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro.
E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.

Não leio mais. Todo mal que a filosofia poderia me fazer, já fez. E, quanto à poesia, esta também não tem mais nada a me dizer.

Cada vez que eu leio, oro e creio nas promessas de Deus, de todo o coração, mais fácil eu começo entender como os homens estão vivendo tristes, cansados e sem propósitos, trabalhando para serem infelizes.

Leio os outros até me doerem os olhos.

⁠Ao ler um livro, eu sempre leio o final primeiro, assim o meio fica menos assustador.

"Leio primeiro o que me interessa e depois o que não me interessa."

Quebra o silêncio


Quebra o silêncio
Antes que ele diga por você
Leio o ar nos teus pulmões
Descompassado
O corpo chega onde
a palavra não ousa


Quebra o silêncio
Sustenta o olhar
O medo é só
O nome errado
do que insiste


Quebra o silêncio
Fica
Eu escuto o que
não vem inteiro
Sem urgência
Sem escudos


Te toco
— o tempo perde função
Te cerco
— algo em ti repousa
Revelo o que nunca
Foi pedido
Esse intervalo
Onde a alegria aprende a ficar

⁠Eu nunca achei um defeito na BÍBLIA, mas eu estou sempre achando defeito em mim, quando leio a BÍBLIA!

"Todos os anos ouço (e leio) que o Natal é só 'consumismo'. É a conversa de sempre, sem novidade! Na minha família e na minha vida, o Natal jamais foi ou será consumismo. Quem é de consumismo o é com ou sem Natal. É possível entender isso? É possível aceitar isso? É possível conviver com isso? É ou não é possível? Que coisa!"
0770 | Criado por Mim | Em 2014

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Quanto mais leio, vejo, ouço e sinto bobagens a caminho, mais vontade tenho de rebatê-las. Pois venham!"
0787 | Criado por Mim | Em 2014

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com