Escrevo e parece que não Leio
A ignorância.... Quanto mais leio, mais estudo, mais tomo consciência do quào ignorante sou... Como é vasto o campo do conhecimento, como o nosso HD é limitado. Seria maravilhoso se pudéssemos scannear tudo que nos interessasse e pudéssemos satisfazer está imensa sede de saber e reduzir a ignorância.. Deus, este nosso arquiteto nos concedeu leitores ( olhos, ouvidos e dedos ) na medida certa da nossa capacidade de processamento.... Então, só nos resta subir um degrau por vez e buscar minimizar esta que é uma condição humana: a ignorância.. Este eterno estado de dúvida! " Podemos saber muito sobre muitas coisas mas jamais tudo sobre tudo".
É no canto de minha casa que fico a imaginar
Uma frase bem legal pra meu dia animar
Leio a Bíblia, canto hinos e fico a contemplar
Esse campo de mato verde que não canso de olhar
O canto das aves são músicas pra meus ouvidos, o galo canta o despertar da manhã que é muito lindo!
Milla sempre do meu lado, companheira sem igual, essa cadela é sem dúvida uma amiga animal.
Ocidente e Ocidente
quanto mais tempo eu leio como um curioso as obras da academia ocidental e à 'pesquisa', mais eu me torno hostil à intervenção da erudição ocidental branca nos assuntos dos povos colonizados.
não há necessidade de contribuições brancas, ocidentais, questionamentos ou análises em relação ao sul global, povos colonizados ou minorias étnicas.
acadêmicos e professores brancos fetichizam, estetizam e exploram em nome de sua educação, estudos e carreiras.
uma sala de aula ocidental facilitada por um acadêmico branco é um local de violência, não de revolução
"Sou vários espelhos em revezamento
leio de novo e mudo o leitor
o texto me troca de eixo
o eu se refrata no ato de ler.
No jogo de linguagem
existir cobra senha de identidade
pede critérios e reidentificação
não aceita só o brilho do instante.
Penso é ato
existo soa estado
quando o verbo encena substância
escorrega a gramática do ser.
O cogito acende presença
não decreta essência
há pensamento
logo há um alguém em ato.
Heráclito passa
sou rio no próprio leito
cada papel é uma margem
cada respiração um começo.
Enquanto vivo sou processo
sou rastro que se redesenha
a definição chega tarde
quando a narrativa congela.
Não me encontro
me construo em variáveis
o encontro pertence ao que é
eu opero no que devém.
Assim falo ao cartógrafo cartesiano:
tua bússola marca o ato
não o continente
confundes faísca com metal.
Conclusão cantada em pedra líquida:
penso logo apareço
sou em ato
cogito ergo fluo.
Tradução precisa
do evento pensar
não se segue substância
segue presença
identidade é narrativa em curso."
– Daniel A. K. Müller
"Quando estou só é que leio o livro do silencio. Ele me diz tantas palavras bonitas que chego até sonhar." Vicente Telles
A literatura muda nossa mente. A cada página virada mais informações a serem acolhidas. Eu leio e escrevo, e depois re-escrevo. Sou um típico escritor brasileirado e diferenciado artista.
Quanto mais leio antigos pensadores,
mais eu me convenço que eles já disseram tudo,
e que eu nunca deveria ter escrito palavra alguma.
Ler
Quando leio me transporto
para outra dimensão.
Penso, questiono,
E dou a minha opinião!
Me alegro, as vezes choro,
Abro o meu coração.
Sinto graça, sinto medo
Me envolvendo na ação.
Ler é uma viagem
Que faço na imaginação.
Me leio lentamente, suavemente...como quem sente o sabor de um delicioso vinho.
Sinto-me. Leio página por página devagar, tocando as letras que formam o teu nome e que trás entre as linhas de cada capítulo a nossa história !
Tem coisas que eu leio, que dá vontade de abraçar quem escreveu, de tocar o coração do outro, e sentir ele vibrando, na mesma pulsação que o meu.
Entre o Indizível e o Infinito.
Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice.
Porque nela encontro esse espelho raro,
onde o íntimo não se esconde apenas pulsa.
E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim.
Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial.
Ele afaga minhas dores,
desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno:
“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”
E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto.
Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento.
Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento.
Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro.
E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.
Cada vez que eu leio, oro e creio nas promessas de Deus, de todo o coração, mais fácil eu começo entender como os homens estão vivendo tristes, cansados e sem propósitos, trabalhando para serem infelizes.
Leio poemas como alimento.
Não leio com os olhos,
Nem leio com a liguagem.
Leio com a fome
De quem busca significados.
E isso é sempre arriscado.
Em meio a palavras herméticas,
Entendo como quem conhece.
E tudo flui organicamente.
Se as vejo em um conjunto
De produção e sensibilidade,
Cuidadosamente arquitetadas.
Não sei vocabulário rebuscado.
Mas sei sentir cada palavra:
Um peixe vivo em minhas mãos.
Raramente encontro o retrato fiel
Do que vivo febrilmente.
E por um minuto me sinto compreendida.
Eu que tantas vezes me dei por vencida.
Não sei nomear o que a vida faz de mim,
No momento presente, incoerente.
Cansada que estou
De movimentos lineares.
Reprimo sentimentos viscerais,
Se sou muito nesse mundo,
Que observa e constrói regras.
Sentada longamente não esboço ação,
Mas meu peito corre mundos
E cria realidades imprevessentes.
Como conter impulsos
De um ser que transborda
Dimensões caosmáticas?
Se penso em Deus,
É porque Deus está em mim.
Sem religião, sem plateia.
Apenas uma força
Que sereniza minhas visões.
E me faz tratar o outro
Com a tenulidade que espero.
Estou isolada de todos.
Sei que amo e sou amada
Por amigos caros em
Minhas afetivas lembranças.
Mas preciso estar só,
Para que minha mente
Não se vá por caminhos
Que desconheço e temo.
Solidão ontológica
É o que me resta,
Se não encontro pares
Que eu ouço e me ouvem.
Mas nada lamento.
Se tive o corpo torturado,
Aumentou minha noção de justiça.
Talvez eu seja dócil na aparência,
Velho hábito polido na educação.
O que dizer sobre
O que se passa em minha mente?
Nasci como sou e sou como nasci.
Mas sei conversar calmamente
Como se minha mente não estivesse em
Ebulição, com pensamentos contínuos.
Escrevo essas palavras,
Que ouso chamar de poema.
Se falo tanto de mim,
Não é ferida narcísica.
Tenho consciência da minha
Peculariedade, se não sou
Uma pessoa pragmática.
A maturidade se aproxima,
E faço um restrospecto.
Erros e acertos se entrelaçam.
Sinto vontade de pedir perdão,
Mas palavras não curam sentimentos.
E já não sei mais onde errei ou acertei.
Sinto paz e me aceito com minha
Mente idiossincrática.
E sei sentir afeto duradouro,
Mesmo no descartável do
Nosso tempo veloz.
Sei que estou prolixa
E o poema se demora.
Sem garantias.
Espero que você me leia,
E se sinta capaz de entender,
Sem banalizar minha confissão.
Mas se eu não te interesso mais,
É justo que essas palavras caiam
No esquecimento sem nada dizer.
Minhas palavras são normoses,
E posso disser que sem palavra
Eu fiz um poema.
Sem nenhuma força,
Sem nenhum apoio.
Eu sou resistência plantada
No chão árido.
E estou feliz,
Porque a felicidade mora em mim.
E sorrio sozinha,
Por que minha ternura,
Não conhece opressão humana.
Sigo em frente, olhos abertos,
Navegando no amor
Que vislumbro no horizonte.
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