Escrevo e parece que não Leio

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Eu tenho o poder de voltar ao passado quando leio algo que escrevi.

Leio poemas como alimento.
Não leio com os olhos,
Nem leio com a liguagem.
Leio com a fome
De quem busca significados.
E isso é sempre arriscado.
Em meio a palavras herméticas,
Entendo como quem conhece.
E tudo flui organicamente.
Se as vejo em um conjunto
De produção e sensibilidade,
Cuidadosamente arquitetadas.
Não sei vocabulário rebuscado.
Mas sei sentir cada palavra:
Um peixe vivo em minhas mãos.
Raramente encontro o retrato fiel
Do que vivo febrilmente.
E por um minuto me sinto compreendida.
Eu que tantas vezes me dei por vencida.
Não sei nomear o que a vida faz de mim,
No momento presente, incoerente.
Cansada que estou
De movimentos lineares.
Reprimo sentimentos viscerais,
Se sou muito nesse mundo,
Que observa e constrói regras.
Sentada longamente não esboço ação,
Mas meu peito corre mundos
E cria realidades imprevessentes.
Como conter impulsos
De um ser que transborda
Dimensões caosmáticas?
Se penso em Deus,
É porque Deus está em mim.
Sem religião, sem plateia.
Apenas uma força
Que sereniza minhas visões.
E me faz tratar o outro
Com a tenulidade que espero.
Estou isolada de todos.
Sei que amo e sou amada
Por amigos caros em
Minhas afetivas lembranças.
Mas preciso estar só,
Para que minha mente
Não se vá por caminhos
Que desconheço e temo.
Solidão ontológica
É o que me resta,
Se não encontro pares
Que eu ouço e me ouvem.
Mas nada lamento.
Se tive o corpo torturado,
Aumentou minha noção de justiça.
Talvez eu seja dócil na aparência,
Velho hábito polido na educação.
O que dizer sobre
O que se passa em minha mente?
Nasci como sou e sou como nasci.
Mas sei conversar calmamente
Como se minha mente não estivesse em
Ebulição, com pensamentos contínuos.
Escrevo essas palavras,
Que ouso chamar de poema.
Se falo tanto de mim,
Não é ferida narcísica.
Tenho consciência da minha
Peculariedade, se não sou
Uma pessoa pragmática.
A maturidade se aproxima,
E faço um restrospecto.
Erros e acertos se entrelaçam.
Sinto vontade de pedir perdão,
Mas palavras não curam sentimentos.
E já não sei mais onde errei ou acertei.
Sinto paz e me aceito com minha
Mente idiossincrática.
E sei sentir afeto duradouro,
Mesmo no descartável do
Nosso tempo veloz.
Sei que estou prolixa
E o poema se demora.
Sem garantias.
Espero que você me leia,
E se sinta capaz de entender,
Sem banalizar minha confissão.
Mas se eu não te interesso mais,
É justo que essas palavras caiam
No esquecimento sem nada dizer.
Minhas palavras são normoses,
E posso disser que sem palavra
Eu fiz um poema.
Sem nenhuma força,
Sem nenhum apoio.
Eu sou resistência plantada
No chão árido.
E estou feliz,
Porque a felicidade mora em mim.
E sorrio sozinha,
Por que minha ternura,
Não conhece opressão humana.
Sigo em frente, olhos abertos,
Navegando no amor
Que vislumbro no horizonte.

"Leio primeiro o que me interessa e depois o que não me interessa."

Se eu amo Deus e não leio Bíblia eu não o amo verdadeiramente. Pois quem ama O busca incansavelmente

Quando..


Quando te leio
Me delicio.
Vejo a sua força ,
Vejo as suas dores.
Mas, apesar delas
O que é doce
Em ti permanece.

A literatura muda nossa mente. A cada página virada mais informações a serem acolhidas. Eu leio e escrevo, e depois re-escrevo. Sou um típico escritor brasileirado e diferenciado artista.⁠

Não leio mais. Todo mal que a filosofia poderia me fazer, já fez. E, quanto à poesia, esta também não tem mais nada a me dizer.

Não me julgue pela quantidade de livros que leio, mas pela qualidade deles.

Cada livro que leio enriquece a minha vida.

Não sei nada, nem se quer leio livros, não conheço nenhum autor, so sei que a busca por um objetivo traz todo esse aprendizado! e eu vou conseguir! porque busco, e como crente cristã, o meu Senhor diz : Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Mateus 7:7-11..

Ocidente e Ocidente

⁠quanto mais tempo eu leio como um curioso as obras da academia ocidental e à 'pesquisa', mais eu me torno hostil à intervenção da erudição ocidental branca nos assuntos dos povos colonizados.

não há necessidade de contribuições brancas, ocidentais, questionamentos ou análises em relação ao sul global, povos colonizados ou minorias étnicas.

acadêmicos e professores brancos fetichizam, estetizam e exploram em nome de sua educação, estudos e carreiras.

uma sala de aula ocidental facilitada por um acadêmico branco é um local de violência, não de revolução

⁠Eu nunca achei um defeito na BÍBLIA, mas eu estou sempre achando defeito em mim, quando leio a BÍBLIA!

Entre o Indizível e o Infinito.


Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice.
Porque nela encontro esse espelho raro,
onde o íntimo não se esconde apenas pulsa.


E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”


Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim.


Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial.
Ele afaga minhas dores,
desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno:
“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”


E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto.


Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento.


Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento.
Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro.
E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.

Nós não estragamos nada além do que (frase clichê aqui, enquanto leio o livro, do cantor favorito) já estava premeditado a se estragar ou estragado já estava.


Não vivemos nada melhor do que o melhor se vive entre amantes que se amam com amor, ardor e paixão (ressalvo a cumplicidade ímpar. Essa é difícil de se ver por aí nas esquinas e acho que foi única no jeito que a vivemos).


Não nos odiamos em nenhum menor grau do que aqueles amantes egoístas são capazes, quando não sabem viver e lidar com suas paixões.


Assim fomos, assim somos (quem sabe?) e assim guardarei na memória (sempre a vida me arma essa isca) de pensar em nós.

“Hoje, leio como espectador a história da qual, um dia, já fui protagonista.”

Quebra o silêncio


Quebra o silêncio
Antes que ele diga por você
Leio o ar nos teus pulmões
Descompassado
O corpo chega onde
a palavra não ousa


Quebra o silêncio
Sustenta o olhar
O medo é só
O nome errado
do que insiste


Quebra o silêncio
Fica
Eu escuto o que
não vem inteiro
Sem urgência
Sem escudos


Te toco
— o tempo perde função
Te cerco
— algo em ti repousa
Revelo o que nunca
Foi pedido
Esse intervalo
Onde a alegria aprende a ficar

"Antes eu lia para sentir; hoje eu leio para compreender — e sinto muito mais."

"Todos os anos ouço (e leio) que o Natal é só 'consumismo'. É a conversa de sempre, sem novidade! Na minha família e na minha vida, o Natal jamais foi ou será consumismo. Quem é de consumismo o é com ou sem Natal. É possível entender isso? É possível aceitar isso? É possível conviver com isso? É ou não é possível? Que coisa!"
0770 | Criado por Mim | Em 2014

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Quanto mais leio, vejo, ouço e sinto bobagens a caminho, mais vontade tenho de rebatê-las. Pois venham!"
0787 | Criado por Mim | Em 2014

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Quando ouço ou leio que tal Presidio é de 'Segurança Máxima', boquiabro-me. Afinal, qual sentido pode haver em Presidio que seja de 'Segurança Mínima' ou mesmo 'Sem Segurança'? HeuHein!"
Texto Meu No.1069, Criado em 2022

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com