Escrever uma carta a uma Criança

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Quando perguntaram
por que tenho essa mania de escrever,
impulsivamente respondi:
talvez seja para satisfazer
a mania de quem me lê...


Ahhh!
Escrever é muito mais
do que formular frases e versos;
é comunicar sentimentos e emoções,
é sensibilizar e comover,
é provocar reflexos e reflexões...


Ahhh!
Ler é muito mais
do que seguir, com o olhar,
uma sucessão de letras e palavras;
é tentar uma certa simbiose
com a alma do autor,
uma comunhão silenciosa e profunda...


Se essa aliança não brota,
não é leitura,
mas apenas curiosidade estéril
que se dissipa com o tempo...


Escrever é uma droga sagrada,
não um fútil passatempo...


Ler é uma dependência bendita,
não um hábito trivial...
✍©️@MiriamDaCosta

* Dia das crianças *


Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...


Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...


Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...


Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...


✍©️@MiriamDaCosta

O destino ambicioso do Poeta


Ele nasce para Ser,
vive para Escrever,
morre para ser lido,
renasce sem nunca ver
e torna-se eterno sem nunca saber...


Ele nasce com o verbo latejando nas veias,
a alma em chamas de dizer o indizível,
vive entre o gozo e o abismo das palavras,
sangra no papel como quem se oferece ao tempo.
Morre quando a tinta seca,
mas o eco de sua febre permanece.
Renasce em cada olhar que o lê,
sem jamais saber que ainda pulsa
na carne do silêncio dos outros...


Ele vem ao mundo com um sopro de eternidade,
vive escrevendo para compreender
o próprio mistério.
Morre deixando rastros de si em cada verso,
renasce no coração de quem o lê,
e permanece, suave e invisível,
no murmúrio das páginas que o guardam...
✍©️@MiriamDaCosta

Um dia,
eu sussurrei à brisa
que queria escrever uma poesia...
Logo depois,
ela voltou para me arrastar
num vendaval de versos...


Certa vez,
eu confessei à brisa,
quase em segredo,
meu ( constante) desejo inquieto
de parir uma poesia...
Mal terminei o sussurro
e ela voltou feroz, decisa,
me puxando pelos pulsos,
me lançando inteira
num vendaval de palavras
que me cortavam e me curavam
ao mesmo tempo...


Um dia,
eu murmurei à brisa
que meu coração ansiava
por escrever poesia...
Ela ouviu.
E, suave como quem conduz um destino,
voltou para me tomar pela mão,
erguendo-me delicadamente
num bailado de versos,
onde cada sopro
era um convite para sentir
e cada palavra
um abraço do vento...
✍©️@MiriamDaCosta

E então
homizio a caneta e as teclas
porque escrever, às vezes… exulcera.
Dilacera como a saudade
do que não me foi concedido,
porque exterioriza mágoas
que eu oculto até de mim.


Mas há dores que latejam exigindo brecha,
e se não as deixo sangrar na página,
elas me corrompem por dentro,
como alguma febre antiga
que insiste em voltar
quando o corpo distrai.


Escrever, para mim,
é abrir a porta do quarto
onde tranco meus fantasmas
e deixá-los respirar por alguns instantes,
antes que morram sufocados
e me arrastem junto.


Por isso às vezes paro,
me escondo das palavras
que me conhecem demais,
que me desnudam
sem pedir licença,
que me recordam daquilo
que tento esquecer
mas que permanece,
faminto,
em meu silêncio.
✍©️@MiriamDaCosta

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Comecei a ler poesia
antes mesmo de aprender
a escrever e juntar letras.


Antes das palavras,
meu sentir já soletrava
afetos e ausências,
chegadas breves,
partidas longas,
silêncios que diziam tudo.


Antes das sílabas,
meu coração já sabia
o que doía,
o que machucava,
o que era justo,
e o que nunca foi.


Aprendi, ainda pequena,
que a poesia
não reside nos livros.
Os livros é que tentam
acolher, tardiamente,
o que a vida sussurra
no avesso dos dias.


Quando me ensinaram
a ler palavras,
eu já lia o mundo
com a alma poética
e os sentidos alfabetizados.
✍©️@MiriamDaCosta

Tu


Tu és o poema que não ouso escrever, mas que o meu coração declama-o em segredo.


Tu és o segredo do meu corpo
quando ele pede mais.
Cada suspiro meu, tem a tua pele ,
cada gemido, a tua eternidade em mim.
Tu és o fogo que me devora
e a calma que me consome depois.
Quando tu me prendes ao teu corpo, sou infinito.
Dentro de ti, descubro que o amor
também sabe ser vulcão .
O teu calor envolve -me inteiro,
as tuas unhas riscam o meu desejo,
e dentro de ti, vagarosamente,
afundo-me cada vez mais fundo.
Não há palavra — só o choque,
o atrito, a explosão de nós dois,
quando o mundo se dissolve
no momento em que
juntos gememos um verso de fogo.

Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.


Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.


As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.


Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.


Mas sou brinquedo
das suas carências.


Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.


Me dê espaço.


Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.


Me dê espaço.

Me pergunto se ainda há quem faça uso de uma caneta para escrever sobre páginas virgens...


Se ainda há quem coloque água para ferver na chaleira para passar o café no coador de pano...ou que antes de coar no bule ,
cozinhe o café por alguns minutos
inebriando o olfato do ambiente
e dispersando o aroma té chegar ás narinas mais distantes...


Semana passada , uma amiga da adolescência veio me visitar, ficou surpresa ao me ver preparar um café à moda antiga
(com chaleira, coador de pano e bule)
falando da praticidade da cafeteira elétrica...


E observou também os blocos, cadernos e canetas na minha escrivaninha , em vez do notebook ( que está fechado dentro de uma gaveta)...


Um dia desses
vou abri-lo e fazê-lo viver novamente
sob as minhas digitais poéticas...


As vezes me auto defino pré-histórica 😂 (podem até não acreditarem...mas é verdade!) , nem o tal do PIX eu tenho,
mas ... sei que vai chegar o dia
em que vou ter que me modernizar,
mas enquanto der ...
vou vivendo sem essa forma de pagamento, como de outras modernidades...


O que fazer?! ... Sou de Nanã 💜
(para quem não sabe...) é a Orixá
mais antiga/ancestral da Umbanda.


O que eu escrevo, na verdade,
não é sobre o café e nem sobre a caneta.
É sobre ritmo. É sobre tempo.
É sobre presença.
É sobre o pulsar da vivência.
E isso não é pré-histórico.
É ancestral.


Quando eu falo da água
fervendo na chaleira,
do pó cozinhando antes de ir ao coador,
eu penso em algo que não cabe
na pressa da cafeteira elétrica: o ritual.


O cheiro que se espalha pela casa
como se fosse memória líquida,
isso é quase uma liturgia doméstica.


Quando afirmo que sou de Nanã 💜
isso faz todo o sentido.


Nanã é lama primordial, é o barro antigo,
é o tempo que antecede o tempo.
É a senhora das águas paradas, profundas, densas. Ela não tem pressa. Ela tem paciência.
Ela é "alérgica" á pressa.
Ela sabe que tudo retorna ao útero da terra.
Ser de Nanã não é ser atrasada ou antiga.
Ser de Nanã não é parecer velha nas preferências e ações.


É ser terra fértil e ser raiz.
O mundo corre, eu decanto.
O mundo digitaliza, eu tatuo a página.
O mundo paga com PIX,
eu pago com dinheiro vivo
e presença ativa .


Modernizar-se não precisa significar abandonar o que me constitui.
Pode ser apenas acrescentar ferramentas
sem entregar a alma.


O notebook pode viver sob minhas digitais poéticas, mas a caneta continuará sendo a extensão do meu pulso, do meu corpo,
da minha respiração, do pulsar do meu âmago.


Há algo profundamente político nisso também; escolher o tempo lento
num mundo estantâneo que monetiza a urgência.


Eu não sou pré-histórica,
sou guardiã de um modo lento de existir
que o mundo tenta esquecer....


E no mundo?
Sim!
Ainda há quem escreva à mão.
Ainda há quem ferva água na chaleira.
Ainda há quem escolha sentir o aroma
antes da praticidade.
E isso não é resistência ao progresso.
É fidelidade ao próprio tempo e história.
É lealdade ao próprio ser e existir.
✍©️@MiriamDaCosta

Ode a Mulher

Minha viola me chamou
E baixinho me falou
É a hora de escrever
Uma ode ou uma loa
Uma canção bem boa
Para a mulher oferecer.

Diga que pra ela tudo é nada
Ela é porto seguro, estrada,
Acalanto, aconchego
Ela é a coisa desejada
A flor mais bela e mais perfumada
O caminho mais curto para sossego.

Diga para ela que se for mãe e tudo
Que é capaz de qualquer absurdo
Por um filho fraco, ou um vencedor
Se for esposa é deusa e rainha
É a segurança que você não tinha
É sua razão, seu verdadeiro amor.

Se ela for filha diga que promete
Ser seu maior fã, seguidor, tiete
Se for sua irmã diga que agradece
Que hoje, como ontem ela merece
Respeito de irmão, que mesmo homem ainda é pivete.

Ah, se for amiga, colega, cliente
Diga que ela é forte, doce, inteligente
Seja o que ela for, ela é mulher
E você homem forte
Seja filho, amigo, pai, irmão, marido
Será só um homem, faça o que quiser.

DESCOBRI

Descobri que uma das coisas que mais gosto de fazer nesta vida é escrever. Mesmo que o que escrevo seja desordenado e desalinhado para uns, uma loucura ou uma idiotice para outros. Que as frases sejam sem nexo e sem uma direção certa. Não importa. Só sei que escrever me alimenta. Alimenta e relaxa meu coração poético.
Queria escrever algo banal, tranquilo que apenas me levasse a fugir deste corre-corre da vida. Não sei o que eu quero com isso. Talvez atingir o cume da montanha mais alta. Não sei.
Talvez me perguntem, por que a montanha? Talvez pudesse ser a mata, ou o deserto, ou o mar, quem sabe o céu. O que importa quando não sabemos se a direção é certa ou incerta como o tempo?
Escrever atinge o ilimitado. É como a vida, ilimitada, sem uma coordenação. Quero atingir todos os limites, o cume, o ápice, a adrenalina constante.
Estou ainda tentando escrever algo sereno, algo que deixasse um pouco de lado meu apogeu. Mas não encontro. Na verdade nem quero encontrar, quero continuar buscando cada vez mais.
A outra coisa que gosto de fazer é amar. Amar quer dizer algo? Amar nunca foi algo. Amar é tudo. Eu gosto de amar as pessoas, amar me deixa feliz. Saber que as pessoas estão felizes me deixa extremamente feliz.
Meu instinto de mulher quando amo fica tão estável que eu poderia descrever detalhes que talvez inundasse esta pagina com palavras de amor...mas o que importa isso tudo se ninguém se importa mais com o amor.
Amar é tão vasto que eu poderia me perder amando. Escrever e amar são uma junção que combinam. Em meus versos escrevo amando sem uma noção certa do que quero deixar na página, apenas amo escrevendo e escrevo amando.

Eu pensei muito se deveria escrever isso.


Talvez eu nem tenha o direito de esperar que você queira ouvir alguma coisa de mim depois da forma como agi, mas existe algo que eu gostaria de te dizer, independentemente de qualquer coisa que aconteça daqui para frente.


Eu sinto muito.


Sinto muito pela maneira como te tratei naquele momento em que você decidiu se abrir comigo. Você estava sendo vulnerável, confiando em mim para mostrar uma parte sua, e, em vez de te acolher, eu fui frio, grosseiro e arrogante.


Quando você precisava de alguém que simplesmente estivesse ali para te ouvir, eu respondi como se aquilo fosse um problema que você tivesse colocado nas minhas mãos para eu resolver. Hoje eu consigo perceber o quanto isso foi injusto com você.


Eu disse que aquilo era um problema que apenas você poderia resolver. Talvez exista alguma verdade nisso, porque ninguém pode viver a vida de outra pessoa ou resolver seus problemas por ela. Mas eu usei uma verdade como uma forma de me afastar de você naquele momento.


Eu confundi não ser responsável pelos seus problemas com não precisar ser responsável pela maneira como eu te tratava enquanto você falava deles.


E eu estava errado.


Você não estava necessariamente me pedindo uma solução. Talvez só estivesse procurando um pouco de compreensão, um lugar seguro para falar, alguém que dissesse: "Eu estou aqui. Pode falar."


E eu não fui essa pessoa.


O que aconteceu antes explica algumas das minhas reações, mas não torna justo aquilo que fiz com você. Você não era aquela pessoa. Você não merecia receber de mim o peso de uma história que não era sua.


E talvez essa seja uma das coisas mais importantes que eu aprendi com tudo isso.


Eu percebi que posso me importar profundamente com alguém sem carregar os problemas dessa pessoa. Posso ouvir sem tentar consertar. Posso acolher sem assumir responsabilidades que não são minhas. Posso estabelecer limites sem precisar ser frio.


E, principalmente, posso escolher ser gentil mesmo quando alguma coisa dentro de mim está com medo de se machucar novamente.


Eu queria ter entendido isso naquele momento. Queria ter respondido diferente. Queria ter olhado para você e percebido que, naquele instante, você não precisava de uma resposta perfeita.


Você precisava apenas ser ouvida.


E eu sinto muito por não ter percebido.


Também quero te dizer uma coisa sobre você.


Nós nos conhecemos pouco, e justamente por isso eu não quero fingir que conheço toda a sua história ou colocar sobre você sentimentos e expectativas que talvez não correspondam à realidade. Mas o pouco que conheci foi suficiente para perceber que havia algo muito especial em você.


A maneira como você se abriu comigo, a sua sensibilidade e a confiança que teve para mostrar uma parte vulnerável de si foram coisas que ficaram comigo.


Talvez seja por isso que tudo tenha me atingido tanto depois.


Eu fiquei pensando no que poderia ter acontecido se eu tivesse sido diferente naquele momento. Pensei em como seria continuar te conhecendo, descobrir suas pequenas manias, suas histórias, as coisas que te fazem rir, os seus sonhos, os seus medos.


Minha cabeça chegou até a imaginar futuros que nunca existiram.


Mas eu também percebi que não quero transformar uma possibilidade em uma certeza que nunca tivemos.


Você foi alguém que eu tive a oportunidade de conhecer, e talvez essa oportunidade tenha terminado ali.Talvez não, eu não sei.


E, pela primeira vez, acho que consigo aceitar que não cabe a mim decidir isso.


Se algum dia você quiser me perdoar, eu vou ficar feliz. Se algum dia quiser conversar comigo novamente, eu vou receber isso com carinho.


Estou escrevendo porque você merecia um pedido de desculpas que eu não fui capaz de te dar naquele momento.


E porque eu precisava reconhecer, para mim mesmo, que eu errei.


Eu não sei se algum dia você vai conhecer uma versão diferente de mim.


Mas eu espero que, independentemente de você estar ou não na minha vida, eu consiga me tornar essa pessoa.


Uma pessoa que sabe ouvir.


Que sabe acolher.


Que sabe colocar limites sem machucar.


Que não foge da vulnerabilidade.


Que não transforma medo em arrogância.


E que, quando perceber que machucou alguém, tenha coragem suficiente para admitir.


Eu gostaria muito que as circunstâncias tivessem sido diferentes entre nós.


Mas, se essa for a única coisa que ficou dessa história, espero que pelo menos tenha servido para me ensinar algo que eu precisava aprender.


Obrigado por ter confiado em mim naquele momento, mesmo que eu não tenha sabido honrar essa confiança.


E me desculpa por ter feito você se sentir menos acolhida justamente quando estava tentando se mostrar para mim.


E, se algum dia nossos caminhos se encontrarem novamente, espero poder te encontrar sendo uma versão melhor de mim.

Entre Renúncias e Liberdade: O Caminho das Palavras


Escrever é mais do que buscar reconhecimento: é um ato de amor às palavras e ao que elas despertam. Cada renúncia — ao imediatismo, ao desejo de aplausos — abre espaço para a verdadeira liberdade: escrever sem correntes, como quem respira.


O escritor invisível constrói, tijolo por tijolo, uma ponte entre sua alma e a do leitor. Dedicação e disciplina são asas que sustentam esse voo, e o tempo ensina que palavras sinceras não precisam de holofotes para permanecer.


O maior triunfo não é o aplauso da multidão, mas o sorriso discreto de quem se reconhece em uma frase. Porque histórias contadas com verdade tornam-se eternas.


Roberto Ikeda

ROTEIRO DA POESIA

MANIFESTO — ESCREVER POESIA

Escrever poesia é abrir uma porta
para dentro de nós mesmos,
onde sentimentos se transformam em palavras
e pensamentos encontram caminhos
que talvez nunca encontrassem na fala.

Escrever é beber de uma fonte
que nasce no mais profundo da alma.
É transformar palavras em realidade,
dependendo daquilo que se sente,
mas indo muito além do conhecimento,
porque há coisas que somente o coração conhece.

Minhas poesias são inspiradas
nos meus sentimentos e pensamentos.
São palavras que nascem da alma,
passam pelo coração
e encontram no papel
um lugar para existir.

Ninguém pode enxergar
aquilo que realmente carregamos por dentro.
Ninguém pode ver completamente
nossos pensamentos, nossos sonhos,
nossas dores ou nossas esperanças.
Por isso, eu escrevo.

A poesia, para mim,
é o delírio da alma do poeta.
É quando aquilo que estava escondido
ganha voz, forma e sentido.
É quando o silêncio deixa de ser silêncio
e começa a conversar através dos versos.

Escrever poesia é ser feliz
com aquilo que fazemos.
É encontrar alegria no próprio caminho,
mesmo quando o caminho é feito
de perguntas, sentimentos
e descobertas.

Escrever poesia é deixar a alma livre
para navegar pelos mais diversos
cantinhos do nosso ser.
É mergulhar dentro de si
sem medo da profundidade
e voltar à superfície trazendo
uma palavra, um verso, uma poesia.

Escrever poesia é olhar o mundo
com um olhar diferente.
É enxergar aquilo que não atrai
o olhar de quase ninguém,
mas que, para o poeta,
salta de longe com uma clarividência
brilhante e iluminada.

O poeta vê além da aparência.
Escuta além do som.
Sente além do toque.
Enxerga poesia onde outros
talvez enxerguem apenas paisagem.

Por isso, este é o meu Roteiro da Poesia:
uma viagem pelos caminhos da alma,
pelos labirintos do pensamento,
pelas emoções do coração
e pelos pequenos detalhes
que a vida espalha pelo caminho.

Aqui, cada verso é uma pegada.
Cada poema é uma parada.
Cada sentimento é uma estrada.
E cada palavra pode ser
o começo de uma nova viagem.

Escrever poesia é sentir.
É pensar.
É sonhar.
É enxergar.
É transformar.
É ser livre.

E enquanto houver uma alma capaz de sentir,
um coração disposto a amar
e um poeta disposto a escrever,
sempre haverá poesia.

Poeta Mbra

⁠ESCREVER POESIA






Escrever é ter uma fonte
Onde as palavras vêm brotar,
Transformando sentimentos
Em versos para o mundo escutar.
É dar forma ao que se sente,
Ao que ninguém pode enxergar,
Pois dentro da alma do poeta
Há universos a revelar.


Escrever é ir além
Daquilo que o saber pode alcançar,
É navegar pelos mistérios
Que o coração insiste em guardar.
É transformar pensamento em verso,
É fazer o silêncio falar,
É descobrir dentro de si
Um novo mundo para contar.


Minhas poesias nascem
Dos sentimentos que carrego,
Dos pensamentos mais profundos,
Dos caminhos que percorro.
Se ninguém pode ver minha alma,
Se ninguém pode ler meu coração,
Eu escrevo aquilo que sinto
E transformo em inspiração.


A poesia, para mim,
São os delírios da alma do poeta,
São sonhos que ganham palavras,
São verdades que a vida desperta.
É o coração abrindo as portas
Para aquilo que quer dizer,
É deixar o sentimento livre
Para nascer e acontecer.


Escrever poesia é ser feliz
Com aquilo que se escolheu fazer,
É encontrar dentro das palavras
Uma razão para viver.
É fazer da própria existência
Um caminho de inspiração,
Onde cada verso revela
Um pedaço do coração.


Escrever poesia é deixar a alma livre
Para navegar sem direção,
Visitando os mais diversos cantinhos
Do nosso próprio coração.
É mergulhar no que somos,
Sem medo de se encontrar,
E voltar trazendo um verso
Que alguém possa abraçar.


Escrever poesia é olhar o mundo
Com um olhar diferente,
Enxergar o que passa despercebido
Aos olhos de tanta gente.
É perceber pequenas coisas
Que ninguém consegue notar,
Mas que aos olhos do poeta
Começam de longe a brilhar.


É uma clarividência iluminada,
Uma maneira diferente de ver,
É encontrar beleza escondida
Onde poucos conseguem perceber.
O poeta não apenas olha:
Ele sente antes de enxergar,
E aquilo que toca sua alma
Ele transforma em seu cantar.


Por isso eu escrevo poesia:
Para deixar minha alma falar,
Para transformar sentimentos
Em palavras capazes de tocar.
Cada poema é uma janela
Que se abre dentro de mim,
E cada verso é um caminho
Que não precisa ter fim.


Porque ser poeta é isso:
Sentir, imaginar e escrever.
É transformar a própria alma
Em palavras para o mundo ler.
E enquanto houver sentimentos,
Haverá versos para nascer.


Poeta Mbra

Judas 1:3,4

Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi entregue aos santos.
Porque se introduziram furtivamente alguns, os quais já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.

“Batalhar pela fé é permanecer fiel à verdade, mesmo quando o mundo tenta transformar a graça em licença para pecar.”

Sinestesia


Cansei de me conter
E comecei a escrever
Os versos voam
Quando penso em você


Quando estou contigo o tempo quer voar
Vira vento, vira vaga, vira ar
Cada pinta tua é um mapa por decifrar
Um segredo que só o tempo vai revelar


Tu serás o motivo dos meus versos
Por isso é que te peço


Sempre que tu falas
Minha boca se cala
Pois cada palavra
Me fura feito bala


Guardo cada frase, nem que sejam falhas
Teu silêncio até vale mais que outras batalhas
Quero aprender teu jeito, teu olhar
Quero aprender contigo a te amar


Aprender como posso te ter
Aprender a te conhecer
Aprender tudo o que és, cada detalhe teu
Aprender ao teu lado o que o mundo não me deu


Quero ser o silêncio antes da tempestade
O instante que antecede toda verdade
Guardar de ti o que ninguém mais sabe
E ser, pra ti, o que mais te cabe


Tu és minha sinestesia
A mistura perfeita que me contagia
Teu beijo tem gosto de correria
Teu toque me anestesia
Vou te chamar de minha, mais que deveria


E mesmo depois de tudo isso que eu sinto
Ainda existe um verso que não termino
Uma palavra presa, quase escapando
Que eu guardo em segredo, mas vou soltando


Prefiro esperar o vento certo chegar
Pra que o que eu sinto não te faça escapar
Um dia o silêncio vai se transformar
No verso mais simples que eu puder te entregar

"Ninguém quer escrever a porcaria da minha biografia pelo mesmo motivo que biógrafos não escrevem a própria nem a de outros colegas biógrafos. Ou seja: vai vender nadica de nada!"
Frase Minha 0621, Criada no Ano 2013

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Obrigado Senhor por ter me dado o dom de escrever para este momento, esta mensagem.

Foi em canções feitas com amor, que pensamentos poéticos conseguiram mostrar, no luto da vida de cegos, o que jamais seus olhos conseguiram ver.
Recado de Deus ao homem
Tão fácil, gostar da vida sem destruição, tudo que fiz foi à bem de todos. Confiei a cada um sua missão e o que deixei foi para todo ser vivo na face da terra. Através das nuvens, o transporte da água que caem em forma de chuva, a bem de toda vegetação.
O vento a soprar a face do globo. A luz do sol com seu calor para fortalecer na terra a planta, que com tanto orgulho alimenta suas vidas. Nas salinas deixei o sal, para que desse melhor sabor ao seu alimento. Na doçura da cana, o açúcar. Nos rios peixes menos perigosos que nos mares. Dei tudo para que conservassem.
Dei ao meu filho, minha filha, sua irmã como esposa. Ao filho do meu filho, como Mãe, a minha filha. Se todos são meus filhos, irmãos do mesmo Pai, porque não se amaram?
Criei tudo com tanto amor. Dei aos olhos a visão. Coloquei no cérebro a inteligência, para que olhando, sentissem nas maravilhas da natureza o que dei de melhor. Com a sinfonia dos pássaros ao cantarem no romper da Aurora, abri caminho para a música, que está com você á cada momento. Presenteei a natureza com rosas, cujos perfumes foi presente de Maria. Ela é a Mãe de todas as Mães dos nossos filhos.
Deixei a noite para descanso de todos. Fiz cair sereno, transformei em orvalho ao nascer do sol, em beneficio das flores. A mesmo limpa suas pétalas dando colorido aos campos, assim Maria fica feliz. Para sobrevivência dos animais dei a razão em matar, semente ao fruto para continuar. Com justiça, a vida e a morte para todos iguais. Dei na confiança de todos meu verdadeiro e único filho, para que ensinasse uns aos outros o meu regime: O Amor.
Ele foi crucificado, pregado na cruz por seus irmãos e antes da morte do seu corpo me fez um pedido:
Perdoai Pai, eles não sabem o que fazem. E eu cumpri. Há dois mil e tantos anos subiu ao céu e ao meu lado direito diz:
Pai, fiz tudo por amor. Se para cada um de nós deu uma cruz e todos seu dia marcado, voltarei a terra antes do fim de tudo.
E por amor ao homem levarei o seu recado.
Francisco Moreira de Freitas – François.

Inserida por franciscodefreitas