Escrever uma carta a uma Criança

Cerca de 6077 carta Escrever uma a uma Criança

Tudo ao Mesmo Tempo


Quero escrever, desenhar, pintar, bordar, cantar, compor e sonhar.


Às vezes parece que existe um universo inteiro dentro de mim querendo nascer ao mesmo tempo. Enquanto uma ideia pede papel, outra pede tinta. Enquanto uma melodia nasce, um poema insiste em existir. E, no meio de tudo isso, há um sonho batendo no peito, lembrando que viver também é criar.


Nem sempre é fácil organizar tantos desejos. A mente corre mais rápido que as mãos, e o coração quer abraçar o mundo inteiro. Mas talvez não seja preciso escolher apenas uma forma de existir.


Escrever é pintar com palavras.
Pintar é cantar em silêncio.
Bordar é costurar paciência.
Compor é transformar sentimentos em melodia.
Sonhar é dar vida ao que ainda não existe.


No fim, tudo faz parte da mesma arte: a de ser quem somos.


Talvez a vida não nos peça para fazer uma coisa de cada vez. Talvez ela apenas nos peça coragem para transformar tudo o que sentimos em algo que deixe o mundo um pouco mais bonito.


E se no fim eu conseguir escrever, desenhar, pintar, bordar, cantar, compor e sonhar... então terei vivido exatamente como meu coração sempre quis.

Escrever? Pra que?
------------------------------
Eu escrevo por que sinto falta.
- Falta do que?
De tudo.

De poder chorar e ser imediatamente consolado;
De ouvir a voz de minha avó;
De colher amoras com a vizinha;
De viajar horas só para ver uma pessoa.

De poder correr e sorrir sem julgamentos;
De ser como eu sou;
De cantar como pássaro;
De dançar como os leves lençóis daquela peça sobre Fluxo.

De brincar de massinha na escola;
De ter o dia do brinquedo toda sexta-feira;
De ver o mundo mais colorido;
De não ter vícios.

Sinto falta da minha infância.
Da minha inocência;
Do meu amor genuíno;
Da minha esperança.

Escrevo Por que sinto falta
Sentindo falta eu choro
Chorando eu durmo
Dormindo eu sonho
Sonhando tenho esperança
Tendo esperança me torno criança
Me tornando criança esqueço da depressão
Esquecendo da depressão, opa, já não sinto mais falta.


----------


**Escrito em 20/07/2026 as 01:09 am, Curitiba,Paraná, Brasil**
---------

Autor: Gustavo Biazotti

ROTEIRO DA POESIA

MANIFESTO — ESCREVER POESIA

Escrever poesia é abrir uma porta
para dentro de nós mesmos,
onde sentimentos se transformam em palavras
e pensamentos encontram caminhos
que talvez nunca encontrassem na fala.

Escrever é beber de uma fonte
que nasce no mais profundo da alma.
É transformar palavras em realidade,
dependendo daquilo que se sente,
mas indo muito além do conhecimento,
porque há coisas que somente o coração conhece.

Minhas poesias são inspiradas
nos meus sentimentos e pensamentos.
São palavras que nascem da alma,
passam pelo coração
e encontram no papel
um lugar para existir.

Ninguém pode enxergar
aquilo que realmente carregamos por dentro.
Ninguém pode ver completamente
nossos pensamentos, nossos sonhos,
nossas dores ou nossas esperanças.
Por isso, eu escrevo.

A poesia, para mim,
é o delírio da alma do poeta.
É quando aquilo que estava escondido
ganha voz, forma e sentido.
É quando o silêncio deixa de ser silêncio
e começa a conversar através dos versos.

Escrever poesia é ser feliz
com aquilo que fazemos.
É encontrar alegria no próprio caminho,
mesmo quando o caminho é feito
de perguntas, sentimentos
e descobertas.

Escrever poesia é deixar a alma livre
para navegar pelos mais diversos
cantinhos do nosso ser.
É mergulhar dentro de si
sem medo da profundidade
e voltar à superfície trazendo
uma palavra, um verso, uma poesia.

Escrever poesia é olhar o mundo
com um olhar diferente.
É enxergar aquilo que não atrai
o olhar de quase ninguém,
mas que, para o poeta,
salta de longe com uma clarividência
brilhante e iluminada.

O poeta vê além da aparência.
Escuta além do som.
Sente além do toque.
Enxerga poesia onde outros
talvez enxerguem apenas paisagem.

Por isso, este é o meu Roteiro da Poesia:
uma viagem pelos caminhos da alma,
pelos labirintos do pensamento,
pelas emoções do coração
e pelos pequenos detalhes
que a vida espalha pelo caminho.

Aqui, cada verso é uma pegada.
Cada poema é uma parada.
Cada sentimento é uma estrada.
E cada palavra pode ser
o começo de uma nova viagem.

Escrever poesia é sentir.
É pensar.
É sonhar.
É enxergar.
É transformar.
É ser livre.

E enquanto houver uma alma capaz de sentir,
um coração disposto a amar
e um poeta disposto a escrever,
sempre haverá poesia.

Poeta Mbra

⁠ESCREVER POESIA






Escrever é ter uma fonte
Onde as palavras vêm brotar,
Transformando sentimentos
Em versos para o mundo escutar.
É dar forma ao que se sente,
Ao que ninguém pode enxergar,
Pois dentro da alma do poeta
Há universos a revelar.


Escrever é ir além
Daquilo que o saber pode alcançar,
É navegar pelos mistérios
Que o coração insiste em guardar.
É transformar pensamento em verso,
É fazer o silêncio falar,
É descobrir dentro de si
Um novo mundo para contar.


Minhas poesias nascem
Dos sentimentos que carrego,
Dos pensamentos mais profundos,
Dos caminhos que percorro.
Se ninguém pode ver minha alma,
Se ninguém pode ler meu coração,
Eu escrevo aquilo que sinto
E transformo em inspiração.


A poesia, para mim,
São os delírios da alma do poeta,
São sonhos que ganham palavras,
São verdades que a vida desperta.
É o coração abrindo as portas
Para aquilo que quer dizer,
É deixar o sentimento livre
Para nascer e acontecer.


Escrever poesia é ser feliz
Com aquilo que se escolheu fazer,
É encontrar dentro das palavras
Uma razão para viver.
É fazer da própria existência
Um caminho de inspiração,
Onde cada verso revela
Um pedaço do coração.


Escrever poesia é deixar a alma livre
Para navegar sem direção,
Visitando os mais diversos cantinhos
Do nosso próprio coração.
É mergulhar no que somos,
Sem medo de se encontrar,
E voltar trazendo um verso
Que alguém possa abraçar.


Escrever poesia é olhar o mundo
Com um olhar diferente,
Enxergar o que passa despercebido
Aos olhos de tanta gente.
É perceber pequenas coisas
Que ninguém consegue notar,
Mas que aos olhos do poeta
Começam de longe a brilhar.


É uma clarividência iluminada,
Uma maneira diferente de ver,
É encontrar beleza escondida
Onde poucos conseguem perceber.
O poeta não apenas olha:
Ele sente antes de enxergar,
E aquilo que toca sua alma
Ele transforma em seu cantar.


Por isso eu escrevo poesia:
Para deixar minha alma falar,
Para transformar sentimentos
Em palavras capazes de tocar.
Cada poema é uma janela
Que se abre dentro de mim,
E cada verso é um caminho
Que não precisa ter fim.


Porque ser poeta é isso:
Sentir, imaginar e escrever.
É transformar a própria alma
Em palavras para o mundo ler.
E enquanto houver sentimentos,
Haverá versos para nascer.


Poeta Mbra

Poesia

Escrever um poema é para mim usar a tinta vermelha saída do coração,
Gravando na alma cada palavra e sentimento, seja ele sonho, realidade ou ilusão,
Futuro ou passado. O principal de tudo é que este sentimento é puro,
É meu tão somente meu, mas que por palavras eu compartilho, exponho, divulgo.
Para que todos possam também sonhar, pensar, tentar, protestar, amar.

Poema é a alma falando, o coração pulsando, o nosso perfume exalando;
É antes de qualquer coisa um grito. Grito de emoção, paixão, do coração cantando.
É preciso sintonia, harmonia, loucura, devaneio, para falar sem rodeio.
Falar de amor e ódio, paz e guerra, alegria e tristeza para quem esta em nosso meio.
Tocar os corações, fazer viajar, levar a pensar, refletir e ousar a amar.

Poesia é ver a beleza da lua, sentir a brisa do mar, mesmo em noite escura.
Encontrar nas palavras acalento, aconchego e das feridas a cura.
Sentir as ondas do mar, pisar na areia fina e delicada.
Caminhar na mente, na imaginação, deixar a alma emocionada.
Poesia é demonstrar o amor, que em nosso íntimo está.

Escrita




Escrever é muito mais do que registrar palavras no papel.
É transformar ideias em caminhos, sentimentos em linguagem , é criar possibilidades.


Escrever uma palavra, uma frase ou um texto é permitir que o cérebro organize ideias, fortaleça a memória e construa novas conexões. Enquanto escrevo, ativo minha atenção, estimulo minha criatividade e dou forma ao que, antes, existia apenas no pensamento.
A escrita é a ponte entre o pensar e o agir.


Escreva para aprender
Escreva para lembrar.
Escreva para imaginar
Escreva para transformar


Escrever faz bem para a alma, fortalece a mente e aquece o coração

Escrever é para muitos um privilégio, mas ter o dom da escrita consegue ser perturbador porque você só sabe se expressar verdadeiramente através das palavras e elas não são infinitas e nem possuem todos os significados, então como explicar como me sinto? Se não acho palavras que podem mostrar esse sentimento?
Me sinto inerte e em movimento, uma antítese de palavras
Sou tudo e nada no mesmo espaço-tempo
Posso fazer o que quero e moro dentro de um casulo
Sinto muito e pouco
Gosto e não quero
O que diabos eu sou?

O excesso dos meus versos




✎𓂃
Prenda-me por escrever em excesso!
Se renegas o que faço e me negas o que te peço
Prenda-me!
Me dê uma lupa 🔎, um caderno e um lápis.
Não preciso de mais nada para o que faço
Prenda-me na solidão do prefácio




Me dê um canto qualquer e continuo inspirada
Prenda-me por escrever em excesso.
E mesmo assim terminarei os meus versos
Prenda-me.
Mas liberta-me das suas ciladas.ᝰ.ᐟ๋࣭ ⭑

Quando o Coração Aprende a Escrever

Escrevemos porque, às vezes, o coração já não consegue guardar tudo aquilo que sentimos. Escrevemos e entregamos ao papel nossas imaginações, nossos sonhos, nossas lembranças e até aqueles sentimentos que nunca tivemos coragem de dizer em voz alta. Transformamos tudo em palavras, e as palavras, silenciosamente, começam a contar aquilo que durante tanto tempo viveu escondido dentro de nós. Talvez esta seja uma das obras mais bonitas que podemos criar: olhar para um pedaço de papel e descobrir que ali existe um pouco da nossa própria vida. Uma folha que antes estava vazia passa a carregar amores, saudades, encontros, despedidas, desejos e sonhos. E aquilo que estava preso dentro do peito ganha liberdade. Há algo profundamente romântico nisso. Quando escrevemos sobre o que sentimos, não estamos simplesmente contando uma história. Estamos permitindo que um instante sobreviva ao tempo. Um beijo que terminou continua existindo nas palavras. Um abraço que ficou no passado pode novamente aquecer o coração. Um olhar que durou apenas alguns segundos pode permanecer por anos entre duas linhas. E até uma saudade, quando escrita, encontra uma maneira delicada de continuar amando. Talvez por isso eu goste tanto de reencontrar meus sentimentos no papel. É como encontrar uma parte de mim que pensei ter ficado para trás. Leio aquilo que escrevi e, de repente, escuto novamente minha própria voz, reconheço minhas emoções e percebo que tudo aquilo que um dia esteve dentro do meu peito continua vivo. Algumas palavras me fazem sorrir. Outras me levam de volta a lugares onde somente a memória consegue chegar. E existem aquelas que fazem os olhos demorarem um pouco mais sobre a página, porque sabemos que não estamos apenas lendo: estamos sentindo outra vez. Mas existe algo ainda mais bonito. Quando aquilo que nasceu dentro de nós consegue tocar outra pessoa, nossos sentimentos deixam de pertencer somente à nossa história. Alguém lê nossas palavras e encontra nelas uma lembrança sua, um amor seu, uma saudade sua. É nesse momento que descobrimos que os sentimentos humanos, apesar de tão particulares, possuem caminhos secretos que ligam um coração ao outro. Talvez escrever seja exatamente isso: retirar delicadamente do peito aquilo que não queremos perder e confiar ao papel a missão de guardá-lo. Porque a memória pode esquecer detalhes, o tempo pode mudar paisagens e a vida pode nos levar para muito longe, mas aquilo que foi escrito permanece esperando por nós. E quando voltamos para lê-lo, encontramos novamente quem fomos, quem amamos, aquilo que sonhamos e tudo o que tivemos coragem de sentir. Então compreendo que nunca escrevemos apenas com as mãos. Escrevemos com aquilo que vivemos. Escrevemos com nossas lágrimas, nossos sorrisos, nossas ausências, nossos encontros e nossos amores. A caneta apenas acompanha. Quem realmente escreve é o coração. E talvez seja essa a maior beleza de transformar sentimentos em palavras: um dia, depois que o momento tiver passado, podemos abrir uma página e descobrir que aquilo que estava dentro do nosso peito ainda respira. Ainda emociona. Ainda encontra outros corações. Ainda está vivo.

“Confissão da Alma”

Escrever é dialogar comigo,
conceder audiência ao murmúrio
que ecoa nas câmaras recônditas do ser.
Cada palavra grafada
confissão sussurrada,
revelação que atravessa camadas,
alcança os estratos onde habitam
as verdades não ditas.
No ato de escrever,
liturgia de cura se instaura,
ritual de reconciliação
com os fantasmas do pretérito.
A caneta, bisturi delicado,
incide sobre feridas antigas,
liberta o tempo aprisionado nas cicatrizes,
permite que respire, que se dissipe.
O papel acolhe
o que a memória guardou em silêncio,
oferece refúgio às dores
que se recusaram a ser esquecidas.
Neste exercício de transcrição da alma,
o autoconhecimento se revela.
As palavras não apenas descrevem
elas nos descobrem.
Cada frase tecida,
espelho límpido
onde nos contemplamos
sem máscaras, sem subterfúgios.
Na escrita somos
o confidente e o confessor,
aquele que escuta
e aquele que é escutado,
simbiose que dissolve
a solidão essencial do existir.
O que jaz nos recantos invisíveis
emerge através da tinta,
ganha substância,
torna-se tangível.
E assim, no papel,
nos encontramos mais inteiros,
mais verdadeiros,
mais profundamente compreendidos
por nós mesmos.
A escrita é mais que expressão
é revelação,
é epifania,
é o encontro primordial
com aquele que sempre fomos,
mas que só agora,
através das palavras,
podemos verdadeiramente reconhecer.

Assassinos da gramática...
....escrevo tudo sei ate não saber nada mais...
Não sei escrever apenas copio o que escreveu!
As palavras estão mortas....!
Somos cegos e analfabetos funcionais?
E alguém diz analfabeto político asas da liberdade esta em chamas...
Pois a declaração de pobreza intelectual sera superarada pelos momentos mortos...
Algoz atroz, mundo sem palavras ou fonemas...
Seria possível um percentual absurdo instante.
Voltaria num tempo da inocência...
As palavras era pequeno mundo numa mente vazia...
As chamas dos desenho rupestres elevam sonhos de futuro melhor.
Voto de cabresto ainda vemos as palavras tomarem formas.
Maldizer para o cantor que se perdeu no tempo.
A escuridão sem semântica se torna a deriva a que o abismo da palavras sejam instante de lágrimas de quem aprendeu a ler catando milhos..
A cópia ganha contraste de um abismo.

Eu poderia escrever esse texto cheio de raiva.

Poderia contar tudo.

Poderia falar das conversas escondidas, das comparações, das humilhações, das coisas que foram ditas pelas costas, das pessoas que acabaram envolvidas em problemas que deveriam ter ficado entre duas pessoas.

Poderia falar de muita coisa.

Mas não vou.

Não porque não aconteceu.

Aconteceu.

Mas porque eu não quero mais viver disso.

Eu sei dos meus erros.

Sei que tenho um temperamento difícil. Sei que sou explosivo, que já fui ignorante, que já falei coisas que não deveria. Sei também que alguns vícios meus fizeram estragos e que preciso continuar lutando contra eles.

Não vou esconder isso para parecer perfeito.

Eu não sou perfeito.

Nunca fui.

Mas também não sou aquilo que alguém pode contar sobre mim quando quer me colocar como o único culpado de uma história que foi vivida por duas pessoas.

Eu assumo a minha parte.

Apenas a minha.

E isso muda tudo.

Porque durante muito tempo eu achei que precisava explicar cada reação minha.

Hoje não.

Eu sei que uma reação errada continua sendo errada.

Mas também sei que existe uma história antes dela.

Existem coisas que foram acumulando.

Palavras.

Desconfianças.

Atitudes.

Promessas que não mudaram comportamentos.

Conversas que deveriam ser claras e pareciam escondidas.

Pedidos de mudança que foram feitos mais de uma vez.

E situações que foram me deixando cada vez mais cansado.

Eu não quero justificar meus erros.

Quero aprender com eles.

Essa é a diferença.

Eu também não quero mais ficar tentando entender por que, depois de uma briga, tudo parecia voltar ao normal tão rápido.

Eu ficava mal.

Pensava.

Tentava entender.

Enquanto do outro lado parecia que bastava colocar uma foto na academia, postar alguma coisa, curtir, sair, sorrir e continuar como se nada tivesse acontecido.

Durante muito tempo, isso me incomodou.

Hoje, não mais.

Porque eu finalmente entendi que a vida que alguém mostra na internet não é responsabilidade minha.

Se está feliz, que seja feliz.

Se não está, que resolva.

Se quer postar foto sorrindo, que poste.

Eu não preciso mais olhar para uma tela tentando descobrir o que existe por trás de um sorriso.

A vida dela não é mais a minha preocupação.

A minha vida é.

E talvez essa seja a maior mudança dentro de mim.

Eu também não vou mais gastar energia tentando entender por que, depois das brigas, coisas que eram nossas chegavam aos ouvidos de outras pessoas.

Eu nunca entendi.

Eu esperava lealdade.

Não queria que ninguém defendesse meus erros.

Se eu estivesse errado, eu queria ouvir.

Mas eu esperava que aquilo que acontecia entre duas pessoas permanecesse entre duas pessoas.

Quando descobri que havia gente falando de mim, e que quem deveria estar ao meu lado também participava dessas conversas, doeu.

Claro que doeu.

Mas hoje não dói como antes.

Porque algumas decepções só têm poder sobre nós enquanto ainda esperamos alguma coisa delas.

Eu parei de esperar.

Também parei de me preocupar com comparações.

Durante muito tempo, ouvir que alguém era melhor, mais isso ou mais aquilo me fez questionar o meu próprio valor.

Hoje eu penso diferente.

Eu não preciso ser melhor que ninguém.

Não preciso competir com ninguém.

Não preciso provar que sou suficiente.

Quem quiser outro tipo de pessoa, que procure.

Eu não vou mais mudar minha essência para disputar espaço na vida de ninguém.

E existe uma coisa que eu aprendi depois de tudo:

quem precisa diminuir você para se sentir maior já está dizendo muito mais sobre si mesmo do que sobre você.

Eu não quero fazer isso com ninguém.

Nem mesmo com quem me machucou.

Porque eu não quero sair dessa história carregando os mesmos comportamentos que um dia me fizeram sofrer.

Eu quero sair diferente.

Mais consciente.

Mais forte.

Mais tranquilo.

E, principalmente, mais dono de mim.

Eu também não vou esquecer das humilhações.

Não porque quero guardar rancor.

Mas porque algumas coisas precisam ser lembradas para não serem repetidas.

Eu sei o que senti quando fui diminuído diante de outras pessoas.

Sei o que senti quando precisei fingir que não tinha doído.

Sei o que senti quando saí de algum lugar sorrindo por fora e completamente destruído por dentro.

Mas aquilo acabou.

E não vai mais me definir.

Eu não sou aquela versão de mim que saiu de uma discussão se perguntando se era um homem bom o bastante.

Eu não sou aquele cara que precisava da aprovação de alguém para saber o próprio valor.

Eu não sou os meus piores dias.

Eu sou também tudo aquilo que estou fazendo para mudar.

Meus vícios não são meu destino.

Minha raiva não é minha identidade.

Meus erros não são minha sentença.

Eu posso reconhecer tudo isso e continuar de pé.

Aliás, é exatamente isso que estou fazendo.

De pé.

Sem precisar fingir que não doeu.

Porque ser forte não é dizer que nada machucou.

Ser forte é olhar para aquilo que machucou e decidir que não vai deixar aquilo controlar o resto da sua vida.

Eu poderia passar horas contando quem fez o quê.

Mas não quero.

Não preciso.

A verdade não precisa de espetáculo.

Eu sei o que vivi.

E quem viveu comigo também sabe.

O resto é opinião.

E opinião dos outros não vai mais decidir como eu me sinto.

Eu não vou mais correr atrás de explicações.

Não vou mais procurar respostas em redes sociais.

Não vou mais investigar conversas.

Não vou mais tentar descobrir quem está falando de mim.

Não vou mais tentar convencer ninguém da minha versão.

Acabou.

Não porque eu perdi.

Mas porque eu escolhi sair da disputa.

E existe uma diferença enorme entre perder uma batalha e decidir que você não quer mais lutar aquela guerra.

Eu escolhi a segunda.

Hoje eu quero cuidar de mim.

Quero vencer meus vícios.

Quero controlar minhas explosões.

Quero trabalhar.

Quero crescer.

Quero recuperar minha paz.

Quero olhar para trás e conseguir dizer:

“Eu passei por isso, mas isso não acabou comigo.”

Porque não acabou.

Eu ainda estou aqui.

Talvez mais cansado.

Talvez mais desconfiado.

Talvez mais cuidadoso.

Mas também mais consciente.

Eu aprendi a prestar atenção nas atitudes, não apenas nas palavras.

Aprendi que amor sem respeito não basta.

Que carinho sem lealdade não sustenta uma relação.

Que transparência não deveria ser implorada.

Que confiança não sobrevive quando existem segredos demais.

Que comparação machuca.

Que humilhação deixa marca.

Que expor o outro depois de uma briga não resolve nada.

E que duas pessoas podem se amar e, mesmo assim, não saber mais fazer bem uma à outra.

Eu não quero mais ser vítima de ninguém.

Mas também não vou aceitar ser culpado por tudo.

Eu tenho responsabilidade pelos meus erros.

Cada um deve ter responsabilidade pelos próprios.

É simples.

Eu não quero vingança.

Não quero que ninguém sofra.

Não quero destruir reputação.

Não quero transformar passado em guerra.

Quero simplesmente seguir.

E talvez seguir seja a resposta mais forte que eu poderia dar.

Enquanto alguém pode estar preocupado em mostrar para o mundo que está tudo bem, eu estou preocupado em fazer com que realmente fique tudo bem dentro de mim.

Essa é a diferença.

Eu não preciso parecer feliz.

Eu quero ficar em paz.

Não preciso provar que superei.

Quero simplesmente superar.

Não preciso mostrar que estou melhor.

Quero realmente estar melhor.

E isso não acontece em uma postagem.

Acontece longe das câmeras.

Na mudança dos hábitos.

Nas escolhas.

No silêncio.

Na distância.

Na coragem de não voltar para aquilo que fazia mal.

Eu não sei se um dia alguém vai reconhecer os próprios erros.

Talvez reconheça.

Talvez nunca.

Isso já não importa.

Eu reconheço os meus.

E isso é o suficiente para eu seguir.

Eu amei.

Eu errei.

Eu fui ferido.

Também feri.

Tive vícios.

Tive explosões.

Tive momentos dos quais não me orgulho.

Mas também tive momentos em que fiquei quando poderia ter ido.

Perdoei quando estava machucado.

Tentei quando já estava cansado.

E hoje eu não preciso transformar ninguém em vilão para reconhecer que aquela relação deixou de fazer bem para mim.

Algumas histórias terminam.

Algumas pessoas vão embora.

Algumas feridas demoram para fechar.

Mas nenhuma delas precisa decidir quem seremos daqui para frente.

Eu não vou carregar ódio.

Não vou carregar vingança.

Não vou carregar uma culpa que não é minha.

Vou carregar apenas o aprendizado.

E seguir.

Porque eu finalmente entendi uma coisa:

eu não preciso provar que sou forte.

Preciso apenas continuar sendo.

E, depois de tudo que aconteceu, existe uma coisa que ninguém mais vai tirar de mim:

a decisão de não me abandonar novamente.

Eu perdi muito tentando não perder alguém.

Agora eu vou recuperar a mim mesmo.

E isso, para mim, é o verdadeiro recomeço.

Dessa vez, eu vou comigo.

Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.


Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.


As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.


Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.


Mas sou brinquedo
das suas carências.


Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.


Me dê espaço.


Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.


Me dê espaço.

Ode a Mulher

Minha viola me chamou
E baixinho me falou
É a hora de escrever
Uma ode ou uma loa
Uma canção bem boa
Para a mulher oferecer.

Diga que pra ela tudo é nada
Ela é porto seguro, estrada,
Acalanto, aconchego
Ela é a coisa desejada
A flor mais bela e mais perfumada
O caminho mais curto para sossego.

Diga para ela que se for mãe e tudo
Que é capaz de qualquer absurdo
Por um filho fraco, ou um vencedor
Se for esposa é deusa e rainha
É a segurança que você não tinha
É sua razão, seu verdadeiro amor.

Se ela for filha diga que promete
Ser seu maior fã, seguidor, tiete
Se for sua irmã diga que agradece
Que hoje, como ontem ela merece
Respeito de irmão, que mesmo homem ainda é pivete.

Ah, se for amiga, colega, cliente
Diga que ela é forte, doce, inteligente
Seja o que ela for, ela é mulher
E você homem forte
Seja filho, amigo, pai, irmão, marido
Será só um homem, faça o que quiser.

Eu pensei muito se deveria escrever isso.


Talvez eu nem tenha o direito de esperar que você queira ouvir alguma coisa de mim depois da forma como agi, mas existe algo que eu gostaria de te dizer, independentemente de qualquer coisa que aconteça daqui para frente.


Eu sinto muito.


Sinto muito pela maneira como te tratei naquele momento em que você decidiu se abrir comigo. Você estava sendo vulnerável, confiando em mim para mostrar uma parte sua, e, em vez de te acolher, eu fui frio, grosseiro e arrogante.


Quando você precisava de alguém que simplesmente estivesse ali para te ouvir, eu respondi como se aquilo fosse um problema que você tivesse colocado nas minhas mãos para eu resolver. Hoje eu consigo perceber o quanto isso foi injusto com você.


Eu disse que aquilo era um problema que apenas você poderia resolver. Talvez exista alguma verdade nisso, porque ninguém pode viver a vida de outra pessoa ou resolver seus problemas por ela. Mas eu usei uma verdade como uma forma de me afastar de você naquele momento.


Eu confundi não ser responsável pelos seus problemas com não precisar ser responsável pela maneira como eu te tratava enquanto você falava deles.


E eu estava errado.


Você não estava necessariamente me pedindo uma solução. Talvez só estivesse procurando um pouco de compreensão, um lugar seguro para falar, alguém que dissesse: "Eu estou aqui. Pode falar."


E eu não fui essa pessoa.


O que aconteceu antes explica algumas das minhas reações, mas não torna justo aquilo que fiz com você. Você não era aquela pessoa. Você não merecia receber de mim o peso de uma história que não era sua.


E talvez essa seja uma das coisas mais importantes que eu aprendi com tudo isso.


Eu percebi que posso me importar profundamente com alguém sem carregar os problemas dessa pessoa. Posso ouvir sem tentar consertar. Posso acolher sem assumir responsabilidades que não são minhas. Posso estabelecer limites sem precisar ser frio.


E, principalmente, posso escolher ser gentil mesmo quando alguma coisa dentro de mim está com medo de se machucar novamente.


Eu queria ter entendido isso naquele momento. Queria ter respondido diferente. Queria ter olhado para você e percebido que, naquele instante, você não precisava de uma resposta perfeita.


Você precisava apenas ser ouvida.


E eu sinto muito por não ter percebido.


Também quero te dizer uma coisa sobre você.


Nós nos conhecemos pouco, e justamente por isso eu não quero fingir que conheço toda a sua história ou colocar sobre você sentimentos e expectativas que talvez não correspondam à realidade. Mas o pouco que conheci foi suficiente para perceber que havia algo muito especial em você.


A maneira como você se abriu comigo, a sua sensibilidade e a confiança que teve para mostrar uma parte vulnerável de si foram coisas que ficaram comigo.


Talvez seja por isso que tudo tenha me atingido tanto depois.


Eu fiquei pensando no que poderia ter acontecido se eu tivesse sido diferente naquele momento. Pensei em como seria continuar te conhecendo, descobrir suas pequenas manias, suas histórias, as coisas que te fazem rir, os seus sonhos, os seus medos.


Minha cabeça chegou até a imaginar futuros que nunca existiram.


Mas eu também percebi que não quero transformar uma possibilidade em uma certeza que nunca tivemos.


Você foi alguém que eu tive a oportunidade de conhecer, e talvez essa oportunidade tenha terminado ali.Talvez não, eu não sei.


E, pela primeira vez, acho que consigo aceitar que não cabe a mim decidir isso.


Se algum dia você quiser me perdoar, eu vou ficar feliz. Se algum dia quiser conversar comigo novamente, eu vou receber isso com carinho.


Estou escrevendo porque você merecia um pedido de desculpas que eu não fui capaz de te dar naquele momento.


E porque eu precisava reconhecer, para mim mesmo, que eu errei.


Eu não sei se algum dia você vai conhecer uma versão diferente de mim.


Mas eu espero que, independentemente de você estar ou não na minha vida, eu consiga me tornar essa pessoa.


Uma pessoa que sabe ouvir.


Que sabe acolher.


Que sabe colocar limites sem machucar.


Que não foge da vulnerabilidade.


Que não transforma medo em arrogância.


E que, quando perceber que machucou alguém, tenha coragem suficiente para admitir.


Eu gostaria muito que as circunstâncias tivessem sido diferentes entre nós.


Mas, se essa for a única coisa que ficou dessa história, espero que pelo menos tenha servido para me ensinar algo que eu precisava aprender.


Obrigado por ter confiado em mim naquele momento, mesmo que eu não tenha sabido honrar essa confiança.


E me desculpa por ter feito você se sentir menos acolhida justamente quando estava tentando se mostrar para mim.


E, se algum dia nossos caminhos se encontrarem novamente, espero poder te encontrar sendo uma versão melhor de mim.

Entre Renúncias e Liberdade: O Caminho das Palavras


Escrever é mais do que buscar reconhecimento: é um ato de amor às palavras e ao que elas despertam. Cada renúncia — ao imediatismo, ao desejo de aplausos — abre espaço para a verdadeira liberdade: escrever sem correntes, como quem respira.


O escritor invisível constrói, tijolo por tijolo, uma ponte entre sua alma e a do leitor. Dedicação e disciplina são asas que sustentam esse voo, e o tempo ensina que palavras sinceras não precisam de holofotes para permanecer.


O maior triunfo não é o aplauso da multidão, mas o sorriso discreto de quem se reconhece em uma frase. Porque histórias contadas com verdade tornam-se eternas.


Roberto Ikeda

Sinestesia


Cansei de me conter
E comecei a escrever
Os versos voam
Quando penso em você


Quando estou contigo o tempo quer voar
Vira vento, vira vaga, vira ar
Cada pinta tua é um mapa por decifrar
Um segredo que só o tempo vai revelar


Tu serás o motivo dos meus versos
Por isso é que te peço


Sempre que tu falas
Minha boca se cala
Pois cada palavra
Me fura feito bala


Guardo cada frase, nem que sejam falhas
Teu silêncio até vale mais que outras batalhas
Quero aprender teu jeito, teu olhar
Quero aprender contigo a te amar


Aprender como posso te ter
Aprender a te conhecer
Aprender tudo o que és, cada detalhe teu
Aprender ao teu lado o que o mundo não me deu


Quero ser o silêncio antes da tempestade
O instante que antecede toda verdade
Guardar de ti o que ninguém mais sabe
E ser, pra ti, o que mais te cabe


Tu és minha sinestesia
A mistura perfeita que me contagia
Teu beijo tem gosto de correria
Teu toque me anestesia
Vou te chamar de minha, mais que deveria


E mesmo depois de tudo isso que eu sinto
Ainda existe um verso que não termino
Uma palavra presa, quase escapando
Que eu guardo em segredo, mas vou soltando


Prefiro esperar o vento certo chegar
Pra que o que eu sinto não te faça escapar
Um dia o silêncio vai se transformar
No verso mais simples que eu puder te entregar

Tercetos de férias


Para as férias, o que planejar?
Ler muitos livros, escrever
Listar lugares ‘pra’ conhecer


Filmes e séries, assistir
Parques e museus, visitar
A beleza das praias, contemplar


Um novo instrumento, aprender
Com atenção, da saúde cuidar
Atividade física, praticar


Criar memórias, se divertir
Refletir, luzir, devanear
Juntar a família e conversar


Tudo é essencial para a existência
Com momentos de descontração
É a vida com mais emoção


17/12/25

Minha mente está vazia


Minha mente está vazia,
Tentando escrever uma poesia,
Pra falar da sua simpatia,
Mas faltam palavras
Pra tentar te desenhar.


Meu coração acelerado está,
Você me deixa nervoso só de pensar
No quanto eu quero te amar.
Quero passar esse feriado
Deitado ao seu lado,
Assistindo um filme,
Tocando um violão.


Brincando com as rimas,
Tentando te fazer sorrir,
Só pra ver você com vergonha
E depois fingir que não vi.


E se faltar palavra,
Se a poesia não terminar,
Talvez seja porque é impossível
Colocar em versos
Tudo que eu sinto quando
Olho pra você e começo a me apaixonar.

⁠NATAL

Vou escrever:
-A minha mensagem de Natal generalizada.
Com intuito de documentar este percurso de vida feito até aqui.
Após análise no caminho percorrido entre as agruras, aventuras, e realizações de muita tensões vivificadas com propósito de ir até onde a minhas capacidades permitem ir, olho para traz e deixo um homem morto, e nesta Natalidade nasce um homem para mais uma vez voltar a começar, andar pelo trilho, e redirecionar o foco, é sempre um início um nascer um rebentar naquilo que se semeou, um culminar de chegar ao Céu romper o véu e ver mais além, ir a busca na investigação,na pesquisa, na prática e na conquista é ser um de todos e para todos, no sentido de amar tudo e zelar por tudo.
O Natal é da família é meu, é seu, é nosso, é em lembrança do nascimento de Jesus Cristo.
Nesse exemplo me deito e acordo esperançoso numa melhoria e de mais virtudes boas ,atributos esses que são dádivas divinas Celestes.
Um bom Natal e próspero ano novo repleto de alegrias amor, saúde e paz de interior.
Bem haja ao nascer
Ao viver
Ao semear
E ao crescer
Pense em como o nascimento e a missão do Salvador pode trazer um espírito de paz e santidade na época do Natal.


Por que o nascimento de um bebê proporciona tanta alegria? Talvez porque um novo bebê represente um símbolo de esperança. Existe algo de belo quando uma vida acaba de surgir, repleta de possibilidades, que nos leva a refletir sobre o que a existência pode oferecer para aquela criança e que coisas maravilhosas ela poderá realizar. Isso nunca foi mais verdadeiro do que no nascimento do Filho de Deus, Jesus Cristo. Jamais tanta esperança foi depositada sobre uma criança, e nunca um nascimento foi tão cheio de amor.