Escrever
A gente pode construir um mundo melhor. E a gente precisa ter estas responsabilidades, que são escrever, contar, ensinar.
Apenas derramo tudo para fora pela pela ponta da caneta, transformando sentimentos em poema.
-tudooquetransborda
Sobre meu processo de escrita?
Ah! O texto vai nascendo, delineando-se aos poucos.
Tomando formas, quase como um embrião.
Quando menos espero, posso vislumbrar seu rostinho estampado na tela do computador.
Misture-se à multidão, mas não fique alheio. Deite fora tudo o que possa te distrair em teu senso de observação e vai sentir o quanto é feliz; o quanto seu fardo é leve...
Quem sou eu?
Sou poesia,
Legitimando o sentir
Expressa com ousadia
Em versos a fluir
Com um toque de fantasia
Para com palavras colorir
Toda essa monocromia
Que além de nos reprimir
Nos asfixia
Sou poesia que se cria
Só de existir
Sou rimas em sincronia
Sou apenas esse emitir
Do meu eu particular
Sou esse sentir
Esse amar,
Esse sorrir,
Esse transbordar,
Me permitindo transmitir
E rimar
O meu eu
Que aqui se descreveu
Princesa Diamante
Querido futuro namorado,
Não sei por onde você tem andado
Mas saiba que há muito, espero te encontrar
Te procurando em cada esquina e em cada olhar
Mas você ainda deve estar um pouco perdido
E é por isso que vim a te fazer um pedido
Não quero que você seja perfeito
Pois quero amá-lo do seu jeito
Mas, preciso te avisar
Que antes de você chegar…
Muitos sapos decepcionaram esse coração
Matando minha esperança, me deixando sem chão
Então, não se assuste se eu demorar a acreditar
Que alguém realmente é capaz de me amar
Sabe, perdi a fé no amor
E que o mundo realmente pode ter cor
E também aprendi que não devo confiar
A não ser que você venha a me provar
Que merece a minha confiança…
Sabe, não há nada pior que perder a esperança…
Mas espero que com a sua chegada
Eu posso finalmente descobrir como é ser amada
Um grande beijo…
Da garota que você…
Ainda não deve conhecer…
Princesa Diamante
Tentei atear em minha vida somente a luz, cuja chama me inflamava.
Algumas coisas eu fiz porque acreditei que fosse possível; outras ficaram para trás... Em meus altos e baixos me arrastei, mas, em boa parte do caminho, empreendi altos voos. Ganhei asas fortes, pude ver pelos precipícios à minha frente! Muitas vezes saí da estrada e segui por atalhos hostis, até encontrar novamente a trilha. Vi com a alma as coisas à minha frente; é com ela que sempre faço a leitura dos caminhos...
Escrevo
como quem pede um abraço e convida um vizinho
como quem perde o passo e busca um novo caminho
como quem pede auxílio e se asfixia com o ar
como quem vive em exílio e se afoga no mar
como quem se liberta e também se disfarça
como quem se desperta e não se diz farsa
como quem se soma e reparte foi mas nunca partiu
como quem na terra foi marte e da arte pariu
Escrevo enfim, para conversar com a morte
e perfumar-me de incenso, quem sabe, azarar a sorte
e não morrer de silêncio
A palavra é minha impressão digital, meu certificado de autenticidade, minha certidão de renascimento.
Escrever me mantém vivo!
Me faz reconquistar a chance de, de vez em quando, casualmente, me reencontrar comigo.
Passo
Sinto aperto no meu peito
Sigo andando meio manco
Sigo, canso e me deito
Sinto, tenho que ser franco
Num poema tão sem jeito
Eu percebo só ter feito
outra página em branco
“Há quem fale pelos cotovelos. Acho que escrevo pelos cotovelos.”
(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)
“Todo livro é um processo que o resultado impresso esconde.”
(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)
“Uso o texto como uma muleta para o pensamento. Penso-me enquanto escrevo. Acalmo-me.”
(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)
Deveria estudar alguma coisa útil como engenharia ou odontologia, pensava, ou no mínimo procurar um emprego. Tudo. Exceto escrever. (...) Contudo, não seria feliz acordando de manhã e indo para um emprego entediante onde colocaria dinheiro nos bolsos de alguém provavelmente menos inteligente do que ele.
