Escravo
Quem não é senhor da própria solitude, será escravo de qualquer presença, mesmo que ela o destrua por dentro.
Sou amigo do silêncio. Escravo da solidão. Ladrão dos teus segredos. sou comparsa do teu amor bandido...(Mario Valen e Olivia Campos)
" Nada em mim foi ou é escravo de qualquer coisa,
sou livre para determinar meu amanhã e o faço consciente de que desfrutarei daquilo que estou plantando.
minhas sementes são fortes e espinhosas
mas têm na essência a exuberância e a simplicidade das flores
por isso espero
nada em mim é derradeiro...
"Se você tem medo do que os homens vão pensar, é escravo da opinião deles. SAIA DO PÚLPITO."
—By Coelhinha
Entre possuidor e possuído há, verbalmente, apenas a diferença de uma letra, o “r” – mas esse “r” fez uma diferença enorme, porque e o “r” da redenção. O possuído é escravo – o possuidor não possuído é remido da escravidão. Quem não sabe possuir sem ser possuído, fez bem em se despossuir de tudo. Mas quem sabe possuir sem ser possuído pode possuir.
Não é só a morte que nivela as condições; o destino às vezes a antecipa, e se compraz em curvar a cabeça dos ricos e orgulhosos até beijarem o pó da terra, e coloca escravos ao nível do senhor”.
Estrupo é uma amostra de quão animalesco e doente pode ser um homem. Principalmente ao achar que existir motivo para tal crime.
EU ÁFRICA
Acorrentado pela escravidão...
Tenho marcas, sou marco,
Na face trago traços,
Sofrido negro afro.
Acorrentado pela escravidão...
Refém do fenótipo, nasci no cortiço,
A dor me traga, é tanto sacrifício,
Nada me revigora, resta-me o vício.
Acorrentado pela escravidão...
Agonizando eu sigo ermo,
E sinto a falsa liberdade num terno,
Preso no aflitivo quilombo hodierno.
Acorrentado pela escravidão...
Minhas ideias: estanques,
A morte: um baque,
Então suspiro ao som dos atabaques.
Acorrentado pela escravidão...
Venho do Saara, aro a seara,
E enquanto a ferida não sara,
Jogo minha capoeira odara.
Acorrentado pela escravidão...
Com açoite, os senhores tolhem,
E enquanto a dor não aboli,
Meu ópio é o folclore.
Acorrentado pela escravidão...
Minha sina é rastejar,
Na lavoura a dançar,
Dois pra lá, dois pra cá.
Acorrentado pela escravidão...
Conquisto a alforria,
Viro escravo da alegria,
Minha prisão: a fantasia.
Acorrentado pela escravidão...
Perdido, mergulho em teu mar,
Afogo-me em teu branco olhar,
E encontro-me em tua íris negra.
Acorrentado pela escravidão...
Tenho meus desejos cerceados,
Tenho o meu samba censurado,
Mas não calo: sangro os meus versos calejados.
