Era
...A menina depois de chamar várias vezes, resolveu olhar pela janela, a sua surpresa era que a casa estava totalmente abandonada...
E eram palavras sussurradas
ao pé do ouvido
no canto da boca
Nem era coisa com coisa
Eram carícias - açoite
Era a gente se derramando em nós
por toda a noite
LuDarpano
Quando jovem era imaturo, impaciente com tudo, dizia para eu mesmo que meu maior medo era ficar velho, hoje olho para trás e vejo quanta energia desperdiçada, quanta tempo jogado fora usando a desculpa de liberdade, quisera eu poder falar comigo mesmo mais jovem, alertar sobre isso, contudo a maturidade que hoje me preenche também me pede que conviva com esse erro, e seja capaz de aprender e conviver com ele, maturidade gera exatamente isso, compromisso com as decisões e também com as consequências.
"Ontem eu fui, mas hoje já não sou mais quem eu era. O que nós somos, senão meros instantes?
Seres infinitos experienciando um contexto finito."
"Na era da informação, será que precisamos saber mesmo sobre tudo?
Estar presente em todos os canais oferecidos, ser e estar produtivos o tempo todo e mostrar isso aos quatro cantos do mundo, caso contrário, ninguém saberá?
Para que?
E se tudo o que precisamos agora, pelo menos por um tempinho das 24 horas disponíveis para todos, seja um pouquinho de NADA?
Fazer vários nadas.....se aquietar, conectar-se ao silêncio e simplesmente estar ali. E apenas isso.
Quanto mais as pessoas fazem, mais elas querem fazer e isso tem gerado níveis absurdos de estresse, ansiedade e depressão. Fingir estar bem para mostrar que você também faz alguma coisa pode lhe custar caro.
Para com essa obrigação inventada pela sua cabeça e relaxa...
Pois nada está sob controle."
Meu nome é mulher
No princípio, eu era a Eva
Nascida para a felicidade de Adão
E meu paraíso tornou-se trevas
Porque ousei libertação.
Mais tarde, fui Maria
Meu pecado redimiria
Dando à luz aquele que traria a salvação
Mas isso, não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois, decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje, não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista, piloto de avião
Policial feminina, operária em construção.
Ao mundo, peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é competência
O meu nome é mulher!
Autoria de Fátima Aparecida Santos de Souza (Pérola Neggra)
Ele era pra ser meu ... mas o destino não quis.. ironia o amor ... que era pra fazer feliz só me faz chorar ... o amor não era pra ferir mas me feriu ... e se me feriu não é amor ... porque o amor soma ... completa .. nunca diminui... se te machucou...realmente, não era amor....
Eu costumava achar que você era tão corajoso, e às vezes ainda acho, e às vezes acho que não há nada na sua vida além de você, e você não tem ideia do que significa ter medo...
Quando eu era muito pequena, minha mãe costumava dizer que havia algo da minha avó em mim, na forma como eu contava as histórias do jeito que eu precisava que fossem e não da maneira como realmente aconteceram.
Meus pensamentos ébrios
Tentavam me fazer acreditar que
Aquilo não era real.
O coração calejado se negava a acreditar
Mas era real! Era mais que real!
Enveredando-me em meus pensamentos
Imersão que se perde no espaço tempo
A mente encontrou a resposta que o corpo já sabia
Que congelar aquele momento era tudo que eu queria.
A solidão fez com que eu me convencesse de que era tudo um sonho e, justamente por isso, eu não queria acordar.
Não, aquele homem não nutria os melhores sentimentos. Esse homem não era bom. Ele era o que aprendemos a temer quando crianças: um ogro.
Aquela era a trilha sonora
De uma vida, sobreposta
Aos pequenos erros seus.
E o piano que tocava
Era o coração que já amava
Sem o pianista, que era eu
