Era
Acordei cedo para ver as borboletas!
Era época de suas metamorfoses...
E contemplando as flores, lá estavam seus casulos... Uma espécie de charuto e, pensei, o quanto de sacrifício se deu, pra estar alí.
...e entendi que a vida é um refazer-se constante. Um doar, sem requerer, incansavelmente pra concluirmos nossas metamorfoses.
Acredite somos superadores do que chamam de obstáculos.
O pensamento me instiga
O homem levantou sua cama portátil, era um tapete colorido, não voador.
Ele enrolou e colocou no saco de lixo onde estão seus pertences, sua vida.
Caminhou e num canto foi mijar. A rua é sua casa. Ai que dor!
A quem pedir misericórdia?
Minha paixão era tão grande que eu queria possuí-la. Eu queria comê-la. Se eu o fizesse, ela seria minha para todo o sempre.
O homem mediano era um sujeito um tanto assaz
Em muitos sentidos podia-se dizer que era capaz, quiçá até audaz
Trazia no olho brilho mágico, que o tempo não desfaz
À frente dele andaram vários, e um bocado foi atrás
Nunca foi gênio, mas sempre foi muito cordial
Trouxe consigo uma bagagem de capacidade medial
Muitos grandes foram os sonhos, mas razoável sendo ele, os baixou a tal
Média foi sua beleza, seu fulgor, e até mesmo seu tamanho, é claro
Viveu viver simples, pode-se até dizer satisfatório
Queria ser poeta, mas seu talento era irrisório
Trabalhou, amou, casou e família boa criou
Outros amigos médios em alegria formou
Foi-se ele embora na primavera, em morte ordinária
Não foi senhor formoso, mas também não foi um pária
Partiu com as marcas do trabalho, que tanto tempo o tomou
E apesar de médio ser, seu sorriso era belo, talvez até etéreo
Foi enterrado entre as palmeiras, sob o canto dos pássaros
Amigos e familiares compareceram ao velório
Que, à rigor da sua vivência, não foi deslumbrante, mas também não foi inglório
E, ao fim do dia, a estatística foi tudo que restou. E tão mediana foi a vida que na média, enfim, ficou.
"Eu era movida pela intuição
Ele bate, bate, bate
A alma não se alimenta de pão
Não me maltrate, trate, trate."
O basquete para mim era algo tão profissional que eu precisava ter um objetivo. Qual o motivo de eu entrar numa quadra para brincar? Se for para isso, eu escolho outra coisa.
❤
Mas neste dia eu só queria
ver aquelesorriso de novo.
♡
Era justamente ele que
alimentava minhas borboletas
ao escrever.
♡
Por mais que às vezes me
incomodasse.
Eu gostava.
Para ser sincera.
Eu amava.
♡
As mais belas histórias de
amor tem...:
Começo.
Medo e
"Sim" 💍
❤
Quando era criança acreditava que os monstros viviam apenas de baixo da cama,e só apareciam quando estava escuro...
As pessoas diziam que eles não existiam,era só imaginação.
Mas com tempo descobri,que os monstros também apareciam com a luz e tinham aparência de homens.
Eles existem,estão por toda parte!
Cego
E via
Mas não enxergava
Fiquei cego
Fechei os olhos
Que escuridão incrível
Era clara como o dia
Tive medo
Enxerguei pra dentro
Que escuridão horrível
Começou a ficar claro
Quanta bagunça
Preciso arrumar isso!
Que dor terrível
Arrumar dói
Tô tentando
Ele me ajuda
Melhorou, mas as vezes bagunça de novo
Outras bagunças aparecem
Já estavam lá
Embaixo do tapete
Puxei pra fora
Doeu muito
Mas fica melhor
Olhei pra fora
O mundo não era mais o mesmo
As pessoas estão mais frágeis
Que estranho!
Quanto tempo fiquei de olhos fechados?
Um inverno inteiro
Quero olhar pra dentro de novo
Um olho pra dentro e outro pra fora
Mamãe Sementinha
Perguntaram-nas qual era o sentido de ser mãe
E eu como mera Sementinha, fiz-me de planta
A ramificar meus pensamentos
Semear estes versos
E chorar as pitangas
Me virar para o orvalho
E sentir seu frio afeto
Como planta
Procurei florecer em mim essa paixão imensurável
De possuir um fruto
Colorido… chamativo
Um fruto que respira
E que de noite clama bem alto:
Mamãee
Um fruto que cantarola o 1,2,3 (Do qual os passarinhos adoram escutar)
Eu sei que ainda sou sementinha
E sobre o fruto… eu somente o colhi
Culparemos o orvalho frio e as pitangas
Que enquanto chorava, também as comi
Poeminha avesso dedicado a minha mamãe planta e a outra sementinha semeada. Semana de Chorar as Pitangas, Maio, 22.
Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
Aos 9 anos eu expressava melhor meus sentimentos, porque o mundo oferecia mais conforto e as pessoas pareciam realmente se importar umas com as outras.
À medida que envelheço, vou perdendo a força e a fé na humanidade. Reprimo meus sentimentos e me sufoco com eles entalados feito nós na garganta.
Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
Eu acordava às seis da manhã, com uma empolgação, que até hoje, nunca vi em outra criança. Eu adorava o cheiro do café e do pão, refeição matinal antes de ir à escola...
Hoje vejo o meu futuro incerto, indeciso, meio turvo... Das coisas que amava perdi o prazer. A vida bate sem piedade e, a gente vive penando por achar que alguém é o amor da vida...
Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
Com medo de amar eu amei e pertenci a quem nunca foi meu...
Sofri feito gente grande e, de tão grande, me encolhi.
As sombras do tempo levou meu sorriso, meus amigos, quem eu fui...
Hoje ainda me procuro, mas devo ter acessado um caminho sem volta, pois o passado às vezes me dá medo.
- Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
(Autoral - CR)
Triste é fingir que não nos importamos, quando na verdade tudo que queríamos era falar do tamanho da nossa mágoa e do quanto está doendo.
E finalmente ela aprendeu a duras penas que se tinha algo de errado era com ele e não com ela. O que ele criticou, outro elogia; o que ele tinha vergonha nela outro se orgulha; onde ele via defeito outro enxerga virtude; o ele não cuidou, outro cuida e o que ele não quis, outro quer.
Ela não era fã daquela palavra. Muitas vezes era o refúgio de homens fracos, zangados com mulheres fortes.
Quando tudo estava perto, via longe
Quando tudo era claro, via escuro
Quando tudo estava certo, via incerteza
Pois estava só, sem ti.
O meu mundo era
Só eu e apenas eu
Até que a Quimera
Apareceu...
Mistura tal
De olhar sedutor,
Com um charme letal
Encantando o gladiador
Dono do coração
Quanto te vejo
Prendo a respiração
E só te desejo...
