Era
Tereza
Era uma cidadezinha pequena,
sem alma, sem empatia,
sem alianças.
Nela havia beleza,
nas montanhas,
no céu e nas crianças.
Toda sua cultura foi esmagada,
por religião, fofocas e trapaças.
E foram as primeiras noites sem dança,
sem amor, mas com vitalidade e esperança.
Eu procurei um estado paradisíaco de amor sem fim, mas o amor que sempre busquei parece que era de uma criança que não teve o amor dos pais por motivos diversos, não lhe deram atenção suficiente ,e na ancia de um afago um abraço ou de um amor materno, sair em busca de um amor igual a de uma criança que busca no seio de sua mãe o leite que sacia não só a fome mas principalmente a carência de um amor incondicional ,ou quando tem medo por estar só. Mas meu coração já estava tão endurecido pela procura de um amor um abraço um afago q quando dei conta o amor já tinha me abandonado por não enxergar o óbvio de quando eu estava tão perto do amor paradisíaco que tanto buscava e, ai você chegou mas eu não enxerguei. Quando tentei enxergar você já tinha partido e eu não tinha forças. Para gritar o quanto eu te queria mais o amor ele nos proporciona uma dádiva que é o perdão o reencontro e Deus na sua sublime humildade e sabedoria permitiu que nós nos reencontrássemos para recomeçar e escrever uma nova história em nossas vidas mesmo q já estejamos no final de nossas vidas. Amo vc meu amor e sempre viveremos todos os carnavais . especial para meu amor Ana oswalda
Cemitério de Pássaros
Era bom viver com os pássaros.
Era como se,
A cada bater de asas,
Você garantisse que voaria mais alto,
E para qualquer lugar, no dia seguinte.
Usando as suas próprias asas,
você iria.
Usando as asas de seus próprios pássaros,
Que nasceram com você,
Que faziam parte de você,
Que te levavam às nuvens...
Lhe traziam liberdade,
Magia,
Confiança.
Mas, à medida que o tempo passou,
Você percebeu que aquilo que os pássaros lhe traziam...
Começou a sumir...
Assim como os pássaros.
E você não havia percebido.
Aos poucos, foram matando seus pássaros.
E conseguiram deixar-te tão absorto
A ponto de não perceber que, na verdade,
Você se tornou um cemitério de pássaros.
Seus pássaros.
Fizeram com que você morresse tanto,
Que você, mesmo sem perceber,
Também foi responsável pela morte de suas aves.
Eles acharam que seus pássaros voavam alto demais,
Demais para a realidade.
As aves precisariam sumir,
Você não poderia voar.
Tiraram-lhe das nuvens,
Trouxeram-lhe ao chão,
Agora, você pode tentar tocar aos céus.
Quando seus pássaros estão mortos ao seu redor.
Sem asas.
Dói.
Dói ao ver o massacre do que antes foi seu.
Dói ao ver que nenhum restou,
Tudo o que restou foi o que você se tornou.
Não há volta para a morte.
Para àqueles que se tornaram,
Ou estão se tornando,
Cemitérios de pássaros...
Crie novos pássaros,
Faça-os sobreviver.
Não deixe que os matem.
Eles são os únicos meios de voar.
O amor que sinto faz minha alma flutuar , o que antes era desconhecido, hoje tornou-se essencial, meus largos sorrisos contemplam a felicidade que transborda desde o dia que entreguei o meu amor pra ti.
Estávamos sempre juntos (ela era o meu lado bom)... a carreira, a distância, o tempo e, principalmente, o casamento nos afastou (toda banda tem a sua Yoko Ono), mas você continua sendo a melhor lembrança da minha juventude!
Era uma casa muito engraçada, mas de engraçada não tinha nada...
Ela falava insensatez mas parecia-me que era inglês...
Ela contava tantas histórias, continha sonhos vários por vez...
Ela escolhia a sua cor... mesmo brutinha rosa continha...
Essa casinha é muito estranha fala em romance e desesperança...
Essas paredes tem muita história, mas surdo é o mundo e não quer ouvir...
Adeus casinha minha querida, em breves dias irei partir...
Os que não ouvem não podem crer que tu me falas e posso ouvir-te... então querida parta feliz e siga em frente que a vida é linda, logo a frente te encontrarei e um abraço eu te darei, será um momento de muito amor um reencontro especial... adeus casinha ou até breve? Com tuas histórias muito aprendi, que a vida é breve e o tempo curto, não adianta chorar depois, então no hoje viva feliz...não adianta aparentar grande , quando no íntimo sofre infeliz... e que os abraços têm que ser dados de preferência bem apertados...
Palavras soltas não valem a pena, tem que ser ditas e repetidas, que o diferente não é errado e isso deve ser acatado...
Adeus casinha minha querida a tua história eu já contei..
Quando alguém o corrigia, se entristecia; nos desafios, era fraco. Quando as dúvidas o assolavam, chorava, sempre a espera alguém, um ombro amigo, palavras de conforto, sentimentos e sentimentos. Mas quando a vida lhe chamou a uma atitude adulta, se viu criança, perdido, ficou pelo caminho.
"porque não me esforcei mais, ela era tudo o que eu queria"
eu sei, eu sei que vou falar essa mesma frase daqui alguns anos.
Os sete anões eram felizes porque cuidavam da vida deles, a rainha má era infeliz porque se preocupava com a vida dos outros.
AQUELE AMOR
Era tão do agrado, almas enamoradas
As sensações que tanto gosto faziam
Cheio de desejo e emoções douradas
A paixão que os olhares consumiam
Aquele beijo molhado, doce ventura
Com força de quero mais, felicidade
Era tão comum na partilhada ternura
Ah! como deixou no peito a saudade
Eram eus que se davam com carinho
Por inteiro. Afeto sussurrado baixinho
Ao coração. E, no meu e teu, o ardor
Hoje, na solidão de você, recordação
Chora minh’alma querendo remissão
Pois, ainda me gastando aquele amor...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21, outubro, 2021, 15:39 – Araguari, MG
Qual a cor
Adão era Negro.
Eva branca.
O fruto amarelo.
A serpente vermelha.
A arvore parda.
A terra índio.
Qual a cor da geração?
O pecado tá misturado?
Uma raça de bênção e outra maldição?
Qual a cor da lei.
Qual a cor de Moisés e Abraão.
A cruz é transparente?
Qual a cor do perdão?
Qual a cor da ciência tecnológica?
Qual a cor da religião?
Sete é verde esperança?
Qual a cor de cada geração?
A vida moderna escarlate ardente.
A cor laranja predominante entre a gente.
Qual a cor do engano, dos olhos invisíveis que vigia o presente.
Quem são, qual o tom do coração daqueles inocentes.
Deus tem cor, ou é um coral, um arco iris que sinaliza?
A cor suja, a natureza desumana que viraliza?
Qual a cor artificial.
Que ofusca o natural, um a opaca cinza.
Afinal, porque o sangue nobre dos imperadores e reis é azul.
Tanto sangue vermelho derramado de Norte e Sul.
Tanta cor.
E o amor.
Dizem ser galego ou negro aquecido pelo calor.
Kkkkkkkkk
Já sabem a cor da fé.
A cor do primeiro cão.
Sem conto que cor é.
Giovane Silva Santos
Era para continuar...
ter lutado, ser maior, mas as notas do destino
é tênue e frágil ao coração.Adeus!
frívola, vaidosa e passageira;
Eis aí, a beleza do existir.
Adeus!
A luz da noite, Era teus olhos
Sem flores, sem luz no poste
Sempre contando com o amor
E não com a sorte
Leal, firme e forte
Foi lembrando de tu que fiz esse corri
LAGOAS SECAS
Urandi era rico em água,
com fortes nascentes;
lagoas transbordando,
tinha grandes enchentes.
Elas todas secaram
causando impactos;
onde viviam os peixes,
hoje nascem cactos.
Tinha muito peixe,
também jacaré;
onde andava de canoa,
hoje andam a pé.
A lagoa da Capa
era de árvores ornada,
virou um deserto
e foi toda aterrada.
A lagoa da Tiririca
não foi diferente,
era grande e profunda,
lembrada por muita gente.
Drenar a lagoa Grande
foi um desastre ambiental,
causando aos quilombolas
e à natureza um grande mal.
A lagoa do Departamento
era lagoa artificial;
hoje tem Estreito e Cova de Mandioca,
mas não compensa a que era natural.
VILLA URANDY
Saudoso era o tempo
do pequeno arraial,
com casarões e sobrados
no estilo colonial.
A praça era um largo
de terra arenosa e grama.
Só tinha um tamarindeiro,
quando chovia só virava lama.
As ruas eram poucas,
pareciam mais com vielas.
As pontes de madeira
pareciam mais com pinguelas.
As casas coladas nas outras
eram de influência portuguesa.
A pobreza morava no casebre;
os casarões eram da classe burguesa.
Pegavam água no rio
com lata ou com pote;
buscavam lenha no mato
e enchia de água o corote.
URANDI-PIONEIRO EM EDUCAÇÃO
Estudar antigamente
era uma dificuldade;
não tinha ensino público
e professor era raridade.
Quem tinha condição
contratava professor
pra ensinar dentro de casa
e ainda pagava baixo valor.
A mulher urandiense
foi vítima do machismo.
Escola era só pra homem;
mulher aprendia catecismo.
Quando surgiu escola pública,
a mulher teve inclusão;
estudando na mesma escola,
mas mantinha a separação.
Quando criaram o Ginásio
foi uma grande revolução.
Urandi foi pioneiro
nesse nível de educação.
Era escola particular,
continuava elitista.
Pouca gente estudava,
mas era uma conquista.
A cantina de D. Edith e Anita
vale muito a pena lembrar,
mas D. Odília, Edson e Edi
também não pode apagar.
O acesso à educação básica
foi no fim do século passado.
Agora todo mundo estuda,
só basta estar interessado.
Urandi tem filho famoso,
tem muito filho graduado.
São frutos que colhemos
com nosso ensino ofertado.
O TOMBO DA IGREJA
A Igreja Matriz de Urandi
era uma obra muito antiga.
Era o marco da fundação,
mas pra isso ninguém liga.
Se falasse em tombamento,
você comprava muita briga.
A igreja era peculiar,
valia a pena manter.
A torre era no fundo,
tinha uma data pra ler.
Era a marca da fundação,
mas ninguém queria saber.
Ela sofreu muitos ataques,
desde quando era capela.
Derrubaram até o coro
e o sino ficava na janela.
Arrancaram todas as lápides
de quem foi sepultado nela.
A cidade quebrava o silêncio
no tempo que tocava o sino,
mas há muito tempo ele calou;
já era o começo do seu destino.
Nossa praça também alegrava
quando Dona Zelita tocava violino.
Nem o Cristo Redentor escapou,
teve que procurar outro lugar.
A esplanada invadiu a praça,
dificultando carro estacionar.
Fez um mercado debaixo do Cristo,
com barracas servindo de altar.
O altar era uma relíquia,
no Brasil não tinha igual.
Do tempo da colonização,
tinha o brasão de Portugal.
Era o nosso mais valioso
patrimônio material.
Tinha lustres, confessionário
e nichos de madeira entalhada.
Tudo precisava ser preservado,
mas era preciso ser tombada.
Como não quiseram fazer isso,
preferiram que fosse derrubada.
